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05 fevereiro 2014

Primeiro dia, no primeiro ano. Coragem!






"Coragem" é o nome da turminha do primeiro ano do Lucca no ensino fundamental. 
Depois de idas e vindas, pensando seriamente em muda-lo de escola, preferimos ficar com a segurança do conhecido e com o acolhimento dos antigos amigos. 
Permanecendo no Novo Tempo, a mudança seria apenas de prédio. A turma foi quase que totalmente mantida.
Ontem fomos ao prédio novo entregar o material e ao sairmos de lá, o Lucca me disse no carro que estava sentido "um medo" de voltar às aulas. Aquele prédio grande, tias novas, salas novas... eu entendi tudo o que se passava com ele.
Certamente, o meu pequeno não tinha essa consciência mas, era o crescimento, o amadurecimento mais uma vez batendo em seu peito. 
Expliquei que muitas vezes na vida isso ainda ia acontecer, esse "medo do desconhecido". Mas, que no final, tudo sempre dá certo e a gente acaba agregando mais gente ao nosso círculo e mais conhecimento dentro do nosso coração. Isso é o que nos faz sentir vivos! Escola nova, curso novo, vizinhos novos, trabalho novo. Quem nunca passou por isso na vida? 
E por outro lado, acho bacana que ele já passe por isso agora, tão cedo mas num momento em que o risco é calculado, em que ele está num ambiente protegido, ainda que não perceba, porque ele vai se sentindo seguro para aprender, no futuro, a dar os passos necessários para sua evolução e desprendimento. Falo isso com o maior nó na garganta dos últimos tempos. Mas, é assim e ponto.
Mesmo assim, tão certa de estar certa, quando cheguei em casa ontem, postei no grupo das mães da classe no Facebook (a turminha do Lucca se mantém a mesma desde o núcleo I e depois de quatro anos de convivência, somos unidas até dizer chega! #amo) e combinamos de nos encontrar na entrada da escola para entrarmos todos juntos. Assim, aqueles mais seguros ajudariam os inseguros a enfrentar a situação. 
E foi tudo perfeito. Grande parte da turma conseguiu chegar no horário e ele, apesar de quieto, meio tímido e ressabiado, mas sorridente para as fotos, entrou numa boa, acompanhado dos melhores e mais especiais amigos do mundo. 
Ao chegar no topo da escada, virou-se e me deu um tchau. E com um lindo sorriso no rosto, me entregou de bandeja toda satisfação e alegria de ter chegado até aqui. 
Voltei para o carro, peguei a Sofia que estava com o papai e voltamos pra casa. 
Chegando, fui colocar a Sofia pra dormir. Deitei ao lado dela que, agarrada ao cobertor, piscava pesado ao mesmo tempo que gargalhava ao ganhar meus beijos. Logo dormiu e me deu aquela sensação, de novo, de tudo estar passando rápido demais.Ai que tristeza que dá...
Porém, depois de tantos anos e tanto aprendizado, respirei fundo, engoli o choro e lembrei que coisas boas e lindas realmente passam. Mas, a cada dia que chega, mais coisas lindas e boas virão. Segura coração! Coragem! :)


14 abril 2013

Minha Segunda Primeira Vez em Paris

 Minha duplinha no Louvre.

E na Torre Eiffel.

 Dando comida à Sofia no mesmo restaurante onde comemorei meu aniversário, há dois anos.

 Caminhamos muito!

 Na Place des Voges com sua arquitetura de mais de 400 anos, onde morou Victor Hugo. 
Não entramos pra conhecer sua casa mas brincamos muito num belo e moderno parquinho que tem na lá.


texto escrito em 20/03/13

Hoje estou em Paris.
Vim pra cá pela primeira vez há dois anos, a convite da Danone -Actimel, como Actimãe. Naquela viagem, apesar de sentir uma enorme saudade do Lucca, do marido, da mãe, do cachorro, da casa, conheci uma sensação deliciosa que é a de estar sozinha depois de tantos anos, num lugar desconhecido e maravilhoso, e descobrir que ainda era capaz de dar conta da situação ao sair à rua e ter que pegar o metro ou escolher e pedir o que comer num restaurante.
Todos os lugares tinham magia, tudo foi fácil e fascinante. Tudo era perto, iluminado e bonito. Foi tão legal que não sosseguei enquanto não consegui dividir tudo isso com meus amores Lucca e Fabricio. E como a Sofia chegou em nossas vidas nesse espaço de tempo, a exemplo do irmão, tiramos seu passaporte bem cedo pra nos acompanhar naquilo que mais amamos fazer: viajar.
Porém, e sempre existe um porém, desta vez estou conhecendo uma Paris bem diferente. Uma Paris ainda linda como sempre mas, uma Paris onde agradeço ao hotel por ter uma jarra elétrica no quarto, a qual seria apta ao preparo de um chá relaxante e na verdade vem sendo muito utilizada para fazer mamadeiras, dia e noite; água muito quente na pia, onde posso esquentar em banho-maria comidinhas de bebê e lavar roupinhas e utensílios. A Paris do Monoprix, um supermercado que vende água a preços dignos pois, uma coisa é tomar uma garrafinha de água do frigobar quando bate aquela ressaca e outra é usar quase quatro litros por dia para as mamadeiras e ainda para matar a sede de quatro pessoas. A Paris dos McDonald's limpos e lindos, com banheiros disponíveis a cada esquina para aquele xixizinho de criança que teima em sair muitas vezes ao dia por causa do frio. A Paris da Lego Store, da Disney Store, do Louvre das múmias, da Sacré Coeur do Carrossel e da Place de La Concorde da Roda Gigante. 
Ouso dizer que hoje estou conhecendo outra Paris: uma cidade aos olhos não mais e somente de uma mulher, mas aos olhos de uma mãe que está sempre buscando acessos para o carrinho de bebê, festeja ao entrar em banheiros com trocador e se sente acolhida quando encontra um garçom que sorri para seus filhos.
Há dois anos, eu olhava para a Torre Eiffel piscando e não acreditava estar ali. Me senti emocionada. 
Hoje, ao ver de perto a Torre piscando novamente, tendo meus três amores comigo, me senti realizada. 
São sentimentos diferentes mas ambos recheados de muito amor e dignos de mim, um a cada tempo, um em cada primeira vez... 

16 outubro 2012

Meu grande e eterno bebê...



Hoje ele me disse, se agarrando a antigas fotos suas, que gostaria de voltar a ser um bebezinho. Lógico. Já era de se esperar essa constatação de uma criança tão sensível e tão inteligente como o Lucca.
Afinal, para os bebês fazemos vozes e caras e bocas. Para os bebês estamos sempre felizes. Os bebês não escutam nunca um "não". Os bebês nunca vão a escola e estão sempre no colinho de alguém. E, acima de tudo, o bebê tem o peito e tem a presença e os cuidados constantes da mãe.   
Hoje cedo, antes de me dizer isso, disse que queria que a Sofia não crescesse nunca, que ela deveria ser pra sempre um bebê. Expliquei que ser neném era chato porque eles não sabem conversar, andar ou brincar. Só sabem chorar, chorar e chorar.
Mas, acho que a idéia continuou a martelar em sua pequena e ingênua cabecinha. E então ele percebeu que, melhor do que a irmã nunca crescer, seria ele voltar a ser bebê também.
Como agir diante de tanta doçura, misturada com carência, acrescida de insegurança?
Ultimamente ele tem se mostrado um menino bem diferente do que sempre foi. Está difícil até mesmo para nós, os pais, entendermos e nos acostumarmos com o novo Lucca. Ele está mais moleque, mais sociável, mais agressivo, mais contestador. 
Acreditamos que um pouco seja ciúmes da nova situação que vem vivenciando, um pouco seja a idade - já é um garoto!, e um pouco seja por conta das gotinhas de homeopatia, que vem trazendo a tona o verdadeiro Lucca.
Mas, o que mais nos emociona e mais nos acalenta é que ele verdadeiramente ama a irmã e, apesar de por duas vezes já ter nos confessado na calada da noite que sente que deixamos de amá-lo depois que ela chegou, jamais demonstrou isso tratando-a sem carinho ou mesmo negando-lhe um sorriso.
Eles são apaixonados um pelo outro. E vice-versa. Ao quadrado.
Hoje chorei, com o coração partido de não poder entrar em sua cabeça e fazê-lo entender que sem ele nada existiria, que ele é meu grande amor, minha grande paixão e que amar a Sofia no mesmo grau, jamais vai tirar dele um milímetro sequer do meu sentimento. Quem é mãe de mais de um sabe disso.
O coloquei para dormir, com a Sofia no sling, como quase todos os dias faço, sentada de forma incômoda, mas sempre dando um jeitinho de segurar em sua mão. 
E hoje, especialmente, contei a história  de uma moça chamada Giovana, que era casada com um rapaz chamado Fabricio. Contei que eles tinham uma cachorrinha chamada Abigail mas que ela não cansava de pedir pro Papai do Céu um filho, um bebê em sua barriga. O Papai do Céu demorou muito tempo mas, um belo dia, ela descobriu que estava grávida e esse foi o dia mais feliz de toda sua vida. Nessa hora, ele se emocionou e chorou de forma contida. Continuei contando que quando o bebê nasceu, foi chamado de Lucca. Ele era lindo. Mamava muito, chorava pouco e todos se apaixonaram perdidamente por ele. O Lucca foi então crescendo. Com um ano começou a andar, com dois anos aprendeu a falar, largou as fraldas, foi à escola e seus pais perceberam que a cada dia ele ficava melhor. Quanto maior ele ficava, mais os pais o amavam, mais lindo e inteligente ele se mostrava e mais orgulhosos os pais ficavam. E a história continua mas, coincidência ou não, bem aí ele dormiu. Dormiu grande, com suas pernas compridas, no auge dos seus quatro anos e meio, agarrado à sua única ligação com os tempos de bebê...uma chupeta. Mal sabe ele que, em meu coração, será eternamente meu neném. 

02 junho 2011

Luca no Vidro de Champignon: Não está certo!


O fofo do meu filho estava calmamente pintando quando, de repente, percebeu que seu nome estava escrito no vidro de champignon.
E com a grafia errada!
Ficou inconformado, me chamou e eu não resisiti: filmei o bonitinho corrigindo o potinho!
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