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01 junho 2011

Brincando de ser Criança


Em visitinha ao cantinho Mamãe Realizada, da querida Kelly, mãe da Ana Luiza, li um post que adorei. São opções divertidas do fantástico Dr. Harvey Karp de como lidar com crianças desafiadoras.  
Trata-se de uma grande brincadeira que consiste em, durante alguns momentos do dia, você "deixar de ser forte e inteligente" para fingir-se de boba, deixando a criança tomar a frente e corrigí-la.
São sugestões divertidas que costumam aumentar a auto-confiança de crianças de até quatro anos. Então, aqui vai:

De vez em quando:
- SEJA INCOMPETENTE: vista sua camisa ao contrário, erre enquanto conta até 5, só para dar à criança a oportunidade de ELA corrigir você;
- SEJA DESAJEITADO: escorregue do sofá, segure o telefone de cabeça para baixo;
- SEJA CEGO: pergunte “cadê o…?” quando está bem na sua frente. Quando ela apontar, você pergunta “cadê ? Não enxergo !”
- SEJA FRACO: tente agarrá-la, mas deixe-a escapar a cada vez.
- SEJA UM BEBÊ: tente tomar algo da mão dela, mas faça manha e diga “É MEU”, com voz melosa. Deixa-a desafiá-lo.
- ESTEJA ERRADO: diga “Opa, você não é a Mariana! Você é o Vovô!” Ela vai rir e dizer “seu bobo, eu sou a Mariana sim”.
- SEJA BOBO: diga que você precisa ver se ela lavou as mãos direito, mas inspecione os pés. Aí diga “você está me enganando ! Isso não é a sua mão!”, então examine os bolsos.
- SEJA ARROGANTEMENTE INCORRETO: Cante orgulhosamente uma música conhecida da criança, trocando a letra. Ela vai adorar corrigir você, mas responda “eu não disse isso”. Aí cante errado de novo e antes que ela corrija “eu não errei. Eu sou o MELHOR cantor do mundo”.
- SEJA PASSIVO: Quando ela está emburrada, ofereça várias opções absurdas, só para dar a ela a oportunidade de dizer um sonoro NÃO. “Quer comer lama?” “Por favor, pense bem. Lama!” Aí diga “tudo bem, você venceu. Faça o que você quiser! Você nunca faz o que eu quero mesmo!”
Permitir que seu filho rejeite suas opções é um truque diplomático. Depois de recusar várias ofertas, ele vai se sentir respeitado e terá mais facilidade em concordar com você em outras situações.
- SEJA ESQUECIDO: pegue o sapato da criança e diga “me dá aqui seu… Como é mesmo o nome? Esqueci.” Repita várias vezes. Por fim, ela vai ficar cansada e terminar a frase para você. Ela vai se sentir tão esperta!
É uma boa idéia fazer-se de bobo?
“Claro que seu filho sabe que você não é um idiota. Afinal de contas, na maior parte do tempo você é forte e inteligente. Isso é só uma tática divertida – não um estilo de educar os filhos em tempo integral! Fingir-se de bobo de vez em quando é como brincar de esconde-esconde e fingir que não encontra a criança, ou brincar de luta e deixá-la derrubar você. Não se preocupe em perder o respeito do seu filho. Você não perderá!
De fato, agir feito bobo de vez em quando ensinará ao seu fiho uma lição de vida valiosa: mesmo as pessoas mais perfeitas (para ele, os pais) às vezes cometem erros.”

Bom, eu adorei! E mesmo sem nunca ter lido isso antes, há muito tempo a gente pratica essas atitudes aqui em casa com o Lucca. Muitas vezes para quebrar o gelo, outras para fazê-lo sorrir, e sempre dá certo. 
Diante de uma situação de birra ou manha, a nossa primeira opção sempre foi o bom humor, na tentativa de fazer refletir nele o nosso comportamento e não o contrário.
Espero que vocês gostem e que dê certo com os seus bebês também. 
Na pior das hipóteses, vai ser muito engraçado...rs!

12 outubro 2009

Brincadeiras e Sorrisos

Basta uma luz fraquinha em um quarto escuro para que suas mãos comecem lentamente a voar. Aos poucos, seus pássaros de sombra batem as asas mais velozmente e seu filho, encantado, joga a cabeça para trás e solta aquele riso gostoso, ingênuo e verdadeiro, como só as crianças sabem dar. Ele está feliz ao seu lado, e, por alguns segundos, sua vontade é de congelar o tempo.

Um sorriso não é apenas o sinal de que seu filho está bem, é a prova mais concreta de que ele sabe o que é felicidade. E provocar essa sensação é fácil – bastam um pouco de criatividade, quase nada de dinheiro e algum tempo disponível. Quer ver: que tal um concurso de caretas no elevador? Ou bolinhos de chuva em uma tarde cinzenta? Além de fazer seu filho sorrir, esses momentos preciosos o ajudarão a desenvolver importantes habilidades intelectuais, como noção de lógica e de causa e consequência. Ele ainda terá mais facilidade para fazer amizades, lidar com frustrações e, quando adulto, saberá conviver de forma pacífica e bem-humorada com as pessoas no ambiente de trabalho. O que não faz um sorriso...

**Leia mais sobre brincadeiras e sorrisos aqui
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