Mostrando postagens com marcador Terrible Twos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terrible Twos. Mostrar todas as postagens

01 fevereiro 2011

Ahhhhhh! Santa Paciência, Cadê Você?

                                                                           
Ninguém, a não ser quem tem um filho de três anos, mesmo que recém-completados, pode imaginar o que eu passei entre ontem e hoje com o meu doce e querido Lucca.
Resumindo: teve briga com o primo Gui para não emprestar seus brinquedos, birra no shopping com direito a se jogar no chão chorando e gritando, puxou o cabelo da Tia Andrea (queridíssima tia da escola do ano passado, que vem me dando uma forcinha com ele durante as férias) quando ela tentou colocá-lo no carro, e, fechando com chave de ouro, deu escândalo, dos feios, numa loja de sapatos que tem aqui na esquina de casa quando fomos lá trocar um par que comprei do tamanho errado.
E não pensem que, em alguma dessas situações, ele estava sendo injustiçado, com fome ou sono, entediado ou irritado. Só para constar, o Gui lhe empresta todos os brinquedos quando o Lucca o visita em sua casa. O Lucca não deixa o coitadinho brincar com nada quando vem aqui. Fomos ao shopping para ele brincar no parquinho, e não para submetê-lo a uma torturante tarde de compras. A Tia Andrea foi apenas colocá-lo no banco de trás do carro para irmos embora. E a troca de sapatos não durou dez minutos. Até porque acabei nem trocando. 
O estopim aqui foi a p*rr@ do IPhone. Ocorre que ele está viciado em assistir ali os vídeos do Thomas no youtube. Se ele vê o bendito aparelhinho, quer porque quer e, sem olhar para os lados ou para baixo, pisa, grita e exige-o em suas mãos imediatamente.
O pai dele me ligou e eu apenas tirei da bolsa para atender. Com o sinal ruim, fiquei tentando retornar a ligação. Ele viu e começou a gritar que queria. E eu tentando ligar. E ele puxando meu vestido. E gritando que queria. E chorando. E o sinal nada. E eu nada de conseguir falar com o Fabricio. E ele chorando.
Desisti, mais por vergonha do escândalo do que por convicção, e dei o aparelho nas mãos do pequenino mandão.
Nesse momento, aparece a foto do pai, o telefone toca e duas opções aparecem: atender ou recusar. Ele não teve dúvidas: recusou na hora e tratou de procurar seus vídeos. Não me segurei e soltei um baita palavrão, peguei minhas coisas, tirei o telefone dele, ele gritava desesperado, a loja inteira me olhou com cara de desaprovação + pena + que louca! + pra que tem filhos se é pra tratar assim? + some logo pra eu poder comprar meus sapatos em paz! Sumi do local e não volto lá antes da renovação de toda a equipe de vendas...rs!
Gente! Que doidera! Perdi totalmente o equilíbrio. Mas, eu tenho motivos pra isso. Sei que ele já tem bastante discernimento e fiquei muito p. da vida por ele ter me desobedecido e ter desdenhado da minha autoridade em todo o conjunto da obra.
Cheguei em casa, mandei-o pro quarto liguei a TV, ele deitou na cama com a Vó Beth e lá ficou enquanto eu e o Fabricio fizemos nosso intervalo semanal para meditações e orações - e eu super no clima, quase soltando fogo pelo nariz...rs!. Ao terminarmos, já estava bem mais calma e nós três nos sentamos com ele na cama e conversamos. Ele prometeu não fazer mais isso, reconheceu que estava errado, pediu desculpas e falou para o pai por três vezes: - "Me deixa que eu estou nervoso" - Imagina se pode!!!
No fim das contas, a Vó me chamou para uns conselhos, me mandou ler este artigo, ter paciência e me pediu para perdoá-la por possíveis beliscões que ela possa ter me dado (e me deu, sim! rs...) na minha infância.
Ela foi pra casa dela e, eu e o Fabricio ficamos na sala conversando e eu li o artigo. Ótimo, por sinal! Minutos depois, diante do silêncio do meu pequeno, fomos ao quarto olhá-lo e, acreditem, estava dormindo, na minha cama, diante da TV passando o filme do Thomas, com a paz dos justos no semblante.
Bateu o remorso, a culpa. Mas, logo a voz da consiciência me chamou a atenção e me lembrou que sou mãe dele. Que eu devo ensiná-lo a diferenciar o certo e do errado e, que se eu não fizer isso, a vida o fará de forma bem mais cruel.
E assim, só tenho uma pergunta e uma constatação: 1- Se esses foram os dois primeiros dias dos três anos de sua vida, como serão os outros trezentos e sessenta e três dias? 2- É, eu tô ferrada...

24 agosto 2010

Os tombos que eu tomo e que ninguém vê...

Muita gente me acha um exemplo de mãe e o Lucca um exemplo de filho; que tudo é perfeito, que a gente não se desentende, que eu não me aborreço e que ele sequer me dá trabalho. Tudo um monte de devaneios! Principalmente nas últimas semanas, ele anda me dando muito trabalho. Trabalho não só no sentido de acordar várias vezes durante a noite e de exigir demais a minha presença durante o dia. O pior mesmo vem sendo os embates, os enfrentamentos. E eles me fizeram voltar novamente aos meus arquivos, de tudo que já li e já opinei com relação a essa fase da criança. E percebi que estou fazendo tudo errado. Nesses embates nunca saem vencedores. Eu nunca vou conseguir que ele faça o que eu quero porque ele não entende o que é e nem o porque de eu querer. É puro estresse e desgaste para os dois. Uma das maiores causas de brigas vem sendo a hora de se trocar. Ele tem uma gaveta de roupas de ficar em casa e de pijamas e uma gaveta de roupas de sair. Simplesmente, o tempo todo ele só quer roupa de sair. Ficar em casa com uma calça de malha, nem pensar! Só jeans. E isso quando aceita calça. Só quer bermuda. Blusa de frio então, só depois de muita briga. E ele está resfriado, o que me deixa ainda mais irritada. A primeira frase que ele profere, logo ao acordar é: -"Roupa de sair, mamae!".
Além disso, se ele escuta um não por qualquer motivo, grita com raiva, chora e grita mais ainda. Em outros momentos ele assoa o nariz na própria mão e sai correndo, rindo e espalhanodo ranho pelo rosto e pela casa. Seria engraçado se não fosse trágico. Tá bom vai... é mais engraçado do que trágico. Mas, dá vontade de catar e dar uns berros. E era o que eu estava fazendo. E não estava adiantando nada. Tudo estava virando um caos e a cada dia ele estava pior. Aí, após conversar com a Vó Beth, ela, após ouvir de mim a frase desesperada: -"Acho que desse jeito vou ter que começar a bater no Lucca!"- foi quem me lembrou de voltar lá atras e reler tudo e reaprender para agora aplicar a teoria à pratica.
Então, após muito pensar, tomei algumas decisões. As mais importantes são:
- me dar um restart, começar tudo de novo, do zero. Ou seja, me acalmar para lidar melhor com as situações;
- falar "não" apenas quando extremamente necessário e de uma forma carinhosa, sem ser autoritária;
- quando ele levantar a mão pra me bater, seguro seu braço e peço um abraço;
- permitir, dentro de um certo limite, que ele escolha as roupas que vai vestir já que, pensando bem, que mal há no fato dele ter sua personalidade e suas vontades?
- e, quando toda paciência e argumento do mundo não funcionarem, me abaixar ao nivel dele, olhar em seus olhos e colocá-lo para pensar no que está fazendo de errado, sentadinho em sua cama. Dois minutos é o suficiente. Dai eu o pego, ele pede desculpas e lhe faço prometer que não repetirá o que fez e não voltará a desobedecer a mamãe.
Hoje já foi assim. E o dia correu super bem, com ele muito feliz, brincando muito e gargalhando muito.
Precisamos ter muita calma, paciência e inteligência para lidar com nossos filhos. E carinho e amor são a saída para tudo. Afinal, como ensinar nossos filhos a serem amáveis se os tratarmos com truculência e autoritarismo? Não dá, né? E lá vamos nós! De noooovo!

Meninas, no Blog da Mamãe Modernex estou falando sobre Pronação Dolorosa e sobre os bebês engatinhando!

08 junho 2010

Passando apenas para...

Gritar: Socorroooo!
Perguntar: Cade o meu filhotinho?
Pedir: Levem embora esse moleque arteiro e falante e devolvam o meu Luquinha...

Gente! O Lucca está t-e-r-r-í-v-e-l. Totalmente terrible two.
Preciso reler a Encantadora, rever o DVD do Dr.Karpp, ligar pro Içami Itiba e, quem sabe, chamar a Super Nanny.
Talvez se tirasse as pilhas Duracell e colocasse umas dessas pilhas de camelô, a energia dele durasse um pouco menos. Preciso só achar onde fica esse compartimento. Vou procurar. Se achar eu conto pra vocês. Ah! Vou ler no manual. Putz, não veio com manual. Tô frita mesmo. Acho que não vai ter jeito. Já sei! Vou ligar pra avó e pedir pra ela cuidar, educar, dar banho, trocar a fralda, responder a todas as perguntas dele, dar mamadeira, colocar pra dormir, responder ao restante das perngutas e me ligar. Daí eu volto pra casa. E aí, quem sabe eu consigo comer sem ter que me levantar vinte vezes da mesa, tomar um banho de mais de dois minutos, escovar os dentes - quanto luxo! - e me preparar para o dia seguinte. Ihh! Mas, no dia seguinte não vai ter escapatória.
Ai...será que não existe mesmo o compartimento de pilhas?

Apesar da correria, hoje tem post novo lá no blog da Mamãe Modernex. E por ironia do destino (rs*) estou falando sobre importância da paciência materna.Vou até lá reler umas dez vezes!

28 novembro 2009

Novembro, em seus últimos dias

Meu amor, cheio de roxinhos. Será que ele é mesmo arteiro ou eu que exagero?
Pois é...o tempo voa. A votação para eleger a Mamãe Modernex está chegando ao fim e logo sairá o resultado. Não faço nem idéia se tenho alguma chance de ganhar. Mas esse mês de novembro foi um período muito intenso, cheio de novidades, tensão e final feliz. Conheci muitas amigas que apenas acompanhavam o blog mas nunca comentavam e acabaram passando só pra dizer um "oi, votei em você" e também muitas outras que conheceram o blog através da promoção, se apaixonaram por nossa história e passaram a frequentar também. Além disso, foi um mês em que recebi muito apoio de vocês todas no meu período de piração...rs*. Vocês me trouxeram de volta à doce realidade e hoje voltei a ser quem eu era, enxergando as coisas mais cor-de-rosa de novo. E, como reflexo disso, meu neném amado também voltou a ser meu docinho de sempre - maior prova de que amor gera amor e carinho gera carinho, da mesma forma que stress gera stress e violência gera violência.
Fora isso, fui ao Seo Padeiro e sanei todas as minhas dúvidas. A consulta foi ótima e cheia de boas novas (vou fazer um post sobre ela). Então, só me resta fazer um balanço geral e dizer que amadureci muito neste mês e muitas coisas mudaram em minha forma de pensar. Preciso ser menos exigente comigo, com ele, e com todos aqueles que me cercam. Preciso ser mais organizada e disciplinada. Preciso achar um tempo livre pra mim. E preciso, sobretudo, descobrir como fazer tudo isso...rs*. Mas, mudar a cabeça já é um começo. Acho que o mês de dezembro será muito bom. E 2010, que já bate à porta, será melhor ainda!
Bom, só me resta então lembrar às amigas que ainda não votaram que cliquem na foto ao lado ou no link acima para votar. Vale um voto por email e se tiver mais de um email pode votar com todos. E nos primeiros dias de dezembro, anunciarei como farei o sorteio do kit surpresa que prometi a vocês. Só adianto que é um presentinho para a mamãe e outro para o filhinho. Agradeço pelos votos e pelo carinho!!
E, mais uma vez, termino dizendo a vocês: obrigada por tudo!

24 novembro 2009

Tudo bem, outra vez!

Desde que comecei o blog, sempre escrevi meus posts de forma bem humorada e feliz e sempre procurei ao falar de alguma dificuldade colocar artigos que estivessem me ajudando a enfrentá-la. Isso porque este é o meu jeito de encarar as coisas e também porque desta forma poderia ajudar também outras mamães que estivessem passando pelo mesmo problema. Porém, mais de 500 postagens depois, como poucas vezes fiz aqui, abri mão dos artigos e desabafei, já que nenhum deles estava mais me ajudando naquele momento. Foi então que me dei conta de que a informação especializada não é tudo. Já sabia disso, porém, ao receber tantos recadinhos - super longos e cheios de amor - recebi também uma enorme quantidade de energia boa e de bons conselhos. Foi muito bacana. Eu li vários recados que imediatamente começavam a chegar e deitei com o Lucca para descansar um pouco. Quando acordei, estava infinitamente melhor, mais calma e paciente. Decidi então dar atenção exclusiva pra ele. Então, desde domingo, procurei fazer as coisas da casa enquanto ele dorme e quando ele está acordado fico conversando, brincando, beijando e agarrando ele o tempo todo. E quando preciso mesmo fazer alguma coisa quando ele está acordado, o faço mas dando atenção pra ele ao mesmo tempo. Sempre agindo com amor e paciência. E pasmem...deu mais do que certo. Ele está outro. Parece que aquele comportamento era alimentado pelo meu stress. E a partir do momento que me resetei e fiquei calma de novo, ele melhorou. Está arteiro, lógico, mas já não está terrível e atentado. Estou muito feliz. Sou imensamente grata a todas as queridas amigas que deram um pouquinho de seu escasso tempo me escrevendo, consolando e aconselhando. Cada palavra foi lida de coração aberto e me ajudou muito a me reequilibrar. É muito bom a gente se sentir abraçada mesmo que virtualmente. E melhor do que tudo, é ver que esse mundo ainda tem muita coisa boa, como a amizade de todas vocês! Bom, assim, aqui estou eu, preparada para o que der e vier, de novo, pra sempre!

22 novembro 2009

Meu doce Lucca / Meu terrível Lucca

Isso é sério. Desde que o Lucca nasceu, quando passei por um período bem difícil até me adaptar a todas as mudanças, que não me sentia tão perdida e até meio frustrada. Ando chateada, irritada, como alguém que tenta se concentrar para achar a solução para um problema e não consegue. E o meu Lucca é a razão de tudo isso. Me sinto tão cheia de dúvidas quanto a tudo...
Ele está completamente diferente! Lógico que ainda é amável, carinhoso, meu bebezinho amado. Mas, ele anda aprontando muiiiiito. Ele faz muita arte. Ele está desobediente. Ele bate em mim e puxa meus cabelos. Ele bate no pai e puxa seus pelos. Ele quer arrancar o aparelho da TV a cabo. Ele quer ficar na frente do vento gelado do ar-condicionado. Ele desliga a televisão quando a gente está assistindo. Ele quer tirar os quadros da parede. Sua maior diversão é jogar seus caminhões, pesados e barulhentos, no chão. Ele está um ogrinho! A gente conversa, explica, fala que não pode, que machuca e sabe qual é a sua reação? Ri. Ri escancaradamente na nossa cara. E a gente se mantém sério. E ele continua rindo. A gente então briga. E ele ri mais ainda. Dia desses, depois de aguentar muito, dei um apertão no braço dele. E sabe o que ele fez? Riu. Estou tão perdida. Sou completamente contra bater. Isso está fora de cogitação. Mas queria tanto saber como passar por isso sem sofrer tanto. E também tendo a certeza de que sua educação no futuro não será afetada. Não quero um filho mal-educado.
Mas ele não é terrível assim o tempo todo. Na outra metade do tempo, ele é manhoso. Quer minha companhia pra t-u-d-o. Quando escapo pra fazer alguma coisa, logo escuto ele chamando, todo meloso "Ômããã". E eu tendo que fazer comida, cuidar da casa, da roupa, parando tudo para calmamente brincar de carrinhos. Mas, quanto a isso, tudo bem. Eu entendo, tadinho. Ele quer brincar. Mas, o problema é o lado ogro. Juro que não sei o que faço. Por mais brava que eu fique, ele parece não entender a bronca. Fico frustrada. No final do dia já estou uma pilha de nervos.
Pra piorar, antes das 23:30h, ele não dorme. Tem acordado tarde e por isso o horário avançado de noite. Mas, isso, a partir de amanhã vai acabar. Vou acordá-lo cedo, deixá-lo dormir pouco a tarde para que ele sinta necessidade de dormir mais cedo. Afinal, também preciso ter tempo pra mim. Ele não me deixa nem tomar banho sozinha. Estou estressadíssima. Estou sendo muito requisitada, de corpo e alma. E nunca pensei que ficaria assim.
Essa semana o levarei ao Seo Padeiro para consulta de rotina e também vou pedir uns conselhos a ele sobre outros assuntos que também estão me matando: já é hora de tirar a fralda? ano que vem é a hora certa dele ir pra escola? sua alimentação está certa? ele não está demorando demais pra falar? será que tem um jeito de ele me entender quando estou brava sem bater nele? Ai meu Deus! Por que não vem com manual? Por que não existe uma formula? Por que aquilo que dá ceto com os outros não dá com ele? Por que ele ri em vez de chorar? Ai! Vou pirar, juro que vou. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.

06 novembro 2009

A transformação do Lucca

Aviso desde já: este post é longo mas, para as mamães que ainda não passaram por essa fase ou estão passando, vale a pena ler e se preparar e se identificar.
Nos últimos dias o Lucca anda muito diferente. Engraçado como, de uma hora pra outra, seu comportamento de neném mudou para de criança. É sério! Ele continua carinhoso, apegado, bonzinho, mas quando resolve querer alguma coisa, aguenta. E anda cheio de vontades próprias! Ele dentro de casa continua quase igual. A gente consegue distrai-lo e fazê-lo mudar de idéia sem que perceba. Mas, na rua isso é quase impossível. Ontem por exemplo, fomos ao shopping com os avós. Ele queria ficar só na escada rolante e depois só no elevador. Quando a gente saía desses lugares, ele gritava, dava tapas na gente e se jogava no chão. Aquele mais puro mico a ser pago por uma mãe que atualmente paga sua língua.
Outro dia fomos a uma pizzaria e ele queria ficar só na escada de entrada. Quando peguei ele no colo pra entrar, ele grudou nos meus cabelos e puxou e gritou. O velhinho dono da pizzaria que estava ali falava: "Assim não pode, assim não pode...". E eu rindo, disfarçando a vergonha, vermelha até a ponta do dedo do pé, só falava na orelha dele em tom de ameaça, bem baixinho: "Solta meu cabelo, Lucca". Ele soltou mas deu um show sem cobrar couvert pra todo mundo que tava jantando.
Já li muito sobre isso e sei que são os terríveis dois anos se aproximando. Então, consigo controlar tudo até que numa boa e depois até rio da situação. Resumindo, o que acontece com ele, e outras crianças nessa fase, é que ele quer fazer algo e sua capacidade de entendimento não alcança o motivo de eu não deixar. Daí, ele começa a ficar irado, bravo mesmo com aquilo e não sabe ainda lidar com esses sentimentos nem expressá-los em palavras, para argumentar comigo. Assim, ele dá aquele show que trata-se da mais primitiva forma de expressão. É como se ele fosse um menino das cavernas, como ótimamente definiu meu ídolo, Dr. Karpp. Ele não tem modos, ele não fala minha língua e é totalmente bruto na formas de lidar. Bruto no sentido literal mesmo da palavra. Tanto é assim pra brigar quanto pra fazer carinho. Às vezes, ele me pega, me abraça forte e encosta a boca no meu rosto tão forte que quase me machuca. Então, minhas queridas, a palavra do dia, da semana, do mês e quiçá do ano, é paciência. Terei que ser muito paciente, firme e amorosa nessa fase. Devo dizer não somente quando necessário e, ao dizê-lo, devo mantê-lo até o fim suportando as consequencias. Se eu ceder uma vez, ele aprende o caminho.

Mas, apesar disso, ele continua sendo o mais doce neném do mundo, me enchendo de carinhos e atenções, continua aprontando suas peraltices e deixando todo mundo bobo com sua esperteza. Então, separei carinhosamente o texto abaixo para nos ajudar a entender e como lidar com essa fase, para sabermos diferenciar a famosa birra daquilo que podemos considerar forma de expressão típica da idade.

TERRIBLE TWOS!
Era Uma Vez... Birras e Lágrimas aos 2 e 3 anos de idade


Um longo caminho foi percorrido desde o bebe indefeso se tornar numa criança de 3 ou 4 anos, relativamente independente e pronta para ir para o jardim-de-infância. É uma viagem fantástica de descoberta – mas também pode ser um percurso por vezes difícil para você e para o seu filho.
À medida que as crianças se aproximam do seu segundo aniversário, começam a querer fazer parte de tudo o que se passa à sua volta – explorando e brincando, observando e imitando os outros, usando as suas primeiras palavras. Começam também a sentir pela primeira vez que são uma pessoa, dentro de um mundo fascinante cheio de outras pessoas, e querem fazer parte desse mundo.
Como é ter-se 2 ou 3 anos?
O seu filho de 2 anos está a descobrir todas as coisas que não pode ou não deve fazer, vivendo numa constante batalha entre os seus intensos desejos, vontades e medos. E vai sentindo certas coisas que não consegue ainda manejar sem ser através de birras ou choros. A criança de 2 anos está ainda a descobrir quem é, e aquilo que sente acerca das pessoas que o rodeiam e que cuidam dele – porque é que, afinal, as adora num momento, para os odiar logo a seguir. E as crianças de 2 anos ainda não sabem simplesmente pedir ajuda… em vez disso, bombardeiam os adultos com pedidos contraditórios, que apenas refletem o quão confusos e indefesos se estão a sentir.
A criança “mandona”
Algumas crianças têm dificuldade em sentir-se pequeninas e indefesas. Recusam-se a aceitar que existem certas coisas com as quais ainda não conseguem lidar – e tornarem-se “mandonas” pode funcionar como um truque para encobrir esta dificuldade e fazer os outros sentirem-se pequenos.
Por vezes conseguem ser tão convincentes que, como pais, parece que às vezes nos convencem que não precisam de nós. Mas a criança de 2 anos, “mandona” e autoritária, precisa mesmo muito de quem lhe dê amor e cuidado, mesmo quando parece não precisar dele.
A criança “embirrenta”
Muitas crianças de 2 e 3 anos desenvolvem todo o tipo de manias e rituais, nas quais insistem absolutamente. Do ponto de vista de um pai, estas manias podem parecer disparatadas e quase tirânicas! Mas para a criança pequena, o que significam?
Toda as pessoas que a rodeiam esperam que a criança pequena deixe de ser um bebé e que se torne mais independente. Mas a criança pode sentir que os crescidos estão sempre a interferir e a mandar nela. Quando insiste em vestir alguma coisa estranha, ou em fazer as coisas numa determinada ordem, pode estar simplesmente a tentar fazer os pais reconhecer que ela também tem as suas escolhas e as suas preferências.
Por vezes, pode ser útil ceder naquelas coisas pequenas que realmente não têm importância. É também uma forma de ensinar às crianças como às vezes se pode ser flexível. E não vão faltar ocasiões em que a criança queira fazer alguma coisa impossível ou realmente perigosa – aí terá oportunidade para lhe ensinar acerca do “não”, para além de poder “praticar” o lidar com as suas lágrimas… As birras por vezes estão ligadas a preocupações ou anseios para os quais a criança não consegue simplesmente arranjar palavras, e por isso não pode falar sobre isso com os pais. E quando quer a todo custo evitar certos objetos ou situações, talvez seja apenas uma forma de procurar controlar os seus medos.
De fato, aquilo que realmente preocupa a criança pode não ter nenhuma ligação óbvia com as coisas sobre as quais está a fazer uma birra – mas é mais fácil procurar controlar aquilo que a mãe lhes põe no prato, do que certas ansiedades que não compreende...
Este tipo de “birras” tem tendência a desaparecer, mas se o comportamento do seu filho se tornar particularmente difícil, pode ser importante procurar perceber se se encontram sobre algum tipo de stress particular, e eventualmente procurar ajuda.
A criança “bebe”
Algumas crianças parecem dizer “prefiro ser pequenino”. Um filho que seja muito agarrado aos pais e cheio de receios de partir à descoberta do mundo pode tornar-se muito exigente, de uma forma diferente daquelas crianças que são “mandonas”.
Como pais e educadores, precisamos de saber que, de uma forma geral, o desenvolvimento dos nossos filhos está a decorrer segundo a ordem natural das coisas. Por isso, quando os nossos filhos têm comportamentos “abebezados” isso preocupa-nos pois faz-nos pensar que as coisas estão a andar para trás. É também muito extenuante para os pais por vezes não saberem se afinal têm um bebe ou um menino ou menina já crescidos em casa.
Quando sente que, de alguma forma, não está a acertar com as suas escolhas em relação ao seu filho, o mais provável é que o seu filho, também, se esteja a sentir muito confuso.
A criança “amedrontada”
As situações novas podem ser assustadoras. As crianças de dois ou três anos por vezes sentem-se bastantes aflitas com novas situações, especialmente se pensam que isso implica serem deixadas ao cuidado de outras pessoas. Vale a pena ser sincero com o seu filho acerca de situações novas – tal como o nascimento de um irmão ou uma mudança nas suas rotinas habituais – para que não se sinta “enganado” ou demasiado desprevenido. Face a uma mudança importante, dê bastante espaço ao seu filho pequeno para uma dose considerável de birras e fitas, que com certeza passarão com o tempo, especialmente se levar o seu filho a sério nos seus receios e o ajudar a transformá-los, conversando e brincando.
Por vezes, aquilo que assusta as crianças pequenas está dentro delas, e não em qualquer mudança importante na realidade que o rodeia. É nesta idade dos dois a três anos que as crianças começam a relatar sonhos maus e por vezes, terrores nocturnos. É importante que saiba que estes sonhos maus fazem parte do desenvolvimento normal de todas as crianças nesta idade. Por vezes, os sonhos estão relacionados com algum evento vivido que os tenha assustado ou preocupado, mas muitas vezes não estão associados a nenhum acontecimento específico, mas sim a “sensações”, de medo ou terror, vividos pela criança.
Pode dar-se o caso de não conseguir chegar a perceber o que realmente os preocupa. Mas é muito tranquilizador para a criança pequena, que está a lidar com emoções que muitas vezes não conhece, sentir que um crescido está a tentar compreender o que se passa com elas. As birras de temperamento
A criança pequena lida com sentimentos muito intensos ao longo de todo o dia. Se está a ser capaz de se manter mais ou menos estável ao longo do dia já está a fazer um ótimo “trabalho”! Mas só é natural que haja alturas em que não consegue sustentar um bom comportamento… por vezes as crianças pequenas parecem “explodir”, gritando e atirando-se ao chão a pontapear. Quando o seu filho se lança numa birra aparentemente caprichosa, está a mostrar-lhe como se sente dentro dele, sentimentos tão intensos que não consegue encontrar uma saída mais pacífica. Provavelmente estão assustados, e zangados, porque a sua raiva parece ser tão avassaladora e poderosa que quase perdem a imagem boa da Mãe e do Pai. Por vezes, significa apenas que atingiram um estado de exaustão ou excitação tal que não conseguem lidar com ele de outra forma.
Ao contrário do que se pensa, as birras não são feitas apenas para chamar a atenção. As birras acontecem porque a criança não consegue comunicar de outra forma, muito menos por palavras. Por isso as birras têm tendência para desaparecer com o crescimento, pois as ansiedades do crescimento deixam normalmente de ser tão avassaladoras, mas também porque a criança vai aprendendo a usar palavras para exprimir o que sente. A criança não precisa que encontre uma solução milagrosa nem que o “compre” com guloseimas (embora toda a gente o faça de vez em quando!). Precisam de saber que, mesmo quando se sentem indefesos e desnorteados, alguém os protege de se magoarem, alguém continua a cuidar deles e a amá-los.
Quando devem os pais estar preocupados?
Por vezes os pais sentem que as birras dos seus filhos não são daquele tipo habitual que têm tendência a desaparecer, e que rapidamente se transformam em ataques de raiva muito difíceis de controlar. Por vezes constatam que a criança demora muito em começar a falar, ou que tem dificuldade em brincar e em estar com outras crianças, ou ainda que parece estar sempre agitada, sem conseguir retirar prazer de nenhuma das múltiplas actividades em que se vai envolvendo. Por fim – e isto pode ser o mais doloroso – por vezes os pais podem sentir que se instalou uma espécie de barreira entre si e o seu filho.
Se as suas preocupações são desta natureza, é realmente importante procurar ajuda de um especialista. Não é boa ideia ignorar estas situações na secreta esperança que se resolvam sozinhas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...