07 maio 2013

Oba! Sorteio no Blog!


Mês de maio chegou!
A correria aqui em casa continua gigante e, entre lágrimas por não conseguir dar conta de muita coisa e sorrisos a cada etapa vencida, dou uma corridinha aqui pra atualizar a nossa vida.
Hoje, o motivo de aparecer por aqui é super especial. 
Tenho uma querida amiga, a Juliana, que tem o dom para criação e costura de roupas. E ela deu de presente pra Sofia um lindo vestidinho para Festa Junina. Mas, os vestidos da Ju não são meros vestidinhos. São obras de arte! :)
Então, quando recebi o presente logo pensei no blog, nas minhas leitoras e em sortear um vestido pra vocês por aqui. Falei com a Ju e ela topou. Fiquei mega feliz pois consigo presentear alguém querido e ao mesmo tempo, divulgar o trabalho de uma querida.

Então, vai ser assim:
- quem quiser participar, vai dar um pulinho no Facebook e vai curtir a fanpage do Nascendo uma Mãe e a fanpage da Withloveby, que é a marca da Ju. As duas!
- lá, em qualquer uma das fanpages, todos vão poder encontrar o selinho do sorteio. Esse selinho deve ser compartilhado em seu próprio mural.

- o vestido sorteado será feito sob medida para a ganhadora, sendo que os tamanhos disponibilizados para o sorteio vão de 2 a 12 anos.
- os vestidos são confeccionados em modelos/tecidos exclusivos e a própria Juliana vai entrar em contato com a ganhadora para, juntas, decidirem como será o vestido, diante da disponibilidade de estoque.
- o sorteio será pelo random, no dia 20/05 e a entrega do vestido será a partir do dia 10/06, via Correios/Transportadora.
- Agora, o mais importante: todos os que curtirem as fanpages do Nascendo uma Mãe e WithLoveby, e compartilharem o selinho, deverão deixar aqui nos comentários deste post, seu nome e email pra contato. Somente os nomes deixados aqui participarão do sorteio, ok?


Apenas pra vocês terem uma idéia, esse é o desenho do vestido que a Ju está bolando para o nosso sorteio. Mas, ela fez questão de ressaltar que nessa foto não estão os acabamentos, que são justamente o plus dos vestidinhos! Mesmo assim, dá pra gamar, né? No site dela, no Instagram (@withloveby) e no perfil da Ju também tem algumas fotos pra conhecer um pouco mais desse lindo trabalho.
Vamos lá? Beijinho!

25 abril 2013

Nossa Canção de Ninar


Impossível ouvir e não me lembrar dos longos minutos diários em que ela fica em meu colinho, me ouvindo cantar essa música, agarrada ao seu cobertorzinho. 
Até que adormece e vai pro berço...

10 meses de Sofia - Feliz Mesversário, filhota!

Originalmente escrito em 22/04/2013

Angústia da Separação, Dentes e Engatinhar: tudo junto e misturado!




Há dois dias a Sofia começou efetivamente a engatinhar. Isso, ao mesmo tempo em que mais dois dentinhos superiores estão rasgando e ainda durante a famosa "angústia da separação".
Minha relação com a Sofia é muito interessante. Ela é diferente daquela que eu tinha com o Lucca na idade dele. Acho que as coisas agora são mais leves, menos intensas...
Ela é tão independente, tão tranquila, que as vezes acho que ela nem liga muito pra mim... Ela tem sua rotina (feita por ela - a diferença do segundo filho), ela muitas vezes adormece sozinha, e, acordada, se colocada no chão com vários brinquedos, é capaz de ficar ali por mais de hora se distraindo, descobrindo texturas, cores, orifícios e formatos.
Daí que ontem saí seis horas da manhã de casa para ir a um compromisso em SP e retornei só as sete da noite. Ela não me viu acordada. Eu, antes de sair, ainda dei mamá pra ela e passei pelo quarto do Lucca para dar-lhe um beijinho. Mas, ela não me viu... E quando acordou, segundo a vovó me contou, ficou manhosa e passou assim o dia. Não comeu direito, não fez suas sonecas. Quis muito colo e certamente se já pudesse falar, pediria a presença da mãe, imediatamente. Apesar de ficar triste por ela, me senti feliz por já ser reconhecida como mãe... 
Bom, o resultado disso foi uma noite cheia de sobressaltos, com a Sofia acordando muito, chorando, assustada, até me ver e receber um carinho e voltar a dormir. Foram mais de dez vezes. E eu lhe dei muito colo, muito amor, em todas as vezes. Até que às seis da manhã ela entendeu que eu não iria sumir mais e dormiu profundamente até as dez.
Ela já entendeu que não é uma continuação de mim, que é um ser independente mas ainda não se acostumou com a idéia. E esse é o momento de muita compreensão e paciência. Achei um texto ótimo sobre esse período e recomendo a leitura a quem estiver passando por isso também. Nada de "nana neném", de reclamações ou de chorar as pitangas neste momento. Agora é a hora de trazer as energias das profundezas do peito de mãe e vencer todo o cansaço e apoiar o bebê.
Hoje tirei o dia pra ficar com ela, principalmente a tarde quando o Lucca sai para a escola. A peguei no colo e ninei, ninei, cantei, até ela dormir. E depois ainda permaneci com ela em meus braços por mais algum tempo. Agora, ela está lá, dormindo, em paz. E espero com a certeza renovada de que a mamãe não é ela, mas que estará aqui pra sempre, ao lado dela, para apoiá-la em suas crises e cantar bem baixinho em seu ouvido, dançando, cheek to cheek...

Escrito originalmente em 16/04/2013

23 abril 2013

Como é possível?


Como é possível amar tanto e igualzinho dois seres tão diferentes?
Um menino e uma menina.
Um que fala e um que chora.
Um que anda e um que engatinha.
Um que dorme no meinho da nossa cama e 
um que dorme balançando no colinho.
Um que tem os dentes caindo e um que tem os dentes nascendo.
Um que come comida e um que come papinha.
Um que sorri quando eu chego e um que grita.
Um que me ama e precisa de mim e o outro também...
Oras, como é possível? 
Sendo mãe de dois.

14 abril 2013

Minha Segunda Primeira Vez em Paris

 Minha duplinha no Louvre.

E na Torre Eiffel.

 Dando comida à Sofia no mesmo restaurante onde comemorei meu aniversário, há dois anos.

 Caminhamos muito!

 Na Place des Voges com sua arquitetura de mais de 400 anos, onde morou Victor Hugo. 
Não entramos pra conhecer sua casa mas brincamos muito num belo e moderno parquinho que tem na lá.


texto escrito em 20/03/13

Hoje estou em Paris.
Vim pra cá pela primeira vez há dois anos, a convite da Danone -Actimel, como Actimãe. Naquela viagem, apesar de sentir uma enorme saudade do Lucca, do marido, da mãe, do cachorro, da casa, conheci uma sensação deliciosa que é a de estar sozinha depois de tantos anos, num lugar desconhecido e maravilhoso, e descobrir que ainda era capaz de dar conta da situação ao sair à rua e ter que pegar o metro ou escolher e pedir o que comer num restaurante.
Todos os lugares tinham magia, tudo foi fácil e fascinante. Tudo era perto, iluminado e bonito. Foi tão legal que não sosseguei enquanto não consegui dividir tudo isso com meus amores Lucca e Fabricio. E como a Sofia chegou em nossas vidas nesse espaço de tempo, a exemplo do irmão, tiramos seu passaporte bem cedo pra nos acompanhar naquilo que mais amamos fazer: viajar.
Porém, e sempre existe um porém, desta vez estou conhecendo uma Paris bem diferente. Uma Paris ainda linda como sempre mas, uma Paris onde agradeço ao hotel por ter uma jarra elétrica no quarto, a qual seria apta ao preparo de um chá relaxante e na verdade vem sendo muito utilizada para fazer mamadeiras, dia e noite; água muito quente na pia, onde posso esquentar em banho-maria comidinhas de bebê e lavar roupinhas e utensílios. A Paris do Monoprix, um supermercado que vende água a preços dignos pois, uma coisa é tomar uma garrafinha de água do frigobar quando bate aquela ressaca e outra é usar quase quatro litros por dia para as mamadeiras e ainda para matar a sede de quatro pessoas. A Paris dos McDonald's limpos e lindos, com banheiros disponíveis a cada esquina para aquele xixizinho de criança que teima em sair muitas vezes ao dia por causa do frio. A Paris da Lego Store, da Disney Store, do Louvre das múmias, da Sacré Coeur do Carrossel e da Place de La Concorde da Roda Gigante. 
Ouso dizer que hoje estou conhecendo outra Paris: uma cidade aos olhos não mais e somente de uma mulher, mas aos olhos de uma mãe que está sempre buscando acessos para o carrinho de bebê, festeja ao entrar em banheiros com trocador e se sente acolhida quando encontra um garçom que sorri para seus filhos.
Há dois anos, eu olhava para a Torre Eiffel piscando e não acreditava estar ali. Me senti emocionada. 
Hoje, ao ver de perto a Torre piscando novamente, tendo meus três amores comigo, me senti realizada. 
São sentimentos diferentes mas ambos recheados de muito amor e dignos de mim, um a cada tempo, um em cada primeira vez... 

03 março 2013

8 meses - Aprendendo a dar Tchau


E agora ela já sabe dar tchau... Ai que fase mais deliciosa. Vou morrer de saudades!

Boa Amarela II e Sua Existência Permanente





Dia desses fomos a uma festa e o buffet deu como lembrancinha uma bola amarela. Imediatamente me lembrei da bola amarela do Lucca. Engraçado que o título da postagem no blog me veio imediatamente na cabeça.
Chegando em casa, ofereci à Sofia a bola, que é um pouco menor que a do Lucca, e ela adorou. Achou o máximo, brincou e ensaiou várias vezes se jogar numa engatinhada para pegar aquela coisa redonda e fascinante que cismava em fugir de suas mãozinhas.
Não pude deixar de fotografar o momento e de postar aqui. 
Ah, vale lembrar que a Abigail, agora uma senhorinha e já não tão carente de atenção como na época do Lucca, ignorou a bola e a deixou "sobreviver" até quando Deus quiser. 

02 fevereiro 2013

Sexto e Sétimo Mesversários da Sofia







Mais dois mesversários se passaram e apareci por aqui para contar nossas novidades.
Com seis meses a Sofia rolou e seus dentinhos começaram a nascer. Os dois de baixo rasgaram e já estão fortinhos o bastante para dar mordidas no peito durante as mamadas que me rendem várias lágrimas...rs! Ela também começou a comer frutinhas e pouco antes de completar sete meses, entrei com a papa salgada. Ela faz uma boquinha linda e adora comer. As vezes até me assusto com a quantidade que ela come...
Ela é uma menininha muito boazinha e calma. Quando me perguntam se ela dorme a noite toda, não sei responder. Isso porque ela dorme a noite toda mas acorda umas duas ou três vezes cantando (e não chorando), pedindo mamá. Ela mama e sai do peito desmaiada e voltamos a dormir imediatamente.
Se eu souber identificar seus sinais - sono, fome, cocô - ela não chora. De jeito nenhum. É uma linda!
Com sete meses, logo após o salto, começou claramente a tentar permanecer sentada. Vem se esforçando e está quase ficando sem apoio.
O Seo Padeiro disse que ela tem até os nove meses para sentar. Nada de ficar estimulando demais pois cada um tem seu tempo. E estimular demais o bebê pode fazê-lo pular fases.
Com seis meses ela contava com 6.150g e 62,5cm. Na consulta de sete meses (e dez dias,) que foi ontem, pesou 6.650g e 65,5cm. Tudo perfeito com a minha mignonzinha!
Ontem ela chorou tão brava na consulta que o Seo Padeiro disse que ela vai ser mais brava que o Lucca, que vai ter "paviozinho curto"... ai que medo, rs!
Outra coisa muito fofa é que ela fala, mas fala muito. Canta, reclama, verbaliza... Acho que vai falar antes mesmo de andar!
Muito bem minha linda, rumo ao primeiro aninho!Te amo demaaaais!

19 janeiro 2013

Materializando Lembranças

Quando se cria um filho muitas lembranças e acontecimentos se perdem na correria da rotina (ou da falta dela). Um sorriso, uma resposta, um gesto. Tudo isso fica em nossa mente por um tempo, porém, com o passar do tempo, acabam caindo no esquecimento.
Por isso hoje fiz questão de postar aqui duas fotos para que essas imagens fiquem eternizadas, para que minha mente nunca se esqueça desses lindos momentos.


A primeira foto é da minha visão enquanto amamento a Sofia. Ela que já conta com seis meses e dois dentinhos, mama de forma tão linda, tão delicada, tão amorosa, trocando olhares comigo e muitas vezes me pagando o alimento de amor que está recebendo com sorrisos. 
Provavelmente ela será minha filha caçula e a experiência de amamentar se vá para sempre junto com seu desmame. Mas, quero sempre me lembrar que apesar dos momentos mega díficeis, do cansaço, da magreza e das noites de sono entrecortadas, dar o peito aos meus filhos foi uma vitória minha, um mérito meu e só meu. É uma coisa meio He-Man, do "Eu tenho a forçaaaa". Ou meio Jedi do Star Wars, "A força esteja sempre comigo". E outra coisa espetacular é que ninguém pode me substituir nesses momentos. Graças a Deus por isso. Essa cena é um dos momentos de mais ternura que posso me lembrar. E sei que sempre que eu quiser pensar em algo bom, realmente bom mesmo, basta pensar nessa imagem.


A segunda foto é como vejo a Sofia no sling. Essa imagem me traz logo à mente um cheiro: o dos cabelinhos dela. Ela sua muito na cabeça e todas as noites antes de dormir, lavo suas madeixas com o shampoo Granado amarelo. O cheirinho que fica de manhã, resultado da mistura da fragrância do shampoo e do suorzinho da noite é algo delicioso, entorpecedor e inesquecível. 
Ficar com ela no sling, fazê-la dormir tão juntinha a mim é algo delicioso, sentir seu corpinho, sua temperatura, seu cheiro. Por tudo isso que essa imagem também deve ficar fixada aqui para a posteridade pois fotografou um momento de máxima cumplicidade e amor que pode existir nessa relação entre mãe e filha.

Confesso que já sinto saudade do que vem pela frente. Já sinto saudade da época que ela mamava em meu peito, que ela cabia em meu colinho, de dançar para fazê-la dormir, embalando-a alegremente, de vê-la sorrir desdentada das minhas gracinhas e da época em que ela nada falava, apenas dava gritinhos. Queria que essa fase nao acabasse jamais, mesmo sabendo - com um filho de cinco anos - que tudo que virá aos dois, três, quatro..., será delicioso também. Ai, ai... ser mãe é algo maravilhoso mesmo.

06 dezembro 2012

5º Mesversário da Sofia





Eis que me pego na estrada, a caminho da casa da sogra que fica num condomínio em Embu, com a promessa do marido de uma surpresa quando chegarmos.
Insisti para saber o que era e ele me adiantou que a surpresa incluia o Rick Martin. Logo pensei que ele havia comprado um DVD do lindo cantor pra gente assistir.
Lá chegando, estavam os meus cunhados Patricia e Fabio e mais um casal de amigos, o Silvinho e Patricia Viggiani.
Num estalar de dedos, a sala que lembra um home-cinema ficou bem maior e ganhou um palco.
O Fabricio então anuncia a entrada de uma pessoa especial. Nesse momento, me assusto e fico boquiaberta quando percebo que o Rick Martin, em carne e osso entra ao som de "Un, dos, tres, um passito pra frente, Maria. Un, dos, tres, un passito pra tras".
Me senti num programa de pegadinha. Ele veio direto até mim, ainda cantando, com aquele som altíssimo, e percebendo minha surpresa e entusiasmo, me disse ao pé do ouvido, em bom português: "Sou mais gato pessoalmente, não sou?"
Nesse momento, me arrependi de não ter convidado minha mãe e a Marion, minha outra cunhada, para esse programinha especial.
Foi então que me lembrei que a Sofia estava no colo do pai e, diante daquela barulheira toda, me preocupei pois não conseguiria escutar se ela chorasse. 
Me dirigi então ao palco, passei pelo Silvinho super entusiasmado de estar conhecendo o Rick Martin pessoalmente e num show praticamente particular e, quando estava quase chegando até o Fabricio e a Sofia, o Lucca entrou no quarto e me acordou do sono profundo.
Fiquei louca da vida porque nem cheguei a aproveitar a presença do Rick Martin assim tão pertinho! Mas, abracei forte meu filhote e notei que havia sido a primeira vez que sonhava com a Sofia.
Percebi que agora ela está efetivamente em minha vida, inclusive já está em meus sonhos.
E passei o resto do dia cantando: "Un, dos, tres, um passito pra frente, Maria. Un, dos, tres, un passito pra tras".

Parabéns, filhota!
Mais um mês de vida, sempre linda, saudável, independente e sorridente.
Te amo muito, até dormindo e sonhando com o Rick Martin! 

24 outubro 2012

Cinquenta o quê?



Estou lendo, nas horas vagas, Cinquenta Tons de Cinza.

Juro pra vocês que estou quase largando o livro, deixando essa leitura pra lá, por conta da mega inveja que ando sentindo da protagonista, Anastasia Steele.

Vejam essas passagens do livro:

"(...) Fecho os olhos e começo a adormecer. Meu inconsciente tenta me dar o golpe final antes de se soltar nos meus sonhos."

"(...) Está muito silencioso. A luz está apagada. Sinto-me quentinha e confortável nesta cama."

"(...) Puxo os joelhos até o peito, totalmente esgotada, e imediatamente apago ou desmaio, caindo num sono exauto. Quando acordo, ainda está escuro. Não tenho idéia de quanto tempo dormi."

Não dá, né? Vai esfregar na minha cara toda hora que dorme bem, dorme gostoso, dorme profundo, que está escuro, que a cama está quentinha, que está s-i-l-e-n-c-i-o-s-o? Chega! É muita tortura, Ana... Vou procurar na livraria Cinquenta Sons de Choro, Cinquenta Horas sem Sono que vai cair melhor. :)

22 outubro 2012

Mêsversário da Sofia - 4 meses



Hoje a pequena Sofia completa 4 meses. 
Costumo dizer que esse comecinho passa muito rápido mas que eu vivo cada minuto dele com intensidade. 
Acabamos de passar por uma semana daquelas, com Pico de Crescimento na área e a mamãe ainda está se recuperando das mamadas de hora em hora, faça chuva ou faça sol.
Mas, ela é um doce. Muito sorridente, sempre feliz. 
Deus abençoe nossa família e o caminho da minha pequena. Parabéns, filhota!

Falando nisso...

Talvez seja um ótimo momento para relembrar esses dois assuntos: Pico de Crescimento e Salto de Desenvolvimento.
Achei no blog De Peito Aberto esses dois quadros que achei fantásticos e resolvi dividir com vocês:

Salto de Desenvolvimento



Seu bebê anda chorando muito? Não está dormindo bem? Só quer ficar no colo? Não se desespere, pode ser apenas um SALTO DE DESENVOLVIMENTO.
O fato é que os bebês não se desenvolvem em um ritmo constante, dando uma acelerada de tempos em tempos - são os saltos de desenvolvimento. O problema é que n o período que antecede os saltos o bebê de repente se sente perdido no mundo, pois seu sistema perceptivo e cognitivo mudou (segundo pesquisadores, tudo isso pode ser observado neurologicamente), mas ele ainda não se acostumou, então o mundo parece muito estranho. O que acaba acontecendo é que ele quer voltar à base, ao que é conhecido, ou seja, ao aconchego do colo da mãe. 
Trocando em miúdos, nessas fases eles ficam mais carentes, precisando de colo, e com freqüência também comem e dormem pior. A boa notícia é que depois de algumas semanas essa fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Certamente há uma certa variação cronológica entre um bebê e outro, mas média observada (experimentalmente) por pesquisadores é a seguinte: 
*05 semanas / 1 mês 
*08 semanas /quase 2 meses 
*12 semanas /quase 3 meses 
*19 semanas /4 meses e meio 
*26 semanas /6 meses 
*30 semanas /7 meses 
*37 semanas / 8 meses e meio 
*46 semanas / quase 11 meses 
*55 semanas / quase 13 meses 
*64 semanas / quase 15 meses 
*75 semanas / 17 meses
Ainda segundo os autores, depois de uma crise o bebê de repente começa a fazer coisas que não fazia antes, dá um salto de desenvolvimento mesmo, e também fica mais feliz. Então durante as crises é só ter um pouco de paciência, cercando o bebê de amor, carinho e bastante aconchego, até que tudo volte ao normal.


Pico de Crescimento



De um dia pro outro seu bebê parece mamar e não ficar satisfeito. Os intervalos que eram de 2/3h passaram a ser de 1h30 ou menos... não é seu leite que esta secando, muito provavelmente trata-se de um PICO DE CRESCIMENTO.
É um fenômeno que ocorre em muitos bebês no qual estes solicitam mais mamadas do que de costume. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas. A mãe costuma sentir como se não desse conta de produzir leite em quantidade suficiente para o bebê. 
Períodos comuns deste "picos de crescimento" ocorrem por volta dos: 
* 7-10 dias 
* 2-3 semanas 
* 4-6 semanas 
* 3 meses 
* 4 meses 
* 6 meses 
* 9 meses (mais ou menos). 

Então mamães, lembrem-se: Isso é absolutamente normal e nós vamos sobreviver, nós vamos sobreviver... Estou falando em voz alta pra acreditar também...rs!

20 outubro 2012

Minha experiência sobre Amamentação




Quando engravidei do Lucca, não tenho vergonha nenhuma de dizer, eu era completamente ignorante nos assuntos parto e amamentação. Acreditava piamente que todos os bebês nasciam de cesariana e que todos eles tomavam mamadeira. Eu achava isso completamente normal. 
Naquela época começamos a escrever este bloguinho e tudo começou a ficar bem mais claro em minha mente. Entendi que o pensamento que eu tinha, era aquele imposto pela sociedade em que eu vivia  e que eu poderia começar mudar isso a qualquer momento.
Mas, todos sabem, mudar não é nada fácil e nem rápido. E mesmo decidida a mudar, cheguei da viagem onde fiz o enxoval do Lucca com diversas mamadeiras na mala, as quais a grande maioria delas nem usei.
Quando o Lucca chegou do berçário e eu do Centro Cirúrgico, ele já chegou sugando. Aliás, ele já nasceu sugando...rs. A enfermeira então me posicionou de lado e o colocou em meu seio. Ele fez todo o trabalho. O leite desceu em menos de 24 horas e todos fomos felizes para sempre. Hã? Não, não. Muitas outras coisas aconteceram e algumas delas não foram nada legais. 
Vou colocar neste post a minha experiência sobre o assunto, o que eu aprendi e o que eu experimentei. Acho isso muito importante, principalmente para que as futuras mamães que tiverem acesso a esse texto estejam um pouco mais preparadas para se doar nesse momento tão lindo e tão importante.
Vale começar dizendo que a coisa mais importante que aprendi é que amamentar é maravilhoso. É um momento especial, em que a mãe é quase insubstituível. E conforme o tempo passa, só fica mais legal. O ápice é quando você dá mamá para seu bebê e ele te retribui com olhares e sorrisos. Ou quando você sai do Pediatra com as ótimas notícias de que seu bebê é saudável e que está ganhando peso. Isso faz qualquer coisa valer a pena. 
Mas, vamos lá:
- se você deseja mesmo amamentar seu bebê, importante demais é  se informar sobre qual a posição a respeito de amamentação que tem o berçário do hospital onde você vai parir. Algumas enfermeiras de certos hospitais, se aproveitam do momento sensível e vulnerável da mãe para oferecer o NAN no copinho "até a mãe se recuperar". Elas usam frases de efeito como: "Ele está chorando de fome, você vai deixar?". E muitas vezes a mãe cede e tudo começa a desandar. Não sei o motivo delas agirem assim. Talvez lutem por um berçário mais silencioso... Então, já sabem: Digam não ao NAN no copinho!
- é importantíssimo o neném sugar o peito da mãe assim que nasce, o mais rápido possível. A verdade é que quanto mais fominha ele estiver sentindo, mais vai chupar e vai auxiliar na descida do leite. Talvez demore dois, três dias. Mas, durante esse tempo ele vai estar sendo alimentado pelo colostro, a "nata" da amamentação. Essa fase é uma das mais difíceis e cansativas. As perguntas e as dúvidas tomam conta da nossa cabeça.
- ainda no hospital o Lucca mamava muito bem e dormia gostoso, porque meu leite desceu bem rápido. Ele mesmo estabeleceu seu horário e em poucos dias mamava de três em três horas. E assim foi até seus oito, nove meses. Com a Sofia foi diferente. Ela foi direto para o seio quando nasceu e sugava direitinho mas o leite demorou mais pra descer, cerca de dois dias. Ela chorou bastante e, até completar um mês, mamava de picadinho e consequentemente, dormia de picadinho. Lembre-se: o sono, na maioria das vezes, está diretamente ligado à fome. 
- quando o leite desceu, os problemas dos meus filhos terminaram mas os meus estavam apenas começando... Tinha muito, mas muito leite. Na verdade, isso é absolutamente normal porque no início o corpo não sabe ainda o quanto o bebê vai precisar mamar para sobreviver. Então ele fabrica muito e com o tempo vai equilibrando. Só que, nas duas vezes que amamentei, a primeira semana foi punk. Meus peitos ficaram gigantescos e eu tinha que tirar o leite pra conseguir continuar viva. Daí você cai num paradoxo: quanto mais tira, mais vem porque o corpo pensa que o bebe está mamando. Então, atenção: compressas e água fria ajudam a diminuir a fabricação do leite. Ocitocina espirrada no nariz ajuda a ejetar o leite (é legal para quem não tem bomba elétrica). Compressa quente e banho quente ajudam a descer mais leite. Agora, o que mais me ajudou, além de tudo isso, foi fazer algo estranho mas que "solta" todo o leite quando ele parece empedrado: chacoalhar os seios, para cima, para baixo, para um lado e para o outro. Gente! Isso é fantástico. Dá um baita alívio. Quem me ensinou foi a Adriana, minha doula querida.
- ter orientação profissional imediata é muito importante. Ter uma doula, um pediatra capacitado em aleitamento materno, entrar em contato com as enfermeiras do Anjos do Leite ou do banco de leite de sua cidade, ou qualquer coisa parecida, ajuda demais nesse momento em que as perguntam chovem e as respostas precisam ser quase imediatas.
- bom, daí quando tudo começou a se normalizar, meus bicos começaram a pedir arrego. Principalmente na amamentação da Sofia. Na do Lucca não me lembro de ter doído tanto. Talvez a pega dele fosse melhor, ou preparei melhor os bicos durante a gravidez. Sei lá. Eu sei que dei mamá pra ela chorando de dor muitas vezes. Mesmo assim, apesar de intensa era uma dor que não me deixava sequer pensar em desistir. Passava Lansinoh, quase encostava o bico na lâmpada do abajur para secar o ferimento, chorava, doía e nada adiantava. Até que a Adriana, doula, me visitou novamente e acertou a pega da Sofia. Foi incrível. Mesmo com o bico machucado, não doía mais n-a-d-a. Aí, em poucos dias, tudo cicatrizou.
- passado esse início conturbado, tirando as dúvidas corriqueiras: será que produzo leite o bastante? será que ele não tem fome? será que ele não tem sede? será que está pegando peso? e etc., as coisas começam a entrar nos eixos. Daí vem os picos de crescimento quando o bebê mama desesperadamente o tempo todo e você acha que seu leite acabou pois o peito esta murcho e o neném vem sentindo muita fome. Calma! Nessa fase a produção de leite já se estabilizou e o seio simplesmente "fabrica" leite e não mais "estoca". Ou seja: sempre que o bebê pegar o peito, ele produzirá. Mas, faça a sua parte: descanse, tome muita água e, se necessário, peça ao médico um polivitamínico próprio para mulheres que estejam amamentando.
- vencida mais essa etapa, começa o dilema da introdução de alimentos, a partir dos quatro meses. Muito dizem que não, muitos dizem que sim. A OMS indica amamentação exclusiva até os seis meses. Eu fiz isso com o Lucca e pretendo fazer com a Sofia. Isso, apesar de o Pediatra deles no terceiro mês já ter me passado orientações para introdução de sucos e frutas no mês seguinte. Enrolo ele, não bato de frente, porque o adoro demais e tenho minhas convicções mas, nem por isso não pretendo fazê-lo mudar de idéia. Os filhos são meus. Ele opina. Eu decido.
- daí vem a volta ao trabalho com o fim da licença maternidade, a proposta da amamentação prolongada, a saudade do seio exclusivo para o sexo, e mais um milhão de coisas que cada um vai pesquisando, perguntando e achando a melhor forma para resolver, já que são questões muito íntimas.
- uma coisa que acho muito bacana de dizer é que um ótimo investimento é uma bomba elétrica. Nos primeiros meses, quando temos muito leite, é bem legal fazer estoque no freezer. Existem saquinhos apropriados para isso. O leite dura três meses congelado. E quanto mais tira, mais vem. É uma forma de você se garantir quando tiver que voltar ao trabalho, ou mesmo pra poder sair, dar um passeio com o maridão, sem a obrigação de voltar dali duas ou três horas.
- um  último conselho: paciência com as pessoas que querem encher sua cabeça de dúvidas, com as que olham torto quando você amamenta em público e com as que não respeitam sua privacidade quando você se retira para amamentar. Elas não sabem o que fazem...
Diante de tanta coisa, tantas palavras, experiências e opiniões, o que a mulher não deve nunca esquecer é que amamentar é um ato natural e quanto menos neuras e mais ajuda especializada tiver, melhor. Confie em você e, como dizem as entendidas no assunto por aí "empodere-se", acredite, busque e seja forte. Depois que tudo passa, você vai ver que valeu a pena.

16 outubro 2012

Meu grande e eterno bebê...



Hoje ele me disse, se agarrando a antigas fotos suas, que gostaria de voltar a ser um bebezinho. Lógico. Já era de se esperar essa constatação de uma criança tão sensível e tão inteligente como o Lucca.
Afinal, para os bebês fazemos vozes e caras e bocas. Para os bebês estamos sempre felizes. Os bebês não escutam nunca um "não". Os bebês nunca vão a escola e estão sempre no colinho de alguém. E, acima de tudo, o bebê tem o peito e tem a presença e os cuidados constantes da mãe.   
Hoje cedo, antes de me dizer isso, disse que queria que a Sofia não crescesse nunca, que ela deveria ser pra sempre um bebê. Expliquei que ser neném era chato porque eles não sabem conversar, andar ou brincar. Só sabem chorar, chorar e chorar.
Mas, acho que a idéia continuou a martelar em sua pequena e ingênua cabecinha. E então ele percebeu que, melhor do que a irmã nunca crescer, seria ele voltar a ser bebê também.
Como agir diante de tanta doçura, misturada com carência, acrescida de insegurança?
Ultimamente ele tem se mostrado um menino bem diferente do que sempre foi. Está difícil até mesmo para nós, os pais, entendermos e nos acostumarmos com o novo Lucca. Ele está mais moleque, mais sociável, mais agressivo, mais contestador. 
Acreditamos que um pouco seja ciúmes da nova situação que vem vivenciando, um pouco seja a idade - já é um garoto!, e um pouco seja por conta das gotinhas de homeopatia, que vem trazendo a tona o verdadeiro Lucca.
Mas, o que mais nos emociona e mais nos acalenta é que ele verdadeiramente ama a irmã e, apesar de por duas vezes já ter nos confessado na calada da noite que sente que deixamos de amá-lo depois que ela chegou, jamais demonstrou isso tratando-a sem carinho ou mesmo negando-lhe um sorriso.
Eles são apaixonados um pelo outro. E vice-versa. Ao quadrado.
Hoje chorei, com o coração partido de não poder entrar em sua cabeça e fazê-lo entender que sem ele nada existiria, que ele é meu grande amor, minha grande paixão e que amar a Sofia no mesmo grau, jamais vai tirar dele um milímetro sequer do meu sentimento. Quem é mãe de mais de um sabe disso.
O coloquei para dormir, com a Sofia no sling, como quase todos os dias faço, sentada de forma incômoda, mas sempre dando um jeitinho de segurar em sua mão. 
E hoje, especialmente, contei a história  de uma moça chamada Giovana, que era casada com um rapaz chamado Fabricio. Contei que eles tinham uma cachorrinha chamada Abigail mas que ela não cansava de pedir pro Papai do Céu um filho, um bebê em sua barriga. O Papai do Céu demorou muito tempo mas, um belo dia, ela descobriu que estava grávida e esse foi o dia mais feliz de toda sua vida. Nessa hora, ele se emocionou e chorou de forma contida. Continuei contando que quando o bebê nasceu, foi chamado de Lucca. Ele era lindo. Mamava muito, chorava pouco e todos se apaixonaram perdidamente por ele. O Lucca foi então crescendo. Com um ano começou a andar, com dois anos aprendeu a falar, largou as fraldas, foi à escola e seus pais perceberam que a cada dia ele ficava melhor. Quanto maior ele ficava, mais os pais o amavam, mais lindo e inteligente ele se mostrava e mais orgulhosos os pais ficavam. E a história continua mas, coincidência ou não, bem aí ele dormiu. Dormiu grande, com suas pernas compridas, no auge dos seus quatro anos e meio, agarrado à sua única ligação com os tempos de bebê...uma chupeta. Mal sabe ele que, em meu coração, será eternamente meu neném. 

24 setembro 2012

Sofia - 3o. Mêsversário


"A escuridão do teu olhar me iluminava
E a minha estrela-guia era o teu riso
Ah, minha adorada, viajei tantos espaços
Pra você caber assim no meu abraço...Te amo!"

Minha florzinha Sofia fez três meses no último dia 22. Apesar da tenra idade, ela já demonstra muitas de suas características, nos deixando de água na boca para conhecer o que virá no dia seguinte.
- acorda muito bem humorada, sorri para todos, como quem agradece a Deus a oportunidade de estar aqui novamente
- só gosta de colinho quando anoitece. Mas tem que ser no wrap, pra ficar coladinha na mamãe
- nas outras sonecas do dia, adormece sozinha calmamente no carrinho, com sua chupeta e seus paninhos 
- já força a cabecinha para levantar
- hoje percebi que seus dentinhos inferiores já estão marcando a gengiva, que já está inchadinha
- adora, ama, idolatra o irmão. Tem paixão por ele, por sua voz, por suas brincadeiras e adora ouvi-lo cantar Nana Neném num ritmo todo peculiar
- sorri pra todo mundo o tempo todo. Só que quando está com fome, sai de perto. Ela só quer saber do peito da mãe e não para de berrar enquanto ele não chega
- cochila bastante durante o dia e faz um intervalo de boas horas de sono na madrugada, deixando a mamãe livre para seus afazeres e para descansar
- em compensação quando acorda, a gente está com tanta saudade que não consegue parar de olhar pra ela e arrancar seus sorrisos
- adora ficar em seu carrinho, em seu quarto, olhar seus brinquedos e até presta atençao quando os Backyardigans estão da televisão
- é esperta, grande (já passou dos 5Kg)e muito amada. Era tudo que a gente queria pra nossa vida...

Parabéns, menina-flor da mamãe...amo você!

Tão Iguais, Tão Diferentes...




A cada minuto com a Sofia não deixo de ter a sensação de estar com o Lucca no colo. Principalmente quando dou banho ou amamento. É impressionante como enxergo ele, nela.
E confesso que isso me causou alguns problemas nas primeiras semanas de vida dela.
Sendo o Lucca minha referência de mãe/bebê, assim que ela nasceu começaram aquelas comparações. O Lucca chupou chupeta desde a maternidade, a Sofia não aceitou. O Lucca não teve cólicas, a Sofia teve. O Lucca acordava de três em três horas, mamava e dormia, a Sofia mamava de picadinho e não tinha um padrão de sono.
Sofri tentando, inconscientemente, transformar a Sofia no Lucca, tentando lhe impor seus padrões de mamada e sono, tentando entender porque ela não fazia como ele.
Até que a ficha caiu: ela não é ele, nunca foi, nem nunca será. Ela é outra pessoa, com outra personalidade.
Hoje, com seus três meses completos, apesar de já aceitar a chupeta, não ter mais cólicas e já ter seu padrão de sono definido, digo que ambos são super diferentes. Apesar de ela ser bem calminha como ele foi, ela é independente, geralmente não gosta de colinho pra dormir, pega no sono com facilidade e sozinha, mama bem, estende mais seu período de sono, ama ficar no wrap e sorri muito, muito mesmo. Muito mais do que o Lucca sorria.
Ela é uma florzinha e estamos muito apaixonados. O Lucca tem apresentado um pouco de ciúmes mas, tudo muito velado e fácil de lidar. Afinal, ele ainda é meu grande amor. Tudo que vem dele é lindo, é delicado, é amoroso.
Esses dois agora são a nossa vida. Vivemos para olhá-los e para pedir a Deus que os faça felizes.


Banho de Baldinho




Quando a Sofia contava ainda com alguns dias de vida, a Adriana Vieira - doula querida que me acompanhou durante a gravidez e o parto, esteve aqui em casa para me ensinar a dar banho de baldinho nela.
Aprendi que esse momento é gostoso demais para o bebê e lhe proporciona minutinhos de paz e aconchego como numa regressão ao útero materno, ainda tão recente na memória dele. E aprendi que pra tudo isso a gente precisa mesmo só de um baldinho, uma fralda, água quente e muito amor. 
Quando começamos a embrulhá-la na fralda para iniciar o banho, ela começou a chorar e eu achei que não fosse se acalmar, pois não tinha nem mamado ainda! 
Mas, foi só entrar na água quentinha, toda empacotadinha que ela não resistiu e relaxou. A Adriana ainda fazia uns barulhinhos de "útero" e movimentava circularmente a Sofia na água e foi a coisa mais fofa. Ela fechou os olhinhos e curtiu mesmo .

Aquele momento foi muito especial e aprendi mais uma oportunidade de me aproximar da minha filhota, mais uma forma de fortalecer nosso vínculo.

Filmamos este momento especial e está aqui:



18 agosto 2012

22 de julho - Primeiro Mêsversário da Sofia


No último dia 22 de julho a Sofia completou um mês de vida. Confesso que foi um mês ultra-mega-punk, com o Lucca de férias e todas as surpresas e incertezas de um recém-nascido.
Mas, ainda assim, posso dizer que o meu Lucca é um anjinho, se comporta muito bem e está amando ter a irmã em casa. Não está apresentando ciúmes e canta "Nana neném" pra ela sempre que ela chora. E ela adora, apesar de ser super desafinado...rs!
A Sofia ainda não tem um padrão de sono definido mas as cólicas já começaram. Geralmente, ela dorme bem à tarde, ficando mais acordadinha de manhã e à noite. Vai dormir por volta de uma hora da madrugada e acorda de três em três horas para mamar. A produção de leite já se estabilizou e eu já estou com 53Kg. Mais magra do que quando engravidei.
Pois bem, assim vamos nós, com esses sorrisos que são combustíveis pra nossa vida! Parabéns, filha! Te amamos muito!  

01 agosto 2012

Dia Mundial da Amamentação



Sofia, com um mês, e mamãe. Amamentar é tudo de bom. 

Mas, nem sempre, amamentar é fácil. E talvez nunca tenha me dado conta disso até hoje, ao ler o post da Isabela Kanupp, do blog Para Beatriz, falando sobre isso. Lindo e a mais pura verdade que agora transcrevo aqui:

"Esqueça tudo o que você leu sobre amamentação até hoje dizendo como amamentar é só querer.
Amamentar não é fácil, nem sempre você irá amamentar com um sorriso no rosto e feliz da vida, assim como mostra as propagandas de incentivo a amamentação.
As pessoas não vão te apoiar, as pessoas não vão ver seu filho mamando e te elogiar, reconhecer, dizer que você está fazendo um bem enorme para o seu filho. O seu chefe não terá paciência de te esperar, em alguns casos as pessoas perdem o emprego depois que voltam da licença maternidade.
As pessoas irão te olhar torto, irão tentar cuidar da sua vida e te ensinar que não é bom uma criança mamar tanto tempo.
Vão dizer que seu peito irá cair – e vai mesmo.
Que o sexo não será como antes e que amamentar atrapalha.
Que seu filho ficará apegado.
E que o seu leite não sustenta, que seu filho é magro, que onde já se viu não dar nem cházinho.
Amamentar não é fácil porque é um trabalho de uma pessoa só: o seu. Não existe companheirismo na amamentação, não existe tarefa do marido que possa lhe ajudar com isso.
Amamentar dói. Dói não somente fisicamente. Dói bem lá no fundo porque nos sentimos sozinhas. Deixamos de sair porque o bebê mama, deixamos tantas coisas de lado por algo que acreditamos e ninguém bota fé.
Amamentar dói porque a sociedade faz com que você fique com medo de amamentar na rua. Porque pode ter um tarado dentro do ônibus. Porque dói nadar contra a corrente, dói, cansa, e nos deixa em exaustão.
Amamentar não é fácil porque temos de nos deixar de lado, nos doar por completo, nos libertar de qualquer limitação seja do pudor, seja do medo.
E um dia você ficará de saco cheio e falará: não vou mais te dar o tetê, o tetê acabou. E vai olhar para o seu filho e se sentir a pior pessoa do mundo e ver que a amamentação é tão necessária para seu filho quanto para você.
Se você quiser levar isso adiante, leve cienteVocê estará sozinha na maioria do tempo. Você vai se cansar muito. Vai superar seus limites. Saiba que uma criança grande mamando, aos olhos dos outros é feio, é anormal, é bizarro, é doente.
Mas eu sei que se você amamenta até hoje é porque já venceu muitas coisas. Porque não é fácil amamentar com tantos apelos contrários. Com tanta gente palpitando e te deixando insegura quanto o seu próprio corpo. Saiba que, você é perfeita. Você produz leite. Você produz o melhor alimento para o seu filho. E isso é natural.
E saiba que você está no caminho certo e que isso nem sempre é o caminho mais fácil.
Saiba que amamentar prolongadamente é para poucos, e você não é a culpada se não conseguir. Cada um faz seu melhor, mas a sociedade massacra,  e com certeza você fez o seu melhor.
E tenha a certeza que a recompensa virá. Seja por um eu te amo depois que seu filho mama, seja por um expontâneo ” seu tetê é lindo” ” eu amo o tetê”. Seja o que for, mas vem. Ver seu filho brincar, correr, saudável, sem ter mil gripes por ano, se alimentando super bem, dormindo bem, NÃO TEM PREÇO.
As vezes você irá querer jogar tudo para o alto. Mas tente mais um pouco.
Vale a pena. Sempre vale."

22 julho 2012

Aceitando e Recebendo Ajuda




Antes da Sofia nascer, ganhei de uma leitora do blog (que virou amiga e engravidou praticamente junto comigo), a Rosane Maia, um livro da Laura Gutman - A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra.
Esse livro deveria ser leitura obrigatória para grávidas de primeira ou segunda, ou terceira viagem. É profundamente esclarecedor e faz a gente se identificar em vários momentos, sentir como se aquelas palavras fossem escritas para nós.
Em um certo capítulo, Laura fala sobre o pós-parto. Ela lembra que nas sociedades antigas as mulheres se encarregavam comunitariamente da criação das crianças, enquanto os homens se ocupavam da busca pelo alimento. Nós tínhamos sempre a presença de outras mulheres. Vivíamos juntamente com nossas mães, irmãs, primas, tias. A assistência era algo corriqueiro, porém, extremamente necessário.
Hoje, porém, nós mulheres modernas e urbanas temos outra realidade social. Vivemos em famílias nucleares, em apartamentos pequenos, muitas vezes afastadas de nossas famílias primárias. E embora tudo nos leve a pensar que isso faz parte da liberação feminina, trata-se de uma armadilha, já que muitas vezes não temos condições de decidir nada. As coisas são assim e pronto!
No pós-parto, naturalmente, nos sentimos mais sozinhas pela situação em si. E não ter mais ninguém, fora o marido, pode trazer a tona o desespero diante a impossibilidade de cuidar do bebê quando outro filho exige atenção, a comida queima no forno, o telefone toca e vem a vontade de fazer xixi.
A idéia principal passada por Laura é que uma mulher puérpera não deve ficar sozinha por muito tempo. Precisa de assistência, de companhia e da disponibilidade de outra pessoa que não interfira nem abuse de sua autoridade, que não a julgue nem se intrometa, mas que esteja presente. Que se encarregue das tarefas delegáveis (cuidar dos filhos maiores, cozinhar, limpar, lavar roupas, arrumar a casa, etc.) e tenha a capacidade de atender as necessidades sutis de uma mãe com um bebê nos braços.
E ela diz ainda que dentro de nossa estrutura social muitas mulheres acreditam que cabe delegar ao homem essas obrigações, transformando-o num "pai moderno". No entanto, não é essa a tarefa primordial que torna o funcionamento familiar equilibrado. A esposa pede ao marido o que ele não está disposto a dar e ele, por sua vez, exige que a mulher tenha mais disponibilidade para recebe-lo a noite com alegria e carinho.
Isso nos faz constatar que um pai e uma mãe não bastam para cria um filho. Essa idéia pode parecer extravagante mas fomos desenhados para viver em comunidade, como a maioria dos mamíferos. E toda mulher puérpera precisa de apoio afetivo e isso não é um luxo. É uma prioridade.
Então, como agir diante disso?
Bom, no meu caso, minha ficha caiu nos últimos dias. Minha mãe sempre me ajudou muito com o Lucca, me fazia companhia, me dava idéias, opiniões e se fazia presente. Porém, após o nascimento da Sofia, eu estava tão bem que acreditei que daria conta de tudo sozinha. Enfrentei três semanas recebendo minha mãe praticamente como uma visita, sem aceitar muita ajuda, de forma totalmente inconsciente, que fique claro!
No entanto, na última semana, quando a Sofia realmente fez sua opção por amar ficar acordada na madrugada e o Lucca por amar brincar durante doze horas seguidas durante os dias de férias, percebi que não dava. 
Sou humana, tenho minhas necessidade básicas a cumprir como comer, mesmo que em pé, tomar banho com tempo suficiente de ao menos passar desodorante em seguida, fazer xixi e cocô, e dormir, nem que seja em horas fracionadas e em qualquer horário do dia.
Sim, eu preciso de ajuda, diagnostiquei.
Conversei, aos prantos, como uma digna puérpera, com minha mãe e ontem ela veio dormir aqui em casa.
Ficou com o Lucca e com a Sofia e eu consegui fazer uma escova no cabelo e passear com o marido, inclusive com direito a me maquiar para sair. Quando voltamos, dei mamar para a Sofia, cuidei do Lucca e, pasmém, fui dormir!
Minha mãe ficou com os dois. O Lucca dormiu logo depois e ela o levou para o quarto. Ela me chamou três vezes durante a madrugada/manhã para amamentar e só. Ela fez a minha boneca arrotar e dormir e eu pude descansar. Acordei uma nova mulher, às 10:30h da manhã!
Sei que existem muitas mulheres que não tem esse apoio e passam por momentos difíceis, sozinhas, e conseguem vencer. Conseguir a gente consegue, não duvido disso. Mas, sem apoio, tudo é muito mais doloroso.
Eu assumi que preciso de ajuda! E graças a Deus tenho minha mãe que mais uma vez se fez presente e me ajudou muito. E foi embora com a promessa de cumprir uma "escalinha", para retornar outros dias e noites, conforme ela puder, até que eu consiga me estabilizar.
Quem não tiver a mamãe ao seu lado, vale apelar para a sogra (a minha me ajudou bastante com o Lucca também!), a irmã, uma grande amiga ou uma vizinha. A presença não precisa ser contínua e constante. Basta saber que podemos contar com alguém para momentos difíceis e pronto. A coisa já melhora...
Que o Papai do Céu guarde essas nossas Mães de Ouro num lugar muito especial e que proteja e dê alento àquelas mulheres que não tem essa figura tão importante ao seu lado.

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