Na foto, o Lucca, com narizinho entupido, se preparando para a inalação com soro, apenas. Mudança de tempo é preocupação na certa. É só esfriar um pouco e os pequenos começam a apresentar os sintomas do que pode ser um simples resfriado ou gripe. A preocupação aumenta quando esses sintomas teimam em não desaparecer. Espirros, nariz entupido ou escorrendo, dificuldade para respirar. . . Será a tal da rinite alérgica? Difícil dizer. Segundo especialistas, dificilmente detecta-se a rinite alérgica no primeiro ano da criança. Nos primeiros seis meses de vida é comum que os nenês tenham o nariz constantemente tampado e muita coriza, sintomas facilmente confundidos com os da rinite, mas nesse caso ligados à formação e adaptação natural do sistema respiratório.
De todo modo, a mãe deve saber o que é rinite alérgica e como preveni-la. Ela é resultado de uma reação exagerada do sistema imunológico a partículas que não deveriam representar grande ameaça à saúde, como ácaros, pêlos de animais e pólens. Como conseqüência, o revestimento das vias respiratórias fica inflamado. Isso provoca sintomas desconfortáveis, como espirros, nariz com coriza, congestão nasal e coceira. Em geral a criança que tem rinite alérgica respira muito mais pela boca.
O clima frio e seco também concorre para essas reações. O nariz tem a função de proteger o organismo contra possíveis ameaças, pois filtra e aquece o ar que passa por ele. Quando a temperatura cai, esse órgão respira o ar frio e leva um tempo para se adaptar, o que pode provocar uma reação exagerada. Daí a maior incidência de doenças respiratórias nesta época.
Questões hereditárias: Apesar de apenas ser possível detectar a rinite alérgica com segurança a partir do segundo ou terceiro ano de vida, existem alguns fatores que podem indicar com antecedência quando a criança tem maior ou menor propensão a desenvolver a doença. Nesse cenário, o fator genético é o mais importante. Filhos de mãe ou pai alérgico têm quatro vezes mais chance de desenvolver o problema. Quando os dois, papai e mamãe, são alérgicos, a probabilidade sobe para sete vezes. Para essas crianças, o cuidado deve ser dobrado.Quanto mais se mantiverem longe delas os fatores ambientais causadores de alergia, mais tempo ficarão afastadas da rinite alérgica. "Nessa fase da vida do bebê, o mais importante é oferecer condições para que ele não desenvolva a rinite alérgica. Ou seja, a prevenção é o único remédio", afirmam os estudiosos.
Como prevenir: A primeira providência que toda mãe deve tomar é amamentar o filhote. "O aleitamento materno oferece maior resistência à criança, dificultando a instalação da alergia", explica a especialista. O quarto do bebê também deve ser foco de atenção. É importante que o ambiente seja de fácil limpeza, evitando-se bichos de pelúcia, tapetes e cortinas. O colchão e o travesseiro devem ser encapados com material impermeável ou capas antialérgicas. Prefira edredons a cobertores. Se o ambiente tiver ar condicionado, é importante que esteja com a manutenção em dia. Outro cuidado é evitar o contato com fumaça de cigarro e, se possível, atrasar o ingresso do pequeno na escolinha. A rinite alérgica não é contagiosa, mas infecções virais, contraídas de outras crianças, podem desencadear o processo alérgico.
Para a limpeza da casa: deve-se preferir o pano úmido em vez da vassoura ou do espanador. O aspirador de pó também é um aliado. Quando utilizado adequadamente, retira todo o pó do ambiente, especialmente se for equipado com filtro HEPA(high efficiency particulate air filter), que retém até 99% das impurezas do ar. Evite usar produtos com cheiro forte e, sempre que possível, substitua-os por álcool. E mantenha a casa arejada, já que os ácaros preferem ambientes escuros e úmidos.
Todos esses cuidados são determinantes para deixar a criança longe da rinite alérgica. Atualmente existem tratamentos que não curam, mas controlam os desconfortos. "A constante higiene nasal e o uso de antialérgicos fazem desaparecer os sintomas", explicam. Para manter as narinas hidratadas, utilize solução de soro fisiológico e evite os descongestionantes.
O tratamento mais adequado deve ser indicado por um alergologista, que detectará com testes a que tipo de substância a criança é alérgica. Em alguns casos vacinas têm grande êxito.
É difícil saber quando a rinite alérgica poderá aparecer, mas preveni-la não é tarefa das mais árduas. Basta seguir alguns cuidados simples para garantir maior tranqüilidade para seu filhote.
**Quando se tem ar condicionado no quarto do bebê, é muito importante colocar um balde ou uma bacia com água para que o ar do ambiente não fique seco de mais e assim ressecadando as mucosas das narinas dos nossos bebês.
Achei essa receitinha num site de aromaterapia, achei bom, mas antes de usar é sempre bom consultar o tio pediatra.
Nariz entupido
• 2 gotas de óleo essencial de EUCALIPTO
Preparo: Esta fórmula é específica para crianças e bebês.
Aplique as gotinhas de óleo essencial em uma colher (sopa) de leite integral.
Despeje a mistura na água quentinha do banho noturno.
Tratamento: O vapor da água proporcionará uma espécie de inalação muito suave, que desobstruirá o nariz.
Na hora de dormir, aplique duas gotinhas do óleo essencial de eucalipto no travesseiro,
longe da face do bebê, mas suficientemente perto para que o aroma chegue ao olfato.