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25 setembro 2011

Post de Quinta - O Choro do Pesadelo



O relógio marcava 3:51h da madrugada e o choro que vinha do quarto do Lucca era muito alto e triste. Pulei da cama e desesperadamente corri até lá. Quase me teletransportei!
Outras poucas vezes ele já havia acordado de madrugada assustado, mas era de medo do escuro e sanamos o problema facilmente com uma luminariazinha de led colada na cabeceira da cama. 
Dessa vez, o que me marcou realmente foi que, ao perguntar o que havia acontecido, ele me respodeu, em lágrimas: Eu sonhei com os Piratas! Não sabia se chorava com ele ou se ria, tadinho.
Foi muito útil essa identificação que ele mesmo fez pois, foi com esse argumento que eu o convenci que havia sido apenas um sonho, que estava tudo bem e, ainda por cima, o ensinei que o sonho que ele sonhava era dele e que ele tinha o poder de mandar no sonho...rs! Assim, caso os piratas voltassem a aparecer em seus sonhos, que ele se dirigisse aos sujeitos e falasse: Esse sonho é meu! Podem tratar de sair daqui. E nesse momento, ele sorriu. Achou engraçada e simples a saída que a mamãe aqui deu para seu tão grave problema. Tomou uma mamadeira de leite bem quentinho e dormiu, bem seguro no meinho dos pais. Dia seguinte, vida  normal e o assunto nem voltou à pauta.
Fato é que os bebês tem pesadelos desde os seis meses de idade. Uma vida conturbada, o estresse no ambiente familiar ou mesmo muita folia na hora de dormir, podem facilitar o aparecimento desses sonhos maus.
Por isso, a casa tranquila nos momentos que antecedem o sono, uma rotininha de banho, luz baixa e calmaria ajudam a evitar que esse vilão apareça estragando a noite de sono de todo mundo. No caso do Lucca, a coisa foi batata. Ele jogou o Piratas do Caribe no DS, à noite pois o primo estava em casa e, vamos concordar? Como esses pequenos adoram aquele Jack Sparow, suas caras e bocas engraçadas...rs! E aquilo é quase uma realidade pra eles. O Lucca se assusta com a chegada dos guardas e tem medo de uma luzinha verde que faz uns barulhos meio sinistros. Certamente, a luzinha verde estava em seus sonhos...
Mas, logicamente, mesmo tomando todos os cuidados, ninguém está livre de ter pesadelos, oras. Eles fazem parte da vida. Então, o que fazer? Como lidar com eles?
A primeira coisa, é algo bem legal que aprendi com minha mãe. Desde que o Lucca começou a se comunicar, sempre que ela vinha à minha casa pela manhã, a primeira coisa que ela perguntava pra ele era se ele havia sonhado, com quem tinha sido, essas coisas.
Com o tempo, ele aprendeu a identificar os sonhos e muitas vezes conta de manhã que sonhou comigo, com o pai, ou que estava viajando, um barato.
Isso o ajudou a não traumatizar com a invasão pirata daquela noite. Ele conseguiu discernir imediatamente que se tratava apenas de um sonho.
Fora isso, o básico, né? Carinho, segurança, paciência, muito amor e companhia são essenciais nesses momentos difíceis. 
Vale apenas lembrar que outro episódio que muitas vezes atrapalha a noite da criança é o terror noturno. O terror noturno é totalmente diferente do pesadelo pois acontece num momento do sono em que a criança não está sonhando. Ela se mexe, pode falar, estar de olhos abertos, chorar, mas está dormindo. Não há muito o que fazer senão apenas esperar ao seu lado a crise passar e ela voltar a dormir, com o único contentamento de que a criança não se lembrará de nada depois, ao contrário do pesadelo. Mas, nesse caso, é muito bom pedir auxílio e orientação ao pediatra. 
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