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06 dezembro 2012

5º Mesversário da Sofia





Eis que me pego na estrada, a caminho da casa da sogra que fica num condomínio em Embu, com a promessa do marido de uma surpresa quando chegarmos.
Insisti para saber o que era e ele me adiantou que a surpresa incluia o Rick Martin. Logo pensei que ele havia comprado um DVD do lindo cantor pra gente assistir.
Lá chegando, estavam os meus cunhados Patricia e Fabio e mais um casal de amigos, o Silvinho e Patricia Viggiani.
Num estalar de dedos, a sala que lembra um home-cinema ficou bem maior e ganhou um palco.
O Fabricio então anuncia a entrada de uma pessoa especial. Nesse momento, me assusto e fico boquiaberta quando percebo que o Rick Martin, em carne e osso entra ao som de "Un, dos, tres, um passito pra frente, Maria. Un, dos, tres, un passito pra tras".
Me senti num programa de pegadinha. Ele veio direto até mim, ainda cantando, com aquele som altíssimo, e percebendo minha surpresa e entusiasmo, me disse ao pé do ouvido, em bom português: "Sou mais gato pessoalmente, não sou?"
Nesse momento, me arrependi de não ter convidado minha mãe e a Marion, minha outra cunhada, para esse programinha especial.
Foi então que me lembrei que a Sofia estava no colo do pai e, diante daquela barulheira toda, me preocupei pois não conseguiria escutar se ela chorasse. 
Me dirigi então ao palco, passei pelo Silvinho super entusiasmado de estar conhecendo o Rick Martin pessoalmente e num show praticamente particular e, quando estava quase chegando até o Fabricio e a Sofia, o Lucca entrou no quarto e me acordou do sono profundo.
Fiquei louca da vida porque nem cheguei a aproveitar a presença do Rick Martin assim tão pertinho! Mas, abracei forte meu filhote e notei que havia sido a primeira vez que sonhava com a Sofia.
Percebi que agora ela está efetivamente em minha vida, inclusive já está em meus sonhos.
E passei o resto do dia cantando: "Un, dos, tres, um passito pra frente, Maria. Un, dos, tres, un passito pra tras".

Parabéns, filhota!
Mais um mês de vida, sempre linda, saudável, independente e sorridente.
Te amo muito, até dormindo e sonhando com o Rick Martin! 

25 setembro 2011

Post de Quinta - O Choro do Pesadelo



O relógio marcava 3:51h da madrugada e o choro que vinha do quarto do Lucca era muito alto e triste. Pulei da cama e desesperadamente corri até lá. Quase me teletransportei!
Outras poucas vezes ele já havia acordado de madrugada assustado, mas era de medo do escuro e sanamos o problema facilmente com uma luminariazinha de led colada na cabeceira da cama. 
Dessa vez, o que me marcou realmente foi que, ao perguntar o que havia acontecido, ele me respodeu, em lágrimas: Eu sonhei com os Piratas! Não sabia se chorava com ele ou se ria, tadinho.
Foi muito útil essa identificação que ele mesmo fez pois, foi com esse argumento que eu o convenci que havia sido apenas um sonho, que estava tudo bem e, ainda por cima, o ensinei que o sonho que ele sonhava era dele e que ele tinha o poder de mandar no sonho...rs! Assim, caso os piratas voltassem a aparecer em seus sonhos, que ele se dirigisse aos sujeitos e falasse: Esse sonho é meu! Podem tratar de sair daqui. E nesse momento, ele sorriu. Achou engraçada e simples a saída que a mamãe aqui deu para seu tão grave problema. Tomou uma mamadeira de leite bem quentinho e dormiu, bem seguro no meinho dos pais. Dia seguinte, vida  normal e o assunto nem voltou à pauta.
Fato é que os bebês tem pesadelos desde os seis meses de idade. Uma vida conturbada, o estresse no ambiente familiar ou mesmo muita folia na hora de dormir, podem facilitar o aparecimento desses sonhos maus.
Por isso, a casa tranquila nos momentos que antecedem o sono, uma rotininha de banho, luz baixa e calmaria ajudam a evitar que esse vilão apareça estragando a noite de sono de todo mundo. No caso do Lucca, a coisa foi batata. Ele jogou o Piratas do Caribe no DS, à noite pois o primo estava em casa e, vamos concordar? Como esses pequenos adoram aquele Jack Sparow, suas caras e bocas engraçadas...rs! E aquilo é quase uma realidade pra eles. O Lucca se assusta com a chegada dos guardas e tem medo de uma luzinha verde que faz uns barulhos meio sinistros. Certamente, a luzinha verde estava em seus sonhos...
Mas, logicamente, mesmo tomando todos os cuidados, ninguém está livre de ter pesadelos, oras. Eles fazem parte da vida. Então, o que fazer? Como lidar com eles?
A primeira coisa, é algo bem legal que aprendi com minha mãe. Desde que o Lucca começou a se comunicar, sempre que ela vinha à minha casa pela manhã, a primeira coisa que ela perguntava pra ele era se ele havia sonhado, com quem tinha sido, essas coisas.
Com o tempo, ele aprendeu a identificar os sonhos e muitas vezes conta de manhã que sonhou comigo, com o pai, ou que estava viajando, um barato.
Isso o ajudou a não traumatizar com a invasão pirata daquela noite. Ele conseguiu discernir imediatamente que se tratava apenas de um sonho.
Fora isso, o básico, né? Carinho, segurança, paciência, muito amor e companhia são essenciais nesses momentos difíceis. 
Vale apenas lembrar que outro episódio que muitas vezes atrapalha a noite da criança é o terror noturno. O terror noturno é totalmente diferente do pesadelo pois acontece num momento do sono em que a criança não está sonhando. Ela se mexe, pode falar, estar de olhos abertos, chorar, mas está dormindo. Não há muito o que fazer senão apenas esperar ao seu lado a crise passar e ela voltar a dormir, com o único contentamento de que a criança não se lembrará de nada depois, ao contrário do pesadelo. Mas, nesse caso, é muito bom pedir auxílio e orientação ao pediatra. 
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