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Aquela primeira noite com o gesso foi desesperadora! Ele curtiu, curtiu, só que na hora de dormir cismou que eu tinha que tirar de qualquer jeito. Gritava, chorava, rangia e exigia:
- Mamãe, tira, tiraaa!.
Apenas consegui fazê-lo dormir depois de quase meia hora no colo, ninando e cantando baixinho em seu ouvido Meu limão, meu limoeiro, igualzinho como quando era um pequeno bebê.
Depois que dormiu, foi para sua cama e seguiu desmaiado por quase doze horas seguidas. Um alívio para todos.
Quando acordou, estava um doce e nem comentou sobre o gesso. Mais tarde, perguntou umas duas vezes se podia tirar. A gente aproveitou a sua paixão e entendimento por números e explicou que aquele dia era dia 18 e que ele poderia tirar o gesso no dia 22.
Então, daí pra frente sempre que ele pede pra tirar, a gente lembra a data atual e o dia de tirar e ele aceita numa boa.
E a vida está normal: ele brinca, vai à escola e faz suas artes nomalmente.
Só detesta quando as pessoas comentam e perguntam o que ele aprontou. Nessas situações, o tímido, por culpa paterna, se esconde entre as minhas pernas, querendo desaparecer.
No dia 22 ele tira o gesso longo e coloca o gesso curto, que ficará mais uma semana.
Ao final terão sido quase três semanas imobilizado. Imobilizado, porém, nunca parado, estacionado ou estático. Ao contrário. Imobilizado, mas totalmente zoeira, sem-vergonha e terrível.
Ontem me chamou para que eu o olhasse. Ele na sala, eu na cozinha. Quando dirijo meu olhar até ele, vejo a seguinte cena: o garoto do braço imobilizado, em pé sobre o puff de rodinhas da sala. Assim que ele percebeu que eu estava olhando, deu um salto maravilhoso e bem-sucedido até o sofá. Levantou-se, orgulhoso, e disse:
- Viu, mamãe? ...
Isso tudo não durou mais do que três segundos. Posso com isso?
Na quinta fiz um post sobre Sexagem Fetal lá no blog da Mamãe Modernex. Espero vocês po lá!