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25 abril 2013

Angústia da Separação, Dentes e Engatinhar: tudo junto e misturado!




Há dois dias a Sofia começou efetivamente a engatinhar. Isso, ao mesmo tempo em que mais dois dentinhos superiores estão rasgando e ainda durante a famosa "angústia da separação".
Minha relação com a Sofia é muito interessante. Ela é diferente daquela que eu tinha com o Lucca na idade dele. Acho que as coisas agora são mais leves, menos intensas...
Ela é tão independente, tão tranquila, que as vezes acho que ela nem liga muito pra mim... Ela tem sua rotina (feita por ela - a diferença do segundo filho), ela muitas vezes adormece sozinha, e, acordada, se colocada no chão com vários brinquedos, é capaz de ficar ali por mais de hora se distraindo, descobrindo texturas, cores, orifícios e formatos.
Daí que ontem saí seis horas da manhã de casa para ir a um compromisso em SP e retornei só as sete da noite. Ela não me viu acordada. Eu, antes de sair, ainda dei mamá pra ela e passei pelo quarto do Lucca para dar-lhe um beijinho. Mas, ela não me viu... E quando acordou, segundo a vovó me contou, ficou manhosa e passou assim o dia. Não comeu direito, não fez suas sonecas. Quis muito colo e certamente se já pudesse falar, pediria a presença da mãe, imediatamente. Apesar de ficar triste por ela, me senti feliz por já ser reconhecida como mãe... 
Bom, o resultado disso foi uma noite cheia de sobressaltos, com a Sofia acordando muito, chorando, assustada, até me ver e receber um carinho e voltar a dormir. Foram mais de dez vezes. E eu lhe dei muito colo, muito amor, em todas as vezes. Até que às seis da manhã ela entendeu que eu não iria sumir mais e dormiu profundamente até as dez.
Ela já entendeu que não é uma continuação de mim, que é um ser independente mas ainda não se acostumou com a idéia. E esse é o momento de muita compreensão e paciência. Achei um texto ótimo sobre esse período e recomendo a leitura a quem estiver passando por isso também. Nada de "nana neném", de reclamações ou de chorar as pitangas neste momento. Agora é a hora de trazer as energias das profundezas do peito de mãe e vencer todo o cansaço e apoiar o bebê.
Hoje tirei o dia pra ficar com ela, principalmente a tarde quando o Lucca sai para a escola. A peguei no colo e ninei, ninei, cantei, até ela dormir. E depois ainda permaneci com ela em meus braços por mais algum tempo. Agora, ela está lá, dormindo, em paz. E espero com a certeza renovada de que a mamãe não é ela, mas que estará aqui pra sempre, ao lado dela, para apoiá-la em suas crises e cantar bem baixinho em seu ouvido, dançando, cheek to cheek...

Escrito originalmente em 16/04/2013

15 novembro 2008

Notícias




Filho engatinhando + casa pra cuidar + muito serviço no trabalho = sumidinha básica do blog, Mas, estamos todos muito bem por aqui, graças a Deus.

O Lucca está engatinhando muito. E engatinhando somente, não. Ele já fica em pé, apoiado nas coisas mais perigosas. E cai...como cai. Já machucou a boquinha duas vezes, de sair sangue. São os dentinhos...
E falando neles, saíram mais três em cima!! E pra completar, aquela crise dos 8 meses chegou atrasada, mas chegou. E ele não desgruda da mamãe nem por decreto. E se for obrigado, chora. E chora muito!! Além disso, está "falando" muito. A frase da semana é: ada ada ada ada... Muito fofo!!

Cada fase tem seu trabalho mas tem seu encanto. Continuo muito feliz e querendo ter mais uns dez filhos!! É muito lindo ver seus dentinhos, sua independencia engatinhando e, ao mesmo tempo, seu amor incondicional por mim...

Bom final de semanas a todas e assim que tiver um tempinho, volto a fazer as habituais visitinhas äs queridas amigas.
NOVE MESES:
Aos nove meses o bebê está totalmente ativo. Explora, investiga e experimenta. A brincadeira preferida é o “esconde-esconde”. Agora, ele lembra dos objetos que não estão a sua frente. Como resultado, essa curiosidade e capacidade de raciocínio podem causar problemas para o bebê. Os pais ou as pessoas que cuidam dele devem estar sempre atentos, tanto para proteger quanto para reafirmar que o amam. Nessa idade, é possível notar a personalidade do bebê. Se é calmo ou agitado ou, ainda, como age quando contrariado.
No final dos nove meses, provavelmente o bebê será capaz de:
*sentar sem apoio virando o corpo para os lados sem cair. Brincar com objetos enquanto está sentado;
*deslocar-se, arrastando-se ou engatinhando. Alguns bebês nem chegam a engatinhar; mesmo assim, movimentam-se de alguma forma;
*tentar ficar de pé e se equilibrar segurando em algum móvel. Em breve, ele aprenderá como cair sentado;
*pegar objetos pequenos com o polegar e o indicador. Com certeza, tentará pegar tudo o que encontrar pela frente, mesmo objetos minúsculos;
*enfiar o dedo indicador em interruptores, botões e tomadas;
*querer a presença da mãe, e verificar freqüentemente sua presença enquanto brinca. *Geralmente, o bebê fica mais agitado quando a mãe não está por perto. Pode ser que estranhe as pessoas, mesmo as conhecidas, e comece a chorar. Essa reação é perfeitamente normal. O bebê identifica bem quem é a sua família, as pessoas que cuidam dele ou mesmo as desconhecidas;
*balbuciar como forma de linguagem. Pode falar "mama" e "papa" de vez em quando. *Retribuir com um sorriso é a maneira como ele identifica que essas palavras são especiais;
*saber o próprio nome.
*Reconhecer algumas palavras e mostrar muito interesse pelas pessoas que conversam com ele. Tudo isso indica o aprendizado de uma nova linguagem;
*apresentar os primeiros dentes, geralmente os incisivos inferiores e superiores;
*acordar à noite e demorar para dormir novamente. Isso acontece porque o bebê sente falta das pessoas e das experiências vivenciadas no decorrer do dia;
*preferir ficar no chão a ficar no colo, para que possa explorar tudo ao seu redor;
*fazer bagunça com a comida durante a refeição. Nesta fase os bebês gostam de pegar a comida com as mãos e segurar sozinhos um copo ou a mamadeira. Apresentam melhor coordenação motora nas pontas do polegar e do indicador;
*fazer barulho e bagunça jogando, batendo, chacoalhando e quebrando brinquedos. Se tiver alguém por perto para pegar os objetos, será mais divertido ainda!
*É bom saber que: as brincadeiras evoluem no decorrer dos meses, conforme o bebê aprende novas habilidades. Nesta fase, ele está em plena atividade e talvez até fale uma palavra “inteligível”. Apresenta sempre uma novidade, mostra seu temperamento, reagindo conforme a situação.

05 setembro 2008

Angústias do Crescimento

"Certamente seu filho vai passar por isso. Desde o nascimento até completar um ano de idade seu bebê terá algumas crises motivadas pelo próprio desenvolvimento. Não se assuste. É normal!!!!
A vida do ser humano é caracterizada por várias crises que se manifestam ao longo dos anos. Apesar de muitas vezes serem dolorosas e conturbadas, são necessárias ao crescimento e servem como aprendizado. A criança, como o adulto, também passa por conflitos desde os primeiros instantes de vida.
As chamadas crises evolutivas previsíveis acontecem com todas as crianças em qualquer parte do mundo. São momentos críticos, transitórios e datados. Em geral, duram duas semanas e são caracterizadas por mudanças de comportamento. Nesses períodos,
os pequeninos choram mais, têm dificuldades para dormir, querem a companhia da mãe o tempo todo, gemem, mamam mais que o normal, enfim, alteram seus hábitos.A primeira crise não é propriamente da criança, mas sim da família. Durante a gestação a rotina dos pais muda, a ansiedade aflora no seio da casa em virtude do novo ser que está prestes a nascer. A falta de estrutura e experiência pode refletir no bebê que está dentro do útero e sente tudo o que acontece com a mãe.
Aos três meses de vida, o bebê passa pela crise de adaptação com o meio externo. Nesse período diminui o envolvimento íntimo (simbiose) da mãe com o filho. O bebê descobre que ele e a mãe são duas figuras distintas, que não formam um único ser. Até então, ele só conhecia o bico do seio da mãe. Agora, descobre todo o conjunto: bico, mamilo, peito, braço, pescoço, cabeça, enfim, a mãe inteira, além de todo o universo em que ele mesmo está inserido.Um estranho no ninho.
Com mais ou menos cinco meses, a criança percebe a figura paterna. É mais um momento de crise, pois descobre que tem que dividir a mãe com outra pessoa, o pai.
Dois ou três meses depois, quando os dentes começam a nascer, o bebê morde tudo o que põe na boca, inclusive a mãe (lamentavelmente) no momento da amamentação. A mordida machuca e a mãe reclama. Na cabeça do pequeno, isso ainda não é muito claro e gera uma confusão. Ele pensa: estou ferindo a pessoa mais importante da minha vida!
Entre os sete e nove meses ocorre um período de transição. A criança torna-se realmente um indivíduo. Surge então, a angústia da separação. Ela tem medo de ficar distante da mãe. É a quarta crise.
Próximo de completar o primeiro aniversário, seu filho sofre a crise da independência. Nessa época, começa a dar os primeiros passos. Ele anda um pouquinho e volta para junto dos pais. O processo é repetido inúmeras vezes até que, finalmente, passa a caminhar sozinho. É uma mistura de ambivalência, medo e orgulho.
Não se assuste. Seu filho vai passar por todas essas crises que são momentos importantes, necessários e que impulsionam o crescimento. Nessas fases a criança tende a regredir, a "grudar" na mãe. Para diminuir a angústia e o sofrimento - principalmente à noite, quando a criança apresenta dificuldade para dormir ou acorda a noite inteira - vá até o berço, faça cafuné, fique um pouco com ela.
Conhecer as crises é muito importante. Pela falta de experiência, alguns pais tendem a confundir o choro do bebê com dor de barriga ou de ouvido. Observe. Se a criança chora mas não leva a mão ao local dolorido, é provável que esteja passando por uma das situações descritas. Não medique seu filho sem antes consultar o pediatra. Se realmente for uma crise, o melhor remédio é o carinho e a sua presença" - Dr. Leonardo Posternak*


Sobre o Sonho: "O sonho é um trabalho do cérebro para guardar em compartimentos e organizar parte de nossa memória. Tal atividade vai crescendo à medida que os bebês se desenvolvem. Como nosso sistema visual é mais rápido e a capacidade de identificar cores brilhantes aparece logo ao nascer, acredita-se que os bebês sonhem com cores assim desde cedo. Ainda não se comprovou, no entanto, se eles têm pesadelos. Na maioria das vezes em que o bebê acorda chorando é porque está na transição do sono mais profundo para o sono ativo, porque está na hora da mamada ou porque sente cólicas " - Revista Crescer

(leia aqui boa matéria a respeito da Rotina)
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