Segundo o Dr. Jairo Len, da Clínica Len de Pediatria, nas últimas semanas tem aparecido dezenas de casos de infecções pelo vírus Coksackie, entre outras (escarlatina, gripe suína...). O Coksackie é um vírus da família dos "enterovírus". É incidente no ano inteiro, mas tem pico no verão. Sua contaminação se dá através de secreções contaminadas (saliva, coriza, tosse, fezes, etc.), espalhando-se rapidamente - mas geralmente só acomete as crianças com menos de 5 anos. As infecções causadas por estes vírus (o grupo dos Coksackie é grande, cheio de subtipos) são bem variadas, todas com febre e duração de 3 a 5 dias. As duas mais comuns são:16 junho 2011
Coksackie ?
Segundo o Dr. Jairo Len, da Clínica Len de Pediatria, nas últimas semanas tem aparecido dezenas de casos de infecções pelo vírus Coksackie, entre outras (escarlatina, gripe suína...). O Coksackie é um vírus da família dos "enterovírus". É incidente no ano inteiro, mas tem pico no verão. Sua contaminação se dá através de secreções contaminadas (saliva, coriza, tosse, fezes, etc.), espalhando-se rapidamente - mas geralmente só acomete as crianças com menos de 5 anos. As infecções causadas por estes vírus (o grupo dos Coksackie é grande, cheio de subtipos) são bem variadas, todas com febre e duração de 3 a 5 dias. As duas mais comuns são:21 fevereiro 2010
Sobre a temida Alergia
Apesar do Lucca nunca ter tido problemas com alergia, isso sempre preocupa e procuro sempre ler a respeito. Semana passada o priminho Fernandinho foi diagnosticado com "urticária gigante" e pesquisando sobre Alergia, vi que a mãe do Pitoco passou um sufoco com esse problema. (Ainda bem que os dois já estão ótimos). Lá no blog ela indicou para leitura o Blog da Alergia, muito bom, e aí vai o artigo lá publicado:" Criança pequena na escolinha é uma alegria para os pais. Mas, também pode ser sinônimo de resfriados, tosse, catarro, febre, antibióticos repetidos... Porque? Será que é alergia? Será imunidade baixa? A criança está bem cuidada na escola ou creche?
Antigamente se entrava na escola no pré-primário, como se chamava na época a pré-alfabetização. Era um ritmo diferente. Hoje tudo mudou: a mãe trabalha, as dificuldades são maiores e a criança vai mais cedo para a creche ou escolinha.
É preciso entender que o ser humano nasce indefeso. Na realidade, os anticorpos que possui se originam da mãe, através da placenta na gravidez e do leite materno após o nascimento. Por isso é tão importante a amamentação no primeiro ano de vida.
Enfatizo que na maior parte das vezes, estas crianças não têm um problema sério de saúde e nem a imunidade baixa. Existem crianças que são portadoras de doenças do sistema imunológico (imunodeficiências). Mas, neste caso é diferente: o desenvolvimento infantil se altera, há uma nítida dificuldade para ganhar pêso, as infecções são severas, há necessidade de internação hospitalar e o restabelecimento é muito lento. Até a aparência da criança se altera pela doença.
Estamos falando de crianças normais e que passam por uma dificuldade própria de sua idade. Estudos comprovam que até os 3 anos de idade, é normal que uma criança tenha até 10 resfriados (viroses) por ano. Não há uma regra que sirva para todas as crianças. A maioria fica bem com o passar do tempo. Mas, algumas poderão ser afastadas até que adquiram maior resistência e possam voltar a frequentá-la.
Na verdade, nossos pais e avós tinham razão: o ideal seria começar a frequentar escolas por volta dos cinco anos. Mas é preciso viver a realidade de hoje. Então, vamos lá:
2. Observe também a localização do colégio. Verifique se na vizinhança existem indústrias poluentes ou estabelecimentos de serviço que possam contribuir para piorar a qualidade do ar na localidade (oficinas para pintura automotiva, por exemplo).
3. Leve seu filho periodicamente ao pediatra, mesmo que esteja bem. Tanto faz que seja no serviço público, médico do convênio ou médico particular. Mas, sempre que possível, dê preferência que seja sempre o mesmo médico. Isto facilita muito as coisas já que além de haver um natural estreitamento de relações entre o médico, a criança e familiares, ele passará a conhecer melhor a criança, facilitando sobremaneira seu acompanhamento.
4. É importante ressaltar que o pediatra deve ser o maestro e poderá indicar o concurso de colegas de outras especialidades para auxílio no diagnóstico e tratamento. Se a criança for alérgica, é importante que o tratamento seja feito em harmonia com o alergista.
5. Nâo leve a criança para a creche ou escolinha se estiver febril, para evitar contaminar os coleguinhas.
6. Evite levar a criança ao pronto socorro. Se surgirem sintomas, ligue para o pediatra ou para o alergista e peça uma orientação.
7. Lembre-se: a boa saúde imunológica depende de vários fatores, incluindo uma alimentação saudável e balanceada (hortaliças, legumes, frutas, cereais, carnes, peixes, ovos, leite, etc...). Evite vícios alimentares (excesso de refrigerantes, frituras, fast food, guloseimas, etc.).
8. Mantenha a caderneta de vacinação de seu filho em dia. Quando indicado, o médico poderá prescrever vacinas adicionais. Por exemplo, crianças alérgicas se beneficiarão com a vacina anual para gripe.
9. Dentro de casa não exponha seu filho a fumaça do cigarro. Não fume e não deixe que fumem em sua casa ou junto à criança.
10. Esportes e vida ao ar livre são muito positivos. Mas, cuidado com a natação! Trata-se de um excelente exercício aeróbico desenvolvendo bastante a capacidade respiratória. O problema é que crianças alérgicas portadoras de rinite alérgica descompensada, asma não controlada e dermatite atópica podem piorar sua alergia, seja pelo exercício físico seja pelo contato com água clorada.
Quem tem piscina em casa sabe que durante o verão há necessidade de se clorar mais a água seja pela maior utilização da piscina como também pela maior evaporação do cloro em decorrência da maior insolação da estação. Saiba também que as tais “piscinas salinizadas” apesar de terem uma quantidade de cloro menor que as que recebem tratamento tradicional não são totalmente isentas deste sal. Ou seja, cada caso é um caso! Por isso, antes de iniciar a prática do esporte, converse a respeito com o alergista.
13 setembro 2009
É Conversando que se Entende - " O Mel "
Lucca e Mª Fernanda, que atentamente acompanham seu raciocínio... rs
Mel para crianças só depois de 1 ano
O que já era uma recomendação dos pediatras aos pais nas consultas agora é também orientação da Anvisa.
“Dá um mel que alivia a tosse.” Você provavelmente já deve ter ouvido essa frase muitas vezes depois que seu filho nasceu. Mas a solução para o desconforto não é tão simples assim. Já nas primeiras consultas, os pediatras orientam sobre a restrição do consumo do mel até 1 ano de idade.Agora, essa é também uma recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), divulgada nesta terça-feira. A preocupação é porque o produto pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum, responsável pela transmissão do botulismo, doença que atinge os nervos e músculos. Embora seja rara, é grave. “Até 1 ano, o sistema imunológico da criança não está desenvolvido para combater essa bactéria”, diz Mario Vieira, gastroenterologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Adultos também podem contrair a doença, caso tenham problemas relacionados à flora intestinal. A posição da Anvisa foi baseada em estudos, como a pesquisa realizada pela Unesp, entre janeiro de 2002 e julho de 2003, em seis estados brasileiros, que mostrou a presença da bactéria em 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres. Segundo Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz, além da doença, há outras implicações. “O mel modifica o sabor do alimento, tira a oportunidade de a criança ter experimentos no paladar e pode fazer com que ela prefira o sabor adocicado.” Se ela tomar o leite materno, há, inclusive, o risco de ela deixar o peito da mãe. Além disso, quando a criança estiver maior, por volta dos 4 anos, por exemplo, se estiver acostumada com o sabor adocicado das coisas, sua alimentação pode caminhar para aquela baseada em carboidratos, no lugar de uma dieta equilibrada. E isso, certamente, não é o ideal no mundo de hoje, em que a epidemia de obesidade e sobrepeso assusta pais e especialistas.
Sintomas e tratamento do botulismo: A criança fica abatida, tem dificuldade de controle dos movimentos, abalos musculares e episódios semelhantes a crises convulsivas. Não há tratamento para a doença. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar os sintomas.
23 julho 2009
GRIPE SUINA - CUIDADOS
1.- Quanto tempo dura vivo o vírus da gripe suina numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2.- Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.- É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.- Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.- Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.- De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.- O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos. Quando espirrarmos, ou tossirmos, devemos sempre tapar boca e nariz.
17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.- Qual é a população mais atingida por este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.- É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.- Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.- Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve em nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.- O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.- Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32.- O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.- O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.- Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.- Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.- Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.
14 junho 2009
Febre: Vilã ou Mocinha?
Está com febre? Que bom!
A febre, definida como um aumento da temperatura do corpo acima de 37,2° C (medida auxiliar) é um evento que acompanha boas partes das doenças inflamatórias, especialmente as infecções e, de modo mais frequente, na infância. Nos dois extremos da vida, temos duas tendências opostas: na infância predominam as doenças inflamatórias febris, e, na idade senil as doenças escleróticas.A febre na criança costuma trazer angústia aos pais, que sentem uma necessidade grande de baixá-la imediatamente, temendo possíveis conseqüências maléficas aos seus filhos. Isso está muito mais baseado em desinformação do que propriamente em conhecimento científico.
Quando entendemos a febre de um ponto de vista mais ampliado, nossa visão se modifica e também nossas atitudes diante desse fato. A febre sempre existiu, acompanhando diversas doenças, como mecanismo de defesa do organismo. Com o aumento da temperatura corpórea, nosso sistema imunológico tem a possibilidade de agir mais rápida e eficazmente.A produção e a ativação de diversas substâncias e células de defesa aumentam na febre, o que facilita a resolução da inflamação. Sabe-se, de longa data, que durante a febre o organismo humano consegue produzir mais anticorpos contra vírus e bactérias. O aumento de apenas 1º C na temperatura corpórea consegue diminuir duas vezes a multiplicação viral.
No caso do resfriado, por exemplo, o vírus se reproduz muito bem a 35º C; já a 38º se reproduz pouco, e aos 40º não se reproduz. Portanto, o melhor remédio para o resfriado é a febre! E o pior remédio é o resfriamento – que pode acontecer após o uso de diversos antitérmicos.
Durante nosso desenvolvimento, passamos por crises que precedem períodos de mudanças. Assim é por volta dos 21 anos, quando buscamos nossa verdadeira identidade no mundo, ou dos 28 anos, quando nos questionamos profundamente acerca de nossos reais talentos. Na infância, de 0 a 7 anos de idade, o correspondente a essas “crises biográficas” são as doenças febris. O calor traz a possibilidade daquilo que nos é mais individual, chamado na Medicina Antroposófica de organização do Eu, de intervir na constituição orgânica.
Isso se acentua na febre. O Eu precisa expressar-se por meio do corpo físico, e a febre o ajuda a tornar esse corpo herdado dos pais mais adequado à suas próprias características individuais.Na pessoa febril observamos um rebaixamento de seu nível de consciência. Pensar e atuar fica mais difícil durante a febre (o corpo e a mente pedem repouso). É como se a consciência (Eu) “descesse” da cabeça até os órgãos internos e membros, para “tomar posse” daquilo que foi herdado dos pais. Isso só se consegue por meio do calor corporal. Por isso, se no início da febre as extremidades estiverem frias (principalmente os pés) pode-se fazer compressas mornas nas panturrilhas e nos pés, ajudando o calor a chegar até lá. Desse modo não estaremos impondo obstáculos ao desenvolvimento orgânico, mas sim facilitando-o. Depois da compressa, deve-se colocar meias bem quentinhas e repousar. Responder com febre durante uma doença é sinal de boa vitalidade, de capacidade de reagir frente às ameaças externas. Após cada episódio de febre, o sistema imunológico, expressão de nossa individualidade, torna-se mais preparado para enfrentar as agressões externas, e a criança, como um ser único, ganha uma batalha e conquista seu novo espaço. Trata-se de um amadurecimento orgânico, vital para o amadurecimento anímico que se segue.
QUANDO BAIXAR
- quando a febre ultrapassa os 40º C;
Existe um “mito” que vale a pena abordar: as convulsões febris.Ao contrário do que se teme, são episódios raros (3% das crianças), não deixam seqüelas e dificilmente se repetem. As convulsões febris só ocorrem na faixa etária entre 3 meses e 6 anos de idade. Por ser um fenômeno isolado, uma convulsão não pode ser definida como epilepsia.
Ela não depende do grau de febre, isto é, não é mais comum ocorrer aos 40º do que aos 38º C. Além de raramente acontecer, a convulsão febril cessa espontaneamente e geralmente não causa nenhum dano à criança. A grande maioria das crianças com história de convulsão febril nunca mais irá apresentar novo episódio durante todo o resto de sua vida. Na próxima infecção, seu organismo terá “aprendido” a superar até uma febre mais alta sem convulsões.
É importante saber que a febre não é uma doença em si, mas uma maneira de se defender, e que o grau de febre (baixa ou alta) não está relacionado à gravidade da doença. O estado geral da pessoa é mais importante. Não se justifica a preocupação excessiva com a febre.
Nosso esforço deve ser o de saber sua causa, e não simplesmente baixá-la, atrapalhando a atuação do sistema imunológico.
O que fazer para ajudar:
-Crianças têm febre mais alta e de instalação mais rápida do que os adultos.
-Durante a febre convém respeitar a falta de apetite da criança, não a forçando a comer. Se houver perda de peso, ela o recuperará rapidamente após a doença terminar.Porém é muito importante que ela beba líquidos (água, chá e sucos), para repor as perdas aumentadas por força da transpiração maior que acompanha a febre.
-Não dê banho frio na criança com febre, tampouco use compressas com álcool. Isso causa perda muito rápida de temperatura. O banho deve ser na temperatura do corpo.
-Brinquedos e atividades que estimulam demasiadamente o pensamento, como vídeo-game, computador, lição de matemática etc., devem ser evitados durante a febre. Há necessidade de repouso físico e mental.
-Consulte o médico para saber a verdadeira causa da febre. Se o tratamento é feito com um homeopata, ele necessitará de informações que individualizem o caso, como por exemplo se o aumento da temperatura foi súbito ou lento, se houve presença e características de sede, suor, sintomas mentais (estado de ânimo, ansiedade, desejo de companhia etc.), dentre outros.
-Após os episódios de febre o calor tem de ser mantido, especialmente nas extremidades (pés), agasalhando-se bem a criança e evitando-se perdas excessivas de calor.
Seguindo esse caminho, o organismo da criança terá aprendido algo durante a doença febril, por esforço próprio. Note a expressão na face de seu filho ou de sua filha após recuperar-se de uma doença febril em que a febre não foi suprimida, e sim auxiliada de modo consciente e natural.A criança está sutilmente diferente: um pouco menos parecida com os pais, um pouco mais “parecida” com ela mesma. Você deu liberdade para ela amadurecer.
31 maio 2008
Me aqueça neste inverno
Gente, o inverno está chegando. Por aqui, a temperatura baixou bastante e o inverno já veio dar o ar de sua graça. De um clima muito quente, com bastante calor, passamos rapidamente a um clima bem frio e chuvoso! Desse jeito, não há saúde que aguente. E a preocupação é porque este é o primeiro inverno do Lucca.
"...A maior preocupação deve ser com o risco de problemas respiratórios, mais comuns nos meses mais gelados do ano. “Durante o inverno, o ar frio irrita as mucosas das vias aéreas facilitando o aparecimento de infecções respiratórias, na grande maioria de etiologia viral, além de crises de bronco-espasmo”, afirma a pediatra e neonatologista Vera Valverde. “Além disso, nessa época, a poluição se torna mais intensa em conseqüência da baixa umidade do ar, o que favorece o comprometimento das vias aéreas.” Alguns cuidados de higiene são necessários para evitar acúmulo de secreção nasal. “Lavar o narizinho da criança com soro fisiológico é o suficiente para mantê-lo limpo e hidratado”, explica.Veja algumas dicas para cuidar melhor dos pequenos no inverno:
in: Revista Sempre Materna
O Inverno e as Alergias Respiratórias
Capas anti-ácaros - Alergohouse
28 maio 2008
Obrigada !
Quanto ao Lucca, continua com o narizinho entupido.Tenho feito inalação com soro fisiológico, melhora, mas depois volta a entupir de novo. Hoje à noite, durante o banho vou pingar algumas gotas de óleo essencial de menta para ver se melhora. Vou torcer pra melhorar, porque já faz quase um mês que esse narizinho teima em entupir. Às vezes tenho que aspirar o narizinho, mas ele chora tanto, tadinho... mas daí sai muita craca e ele melhora.
Não sei se é normal ficar tanto tempo resfriadinho e com o nariz entupido. O pediatra disse que é normal e que vai melhorar somente lá pelo mês de agosto.
E com vocês? Os seus bebês já ficaram tanto tempo assim com o narizinho entupido?
Agora eu vou dar uma corridinha lá e colocar o Lucca no banho... até mais!
in: Pais e Filhos
02 abril 2008
Gripe e resfriado: ô coisa chata
Essas infecções são transmitidas de pessoa para pessoa através das secreções respiratórias (tosse, coriza, espirros) ou pelas mãos das pessoas infectadas. A criança pode enfrentar de 6 a 8 infecções virais no ano, que atacam em geral nariz e garganta.
Já uma criança que freqüenta escolinha ou creche tem chance de 3 a 4 vezes maior de apanhar um resfriado, pois estão mais expostas a outras crianças que tenham infecções. Por isso, não é recomendado levar a criança doente para a escola.
Mas por que os queridinhos da família são sempre os mais atingidos por esses inimigos minúsculos? É simples. O contágio é grande entre as crianças porque esta ainda não formou uma memória imunológica que é adquirida com as infecções. A criança fica gripada sempre que o corpo é invadido por um vírus novo, desconhecido, e assim seu organismo cria anticorpos.
Cada vez que a criança entra em contato com o mesmo vírus, os sintomas tendem a ser mais leves ou inexistentes. Mas como existem muitos vírus, até que o organismo da criança crie uma defesa para todos, as gripes e resfriados serão freqüentes. O número diminui bastante a partir do terceiro ano.
No frio, as infecções são mais comuns porque as crianças ficam mais juntinhas em ambientes fechados e não arejados, facilitando a transmissão do vírus.
Uma dica para o combate da gripe ou resfriado é manter o seu filho bem hidratado, caprichando nos sucos ou até mesmo servindo água. O bebê que mama ao seio é mais resistente às infecções respiratórias e até os seis meses de idade não precisa tomar outros líquidos que não o leite materno.
Outra orientação é fazer um maior número de refeições com quantidades pequenas, para evitar náuseas. Em caso de febre, procure colocar roupas leves para facilitar a troca de calor com o meio ambiente e colocar a criança no banho em água morna até que a temperatura ceda.
Fique atenta - Os vírus da gripe e do resfriado diminuem a resistência da criança e facilitam a invasão de outros micróbios que podem causar amigdalite, otite, sinusite, rinite, bronquite ou pneumonia. Isso exige mais cuidados como tratamentos com antibióticos.
Sempre é recomendável uma avaliação médica. Nunca ofereça medicamentos sem antes consultar o pediatra. Saiba que não há remédio que cure gripe e resfriados. Prevenir é a melhor solução.
Evite levar o bebê ou a criança em lugares fechados e com aglomeração de pessoas. Procure também evitar o contato com pessoas que estejam resfriadas. Além disso, mantenha filtros de ar-condicionado limpos e o ambiente em que o bebê fica, arejado. Essas medidas podem não ser 100% eficazes, mas certamente dificultará o contágio. O seu filho agradece!
fonte: Bruno Thadeu - Guia do Bebê


