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25 setembro 2011

Post de Quinta - O Choro do Pesadelo



O relógio marcava 3:51h da madrugada e o choro que vinha do quarto do Lucca era muito alto e triste. Pulei da cama e desesperadamente corri até lá. Quase me teletransportei!
Outras poucas vezes ele já havia acordado de madrugada assustado, mas era de medo do escuro e sanamos o problema facilmente com uma luminariazinha de led colada na cabeceira da cama. 
Dessa vez, o que me marcou realmente foi que, ao perguntar o que havia acontecido, ele me respodeu, em lágrimas: Eu sonhei com os Piratas! Não sabia se chorava com ele ou se ria, tadinho.
Foi muito útil essa identificação que ele mesmo fez pois, foi com esse argumento que eu o convenci que havia sido apenas um sonho, que estava tudo bem e, ainda por cima, o ensinei que o sonho que ele sonhava era dele e que ele tinha o poder de mandar no sonho...rs! Assim, caso os piratas voltassem a aparecer em seus sonhos, que ele se dirigisse aos sujeitos e falasse: Esse sonho é meu! Podem tratar de sair daqui. E nesse momento, ele sorriu. Achou engraçada e simples a saída que a mamãe aqui deu para seu tão grave problema. Tomou uma mamadeira de leite bem quentinho e dormiu, bem seguro no meinho dos pais. Dia seguinte, vida  normal e o assunto nem voltou à pauta.
Fato é que os bebês tem pesadelos desde os seis meses de idade. Uma vida conturbada, o estresse no ambiente familiar ou mesmo muita folia na hora de dormir, podem facilitar o aparecimento desses sonhos maus.
Por isso, a casa tranquila nos momentos que antecedem o sono, uma rotininha de banho, luz baixa e calmaria ajudam a evitar que esse vilão apareça estragando a noite de sono de todo mundo. No caso do Lucca, a coisa foi batata. Ele jogou o Piratas do Caribe no DS, à noite pois o primo estava em casa e, vamos concordar? Como esses pequenos adoram aquele Jack Sparow, suas caras e bocas engraçadas...rs! E aquilo é quase uma realidade pra eles. O Lucca se assusta com a chegada dos guardas e tem medo de uma luzinha verde que faz uns barulhos meio sinistros. Certamente, a luzinha verde estava em seus sonhos...
Mas, logicamente, mesmo tomando todos os cuidados, ninguém está livre de ter pesadelos, oras. Eles fazem parte da vida. Então, o que fazer? Como lidar com eles?
A primeira coisa, é algo bem legal que aprendi com minha mãe. Desde que o Lucca começou a se comunicar, sempre que ela vinha à minha casa pela manhã, a primeira coisa que ela perguntava pra ele era se ele havia sonhado, com quem tinha sido, essas coisas.
Com o tempo, ele aprendeu a identificar os sonhos e muitas vezes conta de manhã que sonhou comigo, com o pai, ou que estava viajando, um barato.
Isso o ajudou a não traumatizar com a invasão pirata daquela noite. Ele conseguiu discernir imediatamente que se tratava apenas de um sonho.
Fora isso, o básico, né? Carinho, segurança, paciência, muito amor e companhia são essenciais nesses momentos difíceis. 
Vale apenas lembrar que outro episódio que muitas vezes atrapalha a noite da criança é o terror noturno. O terror noturno é totalmente diferente do pesadelo pois acontece num momento do sono em que a criança não está sonhando. Ela se mexe, pode falar, estar de olhos abertos, chorar, mas está dormindo. Não há muito o que fazer senão apenas esperar ao seu lado a crise passar e ela voltar a dormir, com o único contentamento de que a criança não se lembrará de nada depois, ao contrário do pesadelo. Mas, nesse caso, é muito bom pedir auxílio e orientação ao pediatra. 

13 julho 2011

Férias Tranquilas e Sociabilidade em Alta

Os amigos Nícolas, Murilo, Manu Guassaloca e Lucca, no agito

O Lucca tem se divertido como nunca nessas férias de julho/11. Na sexta-feira, dia 07, encontrou-se com os amigos da escolinha lá no Shopping Praiamar e foi uma farra só. 
Pra começar, brincaram no parquinho onde ficaram por quase 2 horas correndo e pulando. Então, cheios de fome, a maioria optou por irmos ao Mc Donald's. Todos se divertiram com seus lanches e brinquedos e o Lucca ficou na água com batata frita - seu único pecado gastronômico...rs!
Em seguida fomos conferir os filmes em cartaz no cinema e os lindos aproveitaram para posar com os Smurfs.

Depois fomos todos, crianças e papais, passear pelo shopping para ver as novidades das vitrines. Ficou só na tentativa. Na primeira loja que entramos, a Hering, a turminha pegou fogo e corriam e gritavam o tempo todo, se escondendo debaixo das araras de roupas... uma loucura só. Resolvemos então que era hora de dar tchau. 
O Lucca chorou, lógico, pois queria ir embora com o Murilo mas, logo se contentou em ir pra casa comigo, descansar. 
Já estamos programando outros passeios para reunir a criançada, já que essa experiência foi tão positiva para todos.
Mas, confesso que o que mais me deixou feliz foi a sociabilidade demonstrada pelo antes sempre tímido Lucca. Ele se divertiu muito, com todo mundo. Mostrou-se ser bem engraçadinho, gostar de fazer piadas e adorar entoar brincadeiras fazendo um vozeirão. Além disso, não houve nenhuma briga nem estresse mais importante entre as crianças, o que deixou todo mundo muito contente. Ele adora os amiguinhos e a convivência faz super bem pra ele. Suas primeiras férias estão sendo super legais! 

10 julho 2011

A Difícil Arte de Educar

Nunca é demais tomar conhecimento de artigos como esse.
Leiam !  É muito importante !

10 ATITUDES PARA SE EDUCAR BEM

1 ...ensinarmos que errar é humano


Ainda mais importante que gritar “muito bem” a cada vitória do filho é saber acolhê-lo quando ele erra. Claro, elogiar quando ele é o único da classe que sabe a resposta é moleza. O difícil é saber como agir na hora em que ele bate no amiguinho, não consegue fazer a tarefa, mente...Pois é, nosso filho não é perfeito, mas quem é? Então... Filho erra, como todo mundo, ora. E ainda bem, porque, sem errar, não tem como aprender. O exemplo clássico de como a gente aprende errando está nas brincadeiras e nos jogos. “Ok, eu errei essa bola, mas existe uma infinidade de possibilidades erradas de rebater essa bola e eu vou tentar todas até chegar à certa”, exemplifica Ann Marie Guilmette, especialista canadense em brincadeiras.
E acolher não é sinônimo de passar a mão na cabeça, não. A carioca Luciana Tecídio, mãe de Maria Clara, 8, e Lucas, 3, procura seguir estas medidas: “Mostro a meus filhos que todos têm qualidades, defeitos, erros e acertos. Quando erram, acolho, mas não deixo de discutir as conseqüências”, afirma. Claro, bater no amigo vai machucar e fazê-lo se afastar, mentir faz as pessoas perderem a confiança em você...Agora, nossa atitude diante do erro da criança pode ser determinante para ela tentar mais uma vez ou vestir a carapuça do fracasso. “Pressionar para que não cometam erros só inibe a experimentação”, explica Susan Isaacs Kohl no livro Como Educar com Amor e Autoconfiança (Ed. BestSeller). Ainda bem que a gente está sabendo dar colo, explicar que errar é humano e que ele pode fazer melhor da próxima vez.

2 ...sabermos dizer:"Ops, exagerei!"

Tem bronca que dói tanto na gente quanto no filho. Muitas vezes, bem mais do que a gente gostaria, exageramos na dose, erramos a mão, descontamos no filho uma raiva que não tem nada a ver com ele: dos problemas no trabalho, das contas pra pagar, aborrecimentos de adulto. Acontece, não tem jeito. E o que a gente precisa saber fazer é admitir que passou do ponto e voltar atrás. Não adianta ficar com culpa. Tem de chegar e ser gente grande para dizer: “Filho, me desculpe, estava nervoso com outras coisas que não tinham nada a ver com você e exagerei”. Eles entendem. E ficam aliviados com a explicação, pode ter certeza. “Até 13 anos, a criança não tem mecanismo para se controlar. Já o adulto tem. Por isso, quando os pais erram, perdem o controle, devem pedir desculpas para a criança. Ela vai perceber que não é infalível”, resume Luiz Lobo, especialista em educação infantil, ex-coordenador do Criança Esperança e consultor do Unicef.
 O autor do livro, Márcio Vassallo, pai de Gabriel, diz: “Expor a própria fragilidade é sinal de força e coragem”, resume. A gente assina embaixo e vai tentando não errar e pedindo desculpas quando erra.

3 ... escutarmos o filho de verdade e o aceitarmos como é

A gente vive querendo ensinar as crianças e, às vezes, não percebe o quanto elas têm a nos ensinar. Sobre elas mesmas, sobre o mundo,sobre nós... O único jeito de conhecer seu filho de verdade é parando e ouvindo, querendo entender o que ele está te dizendo. “O segredo do bom relacionamento com crianças está, justamente, em saber escutá-las. Normalmente, não se leva em conta a opinião dela. Nas relações de vida prática, já é difícil um adulto ouvir o outro, quanto mais uma criança, mas todos deveriam fazer esse exercício, pois elas são muito sábias. Essa é a educação que mais produz resultados”, diz Wal Ribeiro, presidente da ONG Portal Kids. Permitir que seu filho expresse suas próprias idéias e mostrar que, mesmo assim, ele é aceito é imprescindível. “Assim, a criança percebe que é acolhida e amada mesmo tendo uma postura diferente da dos pais. Ela percebe que não tem de imitar ninguém para ser aprovada e, dessa forma, cria sua autoestima”, explica a psicóloga Solange Wertman, mãe de Raphaela.
“Escuto o que eles têm a dizer. Se não concordo com o que dizem, vou argumentar depois. Tento interferir o mínimo possível. Os filhos não têm de aceitar o que pensamos como verdade absoluta”, afirma Marcello Gazzaneo, pai de Gabriel, 13, e Daniel, 7. Que bom que estamos podendo ouvir o que eles têm a nos dizer. Bom pra eles,melhor pra nós.

4 ...não embrulharmos carinho em papel de presente

A gente reclama da corrupção no Brasil sem perceber que, volta e meia, o problema começa em casa. Pois é, subornamos nossos próprios filhos, substituímos presença, que eles querem e precisam muito, por presente e achamos a coisa mais normal do mundo. “Os pais ensinam os filhos a serem chantageados ou subornados e eles crescem achando que isso é natural”, alerta Luiz Lobo. No livro Pais e Mães Emocionalmente Inteligentes, os autores Maurice Elias, Steven Tobias e Brian Friedlander alertam: crianças motivadas por meio de recompensas não fazem as coisas para se sentirem bem ou para agradar aos outros. “Se quisermos que nossos filhos interiorizem bons comportamentos, o reforço material não é um bom caminho”, concluem.
Claro quer não é proibido presentear; o que pega é quando o presente é usado como moeda. Isso só reforça um padrão de relacionamento baseado no controle e a chantagem, no toma-lá-dá-cá... Como a gente quer, e muito, mudar isso,tem de começar em casa.

5 ...nos relacionarmos com nossos filhos sem máscaras

Criança saca a gente na hora. Não adianta fingir que está bem quando não está, esconder tristeza, raiva, mau-humor...Nada disso funciona. Diante deles, somos transparentes meeeesmo. Às vezes, a gente evita chorar na frente das crianças para poupá-las das tristezas da vida, por exemplo.
Bobagem. A criança vai perceber, lógico. O melhor é explicar o motivo da tristeza de um jeito que ela entenda. Senão, ela pode até achar que o problema é ela. Criança se acha o centro do mundo, lembra? Então, vai lá, conta pra ela que brigou no trabalho, que essas coisas acontecem mesmo e depois passam. É normal ficar triste, ué, todo mundo fica. Cutucar o filho, numa noite em que você precisa de aconchego e chamá-lo pra dormir na sua cama porque, dessa vez, é você que precisa de um cafuné é um luxo total... Mostrar-se humano, ao alcance dos filhos, facilita, e muito, o relacionamento.Quando completa 3 anos, pequena assim mesmo, a criança deixa de ter uma postura egocêntrica em relação ao mundo e começa a perceber que os pais não são superheróis. A gente é que demora mais para sacar que não precisa fingir que é. Nesse momento é que a gente, adulto, pode tornar o mundo mais acessível e transparente.“Temos a vantagem de estarmos aqui há mais tempo. Já tivemos a oportunidade de muitas experiências. 
“Meu filho já me mandou parar de fumar várias vezes. E eu dizia: ‘Olha, você tem toda a razão, mas é difícil’. Sempre deixei claro para o meu filho que eu não sou uma supermãe. Também fico nervosa, também tenho medos, também tenho conflitos. Temos de mostrar para eles que o mundo adulto não é o mundo perfeito, não é o mundo ideal, onde nada de ruim acontece com a gente”, defende Regina Fontes, fonoaudióloga.

6 ...estarmos com o filho por inteiro

Seu filho quer sua atenção, mas você fala com ele sem desgrudar o olho da TV ou da tela do computador. Não tem jeito, filho quer inteiro e não pela metade. Então, quando estiver com seu filho, esqueça o mundo e se concentre nele. Pode ser naquela hora em que ele pega os livros preferidos pra você ler, quando vem te mostrar a pasta de desenhos ou pede que você brinque de monstro.
“O meu pai era meu herói porque, todo o tempo que ficava comigo, sempre foi o mais intenso possível. Ele brincava horas e horas comigo. Montava forte-apache,consertava autorama, fazia pipa, me ensinava a nadar, me permitia o riso, me permitia a dor, conversava, conversava, conversava, me acolhia, me abraçava...Outro dia, meu filho me chamou para ver a lua. Eu fui com ele até a janela de casa e a gente ficou lá um bocado de tempo, de mãos dadas, sem dizer nada um pro outro, gastando a lua no olho. Acho que ser herói do filho é gastar a lua no olho, todo dia, toda noite, sempre que você estiver por perto, e mesmo de longe, por telefone, por e-mail, por carta, por pombo-correio. Mas essa é a minha forma. Tem outras. Cada um precisa achar a sua”, reflete Márcio Vassallo, exemplificando a capacidade de saber visitar o mundo do filho.
Escolher uma atividade que pais e filhos curtem pode ser a melhor opção para estreitar os laços, principalmente quando os pais são separados. “Sou surfista e, como minha filha adora praia, basta fazer sol para eu colocá-la no carro e seguirmos em direção a uma. Ela já me pediu até uma miniprancha para brincar comigo na água. É o nosso momento”, afirma o carioca Marcio André, pai de Mariana.

7 ...valorizarmos o fato de o filho existir e ser como é

Aceitar o filho como ele é, sem tentar modificá-lo. Aceitar que ele tem defeitos e qualidades. Essa é a base do respeito, da aceitação, do amor. A ginasta Daiane dos Santos, hoje considerada um fenômeno, era alvo de reclamação na escola. “Certa vez me pediram que tomasse providências em relação à hiperatividade dela, que a levasse ao psiquiatra para tomar ritalina [remédio para inibir a hiperatividade]. Não obedeci. Levei-a para praticar esporte. A ginástica foi a ritalina dela”, diz Magda dos Santos. O resultado foi uma campeã que chama a atenção de todos por causa de sua capacidade de auto-controle. “A Daiane desenvolveu um controle emocional que deixa a todos embasbacados. Ela determina um foco e vai atrás daquilo, é obstinada”, explica Ruth Pauls, psicóloga que acompanha a atleta desde 2000.
“Ao mostrar que percebemos e reagimos favoravelmente às suas características, estamos lhes ensinando quais são seus pontos fortes. Uma professora me contou, recentemente, que diz com freqüência a uma criança como suas qualidades positivas a afetam. Ela pode dizer ‘vi como você foi valente quando alguém xingou hoje e você não respondeu nada'. Tornar as crianças conscientes das próprias aptidões irá ajudá-las a encarar a vida com confiança”, afirma Susan Isaacs Kohl em Como Educar Com Amor e Autoconfiança. Elogio demais é tão prejudicial quanto crítica exagerada. “Muito elogio pode criar expectativas erradas. Não se deve dizer ‘meu filho só tira dez na escola, é o maior'. No dia em que ele não tirar, pode ficar decepcionado e entrar em um processo negativo em relação à autoestima”,explica Luiz Lobo.

8 ...lembrarmos que pai e mãe também são gente

Para estar inteiro na relação com o filho, não podemos esquecer que temos nossas necessidades também. Ficar em cima da criança 100% do tempo não é bom nem para ela, quanto mais pra gente. Para se desenvolver bem, a criança precisa de um tempo só com ela mesma. Se você cuidar de você direitinho, preservar o espaço para namorar o marido (ou mulher ou namorado ou namorada mesmo), para cuidar de outras coisas que sejam importantes para você, vai poder se dedicar muito mais na hora em que estiver com os filhos.
É bom repetir isso sempre, porque a maldita da culpa não larga a gente, é ou não é? Quando estamos no trabalho, vá lá, é para pagar a escolinha, o aluguel, não tem como escapar. Mas se é para se divertir, logo já ficamos mal, achando que estamos roubando tempo das crianças.
Para a psicóloga carioca Étila Ramos, mãe de Bruno e Lucas, esse espaço deve ser estabelecido no dia-a-dia. “Os pais devem preservar a intimidade, a própria individualidade.Eles têm de delimitar seu espaço e mostrar até onde os filhos podem ir, senão acabam se misturando.” A especialista Susan Isaac Kohl considera o descanso uma fonte de equilíbrio: “Quando nos cansamos de nos dedicar aos outros e não cuidamos das nossas necessidades, é quase impossível raciocinar de maneira equilibrada. Perdemos a reserva de autocontrole”, afirma. E daí para explodir à toa é um pulo. E a culpa é muito pior do que a de pegar um cineminha com o marido. Para não perder o hábito, repetimos: mãe e pai também são gente.

9 ...entendermos que, depois que os filhos nascem, a vida muda

Depois que a gente tem filho a vida muda, não tem jeito, não adianta fazer de conta que não é com você. Tanto que a gente, aqui, brinca que, em casa de casado sem filho, a rotina pode ser de solteiro. Já em casa com filho, sendo casado ou solteiro, passa a ser vida de casado, necessariamente. Tem de ter comida pronta na hora certa, fruta na geladeira, roupa lavada e passada, não dá para ter festa todo dia nem trazer namorada a hora que bem entender etc. etc. etc. (e põe etc. nessa lista).
“Os pais solteiros terão as obrigações do casamento sem usufruir de seus benefícios”, pondera Luiz Lobo. Tanto que pai solteiro se identifica muito mais com as mães do que com outros pais casados. Porque tem de segurar uma onda muito maior em relação à cria. É isso mesmo, não dá para fingir que a vida é sua e você faz o que bem entender sem precisar dar satisfação a ninguém. Filho precisa da gente, que a gente ponha ordem nas coisas, dê exemplo, é isso aí, sim, não tem como escapar. “Quando vou apresentar uma namorada, passamos a sair como amigos quando estou com meus filhos, pelo menos no início do relacionamento.
Não posso ficar agarrando e beijando a mulher toda hora na frente deles. As coisas têm de acontecer naturalmente, respeitando o espaço deles”, explica o carioca Marcello Gazzaneo, pai de Gabriel, 13, e Daniel, 7. Então, completando: mãe e pai são gente, sim, claaaaaaaro, mas também têm de lembrar que nunca deixam de ser mãe e pai na vida.

10...deixarmos o filho se relacionar com outras pessoas

Pode ser que você tenha um relacionamento difícil com a sua mãe, mas isso não impede que seu filho adore a avó. O pai (ou a mãe) tem um jeito diferente de lidar com ele, mas nem por isso melhor ou pior. Deixar seu filho se relacionar com outras pessoas, amigos, irmãos, babá, mesmo que não tenha um bom relacionamento com elas, é uma boa oportunidade de fazer com que ele exercite o direito da escolha. Em vez de impedir o relacionamento, o psiquiatra Içami Tiba aconselha os pais a conversarem com os filhos e explicar o que incomoda na outra pessoa. “Os filhos precisam da posição dos pais para se organizarem.
Não interferir tem limites, mas, cuidado para não se intrometer no que o filho já decidiu. Não são as proibições que regem uma boa educação e, sim, as descobertas do motivo pelo qual algo não deve ser feito”, diz. O especialista alerta que os pais não são os donos da verdade por estarem nessa posição. “Não é porque sou pai que não tenho problemas. Às vezes, os filhos percebem o quanto os pais estão errados e ficam do lado do outro.”
Ele considera isso saudável – “desde que a defesa do nosso desafeto não seja conseqüência de uma birra!”, diz. É, a gente põe filho no mundo e aí as escolhas são dele, os erros e acertos também. E é assim, errando e acertando, que aprendemos a ser pais melhores. Ainda bem.

Fonte: www.terra.com.br - por Flávia Werlang

01 junho 2011

Brincando de ser Criança


Em visitinha ao cantinho Mamãe Realizada, da querida Kelly, mãe da Ana Luiza, li um post que adorei. São opções divertidas do fantástico Dr. Harvey Karp de como lidar com crianças desafiadoras.  
Trata-se de uma grande brincadeira que consiste em, durante alguns momentos do dia, você "deixar de ser forte e inteligente" para fingir-se de boba, deixando a criança tomar a frente e corrigí-la.
São sugestões divertidas que costumam aumentar a auto-confiança de crianças de até quatro anos. Então, aqui vai:

De vez em quando:
- SEJA INCOMPETENTE: vista sua camisa ao contrário, erre enquanto conta até 5, só para dar à criança a oportunidade de ELA corrigir você;
- SEJA DESAJEITADO: escorregue do sofá, segure o telefone de cabeça para baixo;
- SEJA CEGO: pergunte “cadê o…?” quando está bem na sua frente. Quando ela apontar, você pergunta “cadê ? Não enxergo !”
- SEJA FRACO: tente agarrá-la, mas deixe-a escapar a cada vez.
- SEJA UM BEBÊ: tente tomar algo da mão dela, mas faça manha e diga “É MEU”, com voz melosa. Deixa-a desafiá-lo.
- ESTEJA ERRADO: diga “Opa, você não é a Mariana! Você é o Vovô!” Ela vai rir e dizer “seu bobo, eu sou a Mariana sim”.
- SEJA BOBO: diga que você precisa ver se ela lavou as mãos direito, mas inspecione os pés. Aí diga “você está me enganando ! Isso não é a sua mão!”, então examine os bolsos.
- SEJA ARROGANTEMENTE INCORRETO: Cante orgulhosamente uma música conhecida da criança, trocando a letra. Ela vai adorar corrigir você, mas responda “eu não disse isso”. Aí cante errado de novo e antes que ela corrija “eu não errei. Eu sou o MELHOR cantor do mundo”.
- SEJA PASSIVO: Quando ela está emburrada, ofereça várias opções absurdas, só para dar a ela a oportunidade de dizer um sonoro NÃO. “Quer comer lama?” “Por favor, pense bem. Lama!” Aí diga “tudo bem, você venceu. Faça o que você quiser! Você nunca faz o que eu quero mesmo!”
Permitir que seu filho rejeite suas opções é um truque diplomático. Depois de recusar várias ofertas, ele vai se sentir respeitado e terá mais facilidade em concordar com você em outras situações.
- SEJA ESQUECIDO: pegue o sapato da criança e diga “me dá aqui seu… Como é mesmo o nome? Esqueci.” Repita várias vezes. Por fim, ela vai ficar cansada e terminar a frase para você. Ela vai se sentir tão esperta!
É uma boa idéia fazer-se de bobo?
“Claro que seu filho sabe que você não é um idiota. Afinal de contas, na maior parte do tempo você é forte e inteligente. Isso é só uma tática divertida – não um estilo de educar os filhos em tempo integral! Fingir-se de bobo de vez em quando é como brincar de esconde-esconde e fingir que não encontra a criança, ou brincar de luta e deixá-la derrubar você. Não se preocupe em perder o respeito do seu filho. Você não perderá!
De fato, agir feito bobo de vez em quando ensinará ao seu fiho uma lição de vida valiosa: mesmo as pessoas mais perfeitas (para ele, os pais) às vezes cometem erros.”

Bom, eu adorei! E mesmo sem nunca ter lido isso antes, há muito tempo a gente pratica essas atitudes aqui em casa com o Lucca. Muitas vezes para quebrar o gelo, outras para fazê-lo sorrir, e sempre dá certo. 
Diante de uma situação de birra ou manha, a nossa primeira opção sempre foi o bom humor, na tentativa de fazer refletir nele o nosso comportamento e não o contrário.
Espero que vocês gostem e que dê certo com os seus bebês também. 
Na pior das hipóteses, vai ser muito engraçado...rs!

29 abril 2011

Meu James, Meu Ketchup ...


Pra quem vive em outro mundo que não o de  mãe e nem imagina quem seja o trenzinho acima, eu apresento: esse é o James, a locomotiva número 5 da Ilha de Sodor, onde se passa o desenho Thomas e seus Amigos.
O Lucca é apaixonado por esse desenho há um bom tempo. Uma de suas brincadeiras prediletas é ligar o DVD portátil com o disquinho do Thomas, colocar sobre o móvel e montar, à frente da telinha, seus trilhos e plataformas para brincar com seus trenzinhos personagens como se fizesse parte do desenho. E seu trenzinho predileto é o James.
A paixão pelo James, a locomotiva mais linda de Sodor, acabou rendendo também outra paixão:  pela cor vermelha.
Há algum tempo, ele dizia amar a cor vermela. A Tia Márcia então o ensinou e agora ele fala, ainda com certa dificuldade, que sua cor predileta é a vermelia.
Então, suas camisetas preferidas são as vermelhas, seus brinquedos mais queridos são vermelhos e não escondeu sua emoção ao descobrir que a nova porta da loja do papai, que está sendo reformada, é linda, reluzente e vermelha.
Mas, como nem tudo são flores, isso me trouxe um probleminha: ele só queria ir à escola de camiseta vermelha. Adora chegar no meio da turma sendo diferente e, talvez, se sentindo mais seguro por isso. Dia desses chegou todo feliz contando que a tia o havia chamado de Ketchu;! Ele adorou!
A escola me deu total liberdade para trabalhar esse probleminha e liberou o uso da camiseta vermelha (com crocs vermelho) até porque esse era o único meio dele ir à aula sem chorar.
Porém, as coisas foram ficando mais difíceis; ir de vermelho já não bastava e ele passou a voltar a chorar e reclamar, alegando que a escola é chata. Ainda assim, ao ir buscá-lo, recebia em meus braços a criança mais feliz do mundo, cheia de novidades pra contar sobre o que aprendeu e o que fez. Uma montanha-russa de emoções pra mim. Não aguentava mais!
Marquei então um horário com a Psicóloga da escola, a Tia Glau, e tivemos um longo papo. Percebi, em síntese, que o Lucca estava precisando de um pouco mais de comando e que eu precisava mostrar a ele o que fazer. Percebi que ele estava perdido em suas escolhas e minha insegurança, meu medo de estar fazendo a coisa errada, o impedia de ser seguro também.  
Finalizada a reunião, era horário da saída. Muito engraçado que, não sei se a minha postura já mudou imediatamente ou se o anjinho da guarda dele participou da reunião e já deu um toque pra ele, e ele saiu outra criança. Primeiro, aceitou ir na cadeirinha do carro sem reclamar - como de costume. Depois paramos na Paps pra comprar uniformes novos porque os dele já estavam pequenos. Ele participou da compra e jurou que iria usar. Voltou à cadeirinha e não reclamou, de novo! Mas, a surpresa maior veio nos últimos dois dias: na hora de colocar o uniforme, fui direta e nem perguntei. E ele colocou sem nem tocar no assunto, sem nem reclamar ou ligar. Essa era a hora mais estressante do dia. Colocar o uniforme significava ter chegado a hora da escola. Então, ele se negava a por e chorava e resmungava até atravessar os portões da dita.
E além disso, ele seguiu felicíssimo pra aula. Não chorou, mas também não fez festinha. Agiu como se aquilo fosse parte de sua rotina... Estranho, estranhíssimo. Mistério total.
Mas, a mamãe está muito feliz pois tudo mudou, da água pro vinho - ou no caso, ao contrário...rs! Estou me sentindo mais firme, mais segura e sei que ele sentiu isso de imediato. E nossa vida ficou bem mais fácil.
A rubra paixão continua mas, agora, sem atrapalhar nem um pouquinho a vidinha do meu querido ex-Ketchup. 

22 abril 2011

Amor pela Leitura


O Lucca anda cada vez mais apaixonado por livros, estórias e revistinhas. Mais uma caracteristica herdada do papai que é louco por livros. Mas atualmente, amor mesmo o Lucca tem por gibís. É muito legal! Ele entra na banca e vai direto procurar o cantinho onde eles ficam.
Dia desses estávamos na Banca Estátua, que é grandona e muito tradicional aqui em Santos, e ele achou não só os gibís como um banquinho de madeira. Bastou para a alegria ficar completa. E a mamãe não quis perder o momento e fotografou. Ao perceber o flash, se desconcentrou e sorriu. Meu nerdinho lindo!

Ah, meninas! O prazo para se inscrever no Sorteio - Ligamundos esta terminando.
Vamos aproveitar! Entrem no post e deixem os dados! 

12 abril 2011

Cale-se, Cale-se, Cale-se! Você me Deixa Loucooo!


Houve um tempo em que duvidei que uma palavra sairia daquela boquinha. Dei água na colher de pau, rezei. E, ainda assim, ele apenas emitia sons que passavam longe de ser uma palavra.
Agora, pouco mais de um ano depois, estou aqui me fartando de tantas palavras saídas da santa boca de meu filho.
Algumas boas, outras nem tanto. Mas, todas impossíveis de acreditar. É lindo de ver a inteligência e a sagacidade na hora de utilizar termos que ele mal sabe o que significa. Da mesma forma em que fala que me ama docemente, me fala um "vai tomar no c*" na hora certinha, expressão que eu também usaria se estivesse no lugar dele. 
Brigo com ele, explico que tem momentos certos de se falar o palavrão, que não pode falar para mulheres, nem pros mais velhos. Porém, mesmo assim, eu acabo sendo a maior vítima. E, muitas vezes perco a calma e o coloco de castigo. Então, ele passa um bom tempo sem falar. Mas, de repente, o bendito palavrão surge na boca de novo. Se não na dele, através da minha. Eu explico: dia desses, num brinquedo, um menino maior o empurrou e ele voltou chorando, dizendo: -"ele me empurrou e eu chorei..." - cheio de lágrimas nos olhos. E eu, naquele instinto materno-confuseiro, de TPM, louca pra fazer justiça da forma mais insana do mundo, falei pro Lucca: -"Então vou te falar, filho! É pra isso que serve o Vai tomar no c*! Não é pra falar pra mãe, pro pai. Quando alguém te empurrar assim de novo, você não tem que chorar. Você fala: Vai tomar no c* e segue em frente, tá?"  E ele, fofamente, só ficava balançando a cabecinha em sinal positivo de quem está recebendo uma ótima instrução, de quem recebe as palavras mágicas de um oráculo, como um pupilo que ouve os sábios conselhos de seu mestre. Me arrependi assim que botei o ponto final na última frase. Mas, ele é um menino tão doce que sei que, pelo menos por enquanto, não seguirá o meu conselho, graças a Deus! Isso lá é coisa que mãe ensine pro filho?!
Mas nem tudo está perdido pois, a palavra mais dita por aquela boquinha não é um palavrão, nem uma ofensa, e sim a linda palavra: mamãe. Esta, sem sombra de dúvidas, essa ganha disparado!
É mamãe o tempo todo. Se ele está bem, se está mal, se quer dividir uma alegria, se quer descontar a brabeza, se está com fome, se está com sede, se quer fazer cocô, se quer passear, se quer dormir. A mamãe é onipresente na cabecinha dele e merece saber de tudo e estar por dentro de todos os momentos de sua existência. Por isso, já que isso não ocorre por osmose, ele grita: Mamãe! e engata a informação. Lindo demais... se não acontecesse duas mil e quinhentas e trinta e seis vezes por dia! Mal sabe ele que mamãe não aguenta mais tanta informação, mamãe precisa de paz, de silêncio e está quase pegando um período de três horas num motel pra poder fazer uma refeição, tomar banho, fazer cocô, escovar os dentes, ver o jornal e entrar na internet sem ser interrompida oitocentas e vinte e sete vezes. Quando eu como ele quer fazer cocô, quando estou na internet ele quer comer e quando estou fazendo cocô ele quer tomar banho! E, ainda assim, tenho certeza de que seria a mulher mais infeliz do mundo se não estivesse passando por tudo isso. Pode? Estou enlouquecendo mas, estou mais feliz do que nunca. E ainda quero mais um filho!
E apenas para o papo dele querer fazer cocô assim que acabo de fazer meu prato na hora do almoço ficar mais hilário, passo duas informações: 1- amo comida quente, bem quente mesmo e, 2- quando a gente chega no banheiro, ele pega um livrinho, me entrega e diz: -Senta aí, mamãe!, apontando para o chão. E completa:-Conta uma historinha, por favor! ... Posso com isso?  

28 março 2011

Depois da Tempestade...

 Correndo com o primo Gui

 Curtindo as girafinhas com o papai

 Olhando os macaquinhos

O que essa gente tanto olha

É impressionante como o instinto, aliado à informação, são os remédios perfeitos para acalmar nossos corações.
Apesar de nem todo mundo concordar comigo, acho de suma importância as mamães buscarem informações na internet, em textos sobre psicologia, em livros, e até mesmo com mamães amigas, sobre como lidar com dificuldades na criação de seus filhos.
Acho uma coisa tão natural! Oras, se vamos fazer uma viagem, compramos um guia, estudamos os passeios, organizamos a rotina. Se vamos desempenhar uma profissão, fazemos um curso, uma faculdade, nos inteiramos de tudo a respeito para executarmos o trabalho de forma competente. Acredito que com a maternidade ocorre da mesma forma. Pelo menos comigo. Sempre que passo por dificuldades e busco mais informações sobre as fases e os problemas, me sinto uma mãe melhor, mais calma, menos ansiosa e mais paciente. Entender melhor o que meu filho está passando e sentindo, me deixa mais tranquila, ainda mais sabendo ser uma coisa que todas as crianças passam.
Mas, é lógico que não é qualquer texto ou qualquer conselho que são dignos de se dar ouvidos. Leio tudo que posso, filtro muita coisa, e tomo pra mim apenas aquilo que me interessa e que vai de acordo com a minha forma de pensar e de educar. Não sou uma HD vazia. Consigo discernir entre o que é importante e o que não é.
E assim, com as informações dentro de mim, meu instinto começa a agir de forma mais ordenada e consigo sempre, sempre mesmo, tomar as decisões mais corretas. Sei disso pelo reflexo nas respostas comportamentais dadas pelo Lucca.
Agora, por exemplo, tivemos um final de semana ótimo (fomos ao Zoo de São Paulo), e ele está super bem, feliz, e diante dos meus gestos e atitudes, não teve nenhum mal comportamento e não tivemos aborrecimentos. Consegui direcionar bem as pequenas crises e nada tomou proporções maiores do que devia. Agi como uma adulta lidando com uma criança e não como se tivesse três anos também...rs! É impressionante como é batata!
Quanto ao passeio no Zoo, foi muito legal, afinal, ver as crianças brincando, correndo e se divertindo é muito gostoso. E o Lucca é apaixonado pelos primos. Estava numa paixão com o Gui de dar gosto. E é um barato, cada um que encontra, adora, abraça, beija. Adora todos os três, igualzinho. 
No Zoo, triste apenas foi ver que situação de abandono que vive aquele parque que é um dos principais passeios de tantas pessoas em São Paulo. Tudo muito sujo, os bichos acabados e nervosos, e uma infra péssima, desde o estacionamento até a acessibilidade. E são 16,00 reais de entrada. Não é barato e o lugar estava lotado. Pra onde vai todo esse dinheiro: E os inestimentos que deveriam ser feito: Não sei como esse país vai receber bem uma Copa do Mundo... 


25 março 2011

O TERCEIRO ANO - ANO DA INDEPENDÊNCIA

Pois é... Aqui em casa, mais uma vez estamos passando por certas turbulências com relação às atitudes do Lucca. Muitas dúvidas surgem e juro que, mesmo sem querer, chego a chorar de tão magoada que fico com certas coisas que ele faz. Quando lhe proibo de fazer algo que ele quer, mesmo falando com ele de forma carinhosa, ele me chama de chata, me manda ir embora e às vezes levanta a mão para me bater. É uma situação bem complicada... Outro dia, mesmo sendo totalmente contra os meus princípios, lhe dei uma palmada na perna. Eu estava muito chateada com a overdose de nãos, reclamações e xingamentos. Mas, essa atitude só o deixou pior. Ele gritou dizendo: Que feio! Você me bateu na perna! Pede desculpa agora! Exatamente o que faço com ele quando ele me bate...rs! Então tenho sido uma Madre Tereza de tão paciente. Mas, também não sei se é assim que deve ser. Só sei que tudo isso gira em torno dessa fase de provar a própria independência, porque ele não aceita opiniões nem ajuda quando vai fazer algo.
Então, mais uma vez, chega a hora em que todas nós, mães, mais do nunca precisamos de muita orientação, muita calma e muito discernimento. Pelo que venho pesquisando, é chegada a temida "fase da agressividade". Socorrooooo! Vamos ler, entender e saber agir. Afinal, é só o que nos resta... 



A independência da criança, o terceiro ano de vida 

A primeira metade do terceiro ano pode continuar difícil para você e sua criança enquanto questões de controle e dependência forem uma preocupação. Embora a linguagem e a capacidade de cuidar de si mesma estejam mais avançadas, de algumas maneiras a criança continua a se sentir na corda bamba, desequilibrando-se eventualmente com a incerteza sobre se pode ou não caminhar sobre ela. Tente reconhecer a necessidade por independência da criança. Ao promover independência com suporte emocional, os pais podem ajudar suas crianças nesse estágio. Um carinho a mais ou um elogio mais exaltado por bom comportamento ajuda a contrabalançar parte do comportamento negativo comum.

Controle e disciplina

À medida que a sua criança fica mais velha surgem mais atividades que vocês podem fazer em conjunto, mas também mais conflitos em potencial.Uma técnica de gerenciamento que funciona consideravelmente bem com bebês é o uso de elogios. Para ajudar a criança a desenvolver uma imagem própria positiva, você deve incentivar e desfrutar das novas conquistas e realizações do seu filho. Elogios, abraços e beijos são ingredientes importantes na promoção de uma auto-imagem. Aos 2 e 3 anos de idade, a auto-estima da criança normalmente reflete a percepção da opinião dos pais sobre ela. Interesse pela sua criança e alegria em brincar com ela ditam o tom de um conceito próprio saudável.

Um dos trabalhos mais difíceis dos pais é estabelecer limites razoáveis para seus filhos. Deixar a criança saber o que esperar, o que é tolerável e o que é inaceitável é um processo de longo prazo que continua bem na adolescência. Logo no primeiro ano, por exemplo, você define alguns limites, não deixando sua criança colocar os dedos na tomada.

Você pode evitar alguns conflitos em potencial alterando o ambiente de forma que você não tenha que se preocupar com a criança se machucando, quebrando um vaso caro ou comendo uma planta venenosa. Adaptar os ambientes mais ocupados pela criança permite que ela explore com segurança muitos objetos interessantes e diferentes.

Naturalmente, mudar o ambiente não resolve naqueles momentos em que uma confrontação direta é necessária. Conduzir a situação de forma rápida e adaptada ajuda. Diga a sua criança o que você não gosta no que ela está fazendo - dê a ela uma simples razão. Por exemplo, puxar o rabo do gato machuca. Os pais não precisam usar mais de uma ou duas frases de explicação. Peça para a criança parar. Se não funcionar, ponha a criança em uma cadeira por alguns minutos no mesmo cômodo que você ou em um cômodo diferente. Após o tempo definido ter acabado, você pode conversar sobre o que aconteceu.

Mais tarde, mas não imediatamente, certifique-se de deixar seu filho saber que você ainda o ama dando um abraço e um beijo. Em um dia especialmente ruim, você pode envolvê-lo em uma atividade especial só para vocês dois. Quanto mais cedo você começar a estabelecer uma cadeira ou local para ser usado para reflexão sobre comportamentos inaceitáveis, mais cedo a criança irá aprender que alguns comportamentos simplesmente não são aceitáveis.

Nos primeiros anos, os pais assumem o papel de doadores de carinho, professores e amigos. Criar um ambiente emocionalmente favorável é essencial para a sua criança se tornar independente, ainda ciente do amor e aceitação dos pais. De vez em quando, comportamentos extremos são aceitáveis para crianças de 2 anos. Como um padrão regular, no entanto, a criança que está sempre fora de controle ou comportada ao extremo significa alguma coisa. Esses são sinais de que você deve dar uma boa olhada nas suas técnicas de disciplina. Pergunte a si mesmo: meus métodos são tão soltos que os limites de comportamentos aceitáveis e inaceitáveis não são claros? Eu sou tão rígido ao estabelecer limites que a minha criança tem medo de me alterar resistindo às minhas ordens? Eu estou oferecendo tempo suficiente para atividades e brincadeiras descontraídas com o meu filho? Aprender como disciplinar uma criança leva tempo e prática.

Até o final do terceiro ano, com crescimento, maturidade e confiança elevados, a criança começa a querer renunciar a parte da insistência em ser independente. Ela pode até abrir mão da independência pelo seu amor e afeição. Ela obtém enorme prazer com elogios e atenção.

A participação dela em atividades de gerenciamento do corpo como alimentação, utilização do banheiro e vestir-se torna-se uma questão de rotina. Embora muitas crianças de 3 anos continuem a ter altos níveis de atividade, ela começa a ser mais dirigida, com uma qualidade bem mais calma.

O bebê de 3 anos seguro pode permitir que você o ajude a estabelecer limites. Esse novo estágio foi chamado de estágio de dependência volitiva, pois as necessidades da criança podem ser trazidas agora ao controle delas. A criança é menos impulsiva e mais maleável, ela compreende uma explicação ocasional de regras e também as segue. Por exemplo, quando você está trabalhando em um cômodo, não precisa mais se preocupar em deixar a sua criança brincar em outro, pois pode confiar que ela não irá desrespeitar os seus limites.


Sentimentos e emoções

A conversa com a criança sobre como ela se sente é de particular importância, mas muitas vezes ignorada. Aos três anos, crianças vivem uma turbulência de emoções: medo, braveza, tristeza e satisfação. Enquanto que as crianças podem não ter exatamente o mesmo significado que os adultos para essas emoções, elas podem aprender a rotular e identificar sentimentos bons e ruins. Não subestime a capacidade que elas têm de entender emoções e sentimentos.
Os pais podem ajudar seus filhos a desenvolver uma linguagem para expressar e lidar com sentimentos dando nomes a eles. Ao fazer isso, os pais têm a responsabilidade de gerenciar seus próprios sentimentos para ajudar a criança a lidar com os dela. Algumas vezes, nossas próprias experiências de infância interferem na maneira como lidamos com as emoções de nossos filhos. Todos nós temos problemas com alguns sentimentos. Por exemplo, dificuldades com sentimentos como a raiva e a agressividade podem se refletir na maneira como criamos os filhos. Se não conseguimos tolerar os sentimentos de raiva, podemos tentar prevenir que nossas crianças demonstrem raiva dizendo: "Não tem por que ter raiva!" quando, na verdade, a criança pode ter uma boa razão para estar com raiva. Pelo uso da brincadeira, você pode oferecer à criança algumas saídas emocionais para a raiva, o medo e a ansiedade.


Conceito de si mesmo

Entre os dois e os três anos, a maioria das crianças se torna competente no uso da língua. Elas utilizam prontamente os pronomes "eu", "mim" e "meu", especialmente para defender a propriedade de seus brinquedos e outras posses. Elas possuem grande dificuldade em deixar que qualquer outra pessoa brinque com algo que é delas.
Nesse período, seu bebê pode se referir a ele mesmo pelo próprio nome. Algumas vezes, quando brinca com bonecas ou super-heróis, ele pode reconstituir acontecimentos prévios. Ele pode definir diferentes papéis para os bonecos. Se você se senta e brinca diretamente com ele, pode ter um gostinho do que está passando na cabeça dele. Esse "gostinho" pode ser prazeroso ou enervante, já que você pode observar em primeira mão como o seu filho vê a maneira como você o cria. Muitos pais já ouviram seu menininho mandar rispidamente um bicho de pelúcia para o quarto porque ele não se comportou.


À medida que a sua criança se torna
mais independente, ela se sentirá mais
confortável sozinha


Aos três anos de idade, a criança tem um bom senso de "eu" e "você" e de "si" em relação a "outros". Com melhores capacidades cognitivas e com um repertório mais amplo de experiências, a criança de três anos interiorizou memórias das pessoas significativas em sua vida, seus pais. À medida que a noção de si mesma cresce, a personalidade da criança representa mais do que ela será quando ficar mais velha. Ela prontamente demonstra suas preferências e desgostos em como interage com o mundo. Por exemplo, algumas crianças preferem atividades bem físicas, enquanto que outras escolhem brincadeiras calmas e sedentárias.


Agressividade e briga

O foco de brigas normalmente está em querer o brinquedo que alguma outra criança tem. A agressividade é uma parte normal do crescimento e pode estar relacionada aos nossos instintos de sobrevivência. A maioria das crianças é consideravelmente agressiva quando defende seus pertences ou a si mesmas.

Não existem respostas fáceis para como lidar com a agressividade excessiva, mas certamente não faz sentido para a criança ou para os pais resolver agressão com agressão. Imagine este caso: duas irmãs estão brigando por um brinquedo. Um dos pais entra e grita para que parem de brigar e bate em uma delas porque não quer devolver o brinquedo. O que isso ensina à criança? Existe aí uma mensagem confusa, "não tem problema brigar e bater mas apenas se você for maior e mais forte que o seu adversário".

A maneira com que os pais lidam com essas situações não influencia em quão agressiva a criança será. Crianças em famílias onde a violência física, como bater (diferente de um tapinha na mão ou no bumbum) ou espancar, é usada como punição geralmente acabam sendo mais agressivas que outras crianças. A criança menos agressiva vem de famílias não punitivas, não permissivas e que não rejeitam seus filhos.Os pais em famílias assim são consistentes na forma como lidam com a agressividade. Eles não utilizam punições físicas duras ou linguagem dura desnecessária, apenas estabelecem limites firmes e claros sobre o que esperam de seus filhos e o que aceitam deles.

A consistência é importante em qualquer técnica de intervenção que você utilize para lidar com a agressividade dos filhos. Uma técnica útil é tirar a criança da briga e isolá-la por alguns minutos. Cuidar rápido da situação, antes que a briga saia do controle, ajuda. Assim que o seu bebê de dois anos conseguir falar, pergunte o que ele sente e quer. Fazer isso ajuda-o a aprender a se expressar verbalmente ao invés de fisicamente.

Algumas vezes, oferecer à sua criança uma alternativa para a energia acumulada ajuda a reduzir o nível de agressividade. Exatamente como com adultos, exercícios físicos ajudam a liberar a tensão e a reduzir o nível de stress. Brincadeiras criativas também ajudam a criança a trabalhar tendências agressivas. Pais podem contar com a imaginação da criança para ajudar a trabalhar conflitos.

 
Imaginação

É especialmente maravilhoso e excitante assistir à imaginação da criança se desenvolvendo. Através das brincadeiras dela e das conversas que tem consigo mesma, das figuras que desenha e das histórias que conta, você pode segui-la. A criança é uma pequena diretora de filme, pois organiza diferentes personagens em diferentes papéis. A fantasia se desenvolve juntamente com um conhecimento mais sofisticado do mundo, embora o bebê ainda não possa diferenciar totalmente a fantasia da realidade.
Algumas crianças têm uma imaginação tão boa que contam as histórias mais inacreditáveis, e algumas vezes se complicam por isso. Muitas crianças possuem amigos imaginários, e algumas vezes essas criações se tornam um bode expiatório para os comportamentos dela. Quando ela faz algo errado, pode dizer que, na verdade, o amigo imaginário é que é o culpado. Normalmente, a presença de um amigo imaginário é apenas o sinal de uma criança imaginativa e saudável. Mas amigos imaginários podem se tornar muito poderosos: eles podem interferir na capacidade do seu filho em aceitar responsabilidade, a sua presença pode excluir outros amigos e eles podem falar tudo no lugar do seu filho. Felizmente, isso não acontece com muita freqüência. Se você está preocupado sobre a companhia imaginária do seu filho, consulte um profissional.


Televisão

Estudos confirmaram o profundo efeito que a violência excessiva na televisão causa no comportamento agressivo da criança. Esse relato indica que uma parte importante da programação televisiva está relacionada ao aumento de brigas entre crianças. Se você não quer ter um filho fisicamente agressivo, considere monitorar os hábitos televisivos dele. Uma maneira de fazer isso é contar o número de atos agressivos nos desenhos de sábado que seu filho assiste e então decidir se você vai continuar a deixar assisti-los.

Assistir a desenhos animados também parece causar um impacto negativo nos níveis de atividade das crianças. Enquanto elas se sentam e olham o televisor, parecem zumbis. Mais tarde, essas mesmas crianças ficam superativas, correndo sem rumo e com pouco conteúdo nas brincadeiras. A probabilidade é de que assistir com muita freqüência os super heróis e monstros na TV pode ter conseqüências negativas. Além disso, como bebês de dois e três anos não são capazes de diferenciar a fantasia da realidade, os guerreiros do mau e os monstros parecem reais para eles e as personagens em alguns desses programas podem gerar medo na hora de dormir, com pesadelos ou medo do escuro. Para piorar ainda mais, normalmente é difícil dizer onde os desenhos acabam e os comerciais começam.
Contudo, assistir a televisão com moderação também pode ter fins positivos. Bons programas educacionais têm muito a ensinar ao seu filho.

Mas se lembre sempre de que muita televisão, mesmo com programas de boa qualidade, pode levar a um estilo de vida sedentário e nada saudável. Mesmo os melhores programas não superam os benefícios de experiências reais com pessoas reais.

Elos múltiplos

Aos três anos de idade, seu filho tende a ter diversos relacionamentos com outras pessoas que não seus pais. Ele pode ter uma babá favorita ou apenas um bom amiguinho. Ele prefere brincar com crianças da mesma idade que ele ao invés de com você, embora ainda goste e precise de você. Ele e seus amigos podem passar um longo tempo brincando sem brigar e dividindo alguns brinquedos.

À medida que o mundo do seu filho se expande (por exemplo, quando ele vai para uma creche ou para a pré-escola), as influências sobre a sua auto-estima incluem as atitudes de novas pessoas em relação a ele. É essencial que você ofereça a ele a segurança de que ele necessita de forma que ele possa sair e explorar o mundo à sua volta. Seu filho pode estar pronto para ir para a pré-escola, mas às vezes pode ficar inseguro e não querer sair do seu lado. Essas são reações normais de separação. A ida dele para a pré-escola é um grande passo para vocês dois.

Aqui está um exemplo de um menino de três anos que conhecemos. Era a sua primeira semana de pré-escola. Todos os dias a mãe o levava até a sala de aula, dava-lhe um abraço e um beijo e dava tchau. Cada vez o menino chorava descontroladamente, se recusando a tirar a jaqueta o dia todo. Sabidamente, os professores respeitavam a necessidade do menino de ficar com a jaqueta. Para essa criança, tirar sua jaqueta significava que ele ficaria nesse lugar sem a mãe. Por um lado, ele não estava certo de que estava pronto para toda essa independência. Tanto a mãe quanto o menino se beneficiavam da segurança dos professores de que tudo ficaria bem. Gradualmente, os professores envolveram o menino na diversão que os outros estavam tendo.

Algumas pré-escolas são consideravelmente cientes das dificuldades das crianças com a separação e inserem isso em seus programas introduzindo a criança gradualmente à sala de aula. Para algumas crianças, é a primeira vez que estão sozinhas. Ou seja, por um lado um evidente marco, mas por outro é apenas um dos muitos passos que levam seu filho gradualmente à independência.

Como um recém-nascido, seu filho é completamente dependente de você para tudo; da comida e roupas até a companhia. À medida que ele cresce fisicamente, também cresce mentalmente e começa a ficar mais ciente de si mesmo e das pessoas à sua volta. Algumas vezes pode ser doloroso e outras prazeroso, mas todas as crianças amadurecem e se tornam mais independentes. Enquanto que duas crianças não são idênticas, você agora tem uma idéia do que esperar durante esse período tortuoso.

by Michael Meyerhoff, Ed.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

*Meninas, essas informações têm propósitos apenas informativos. ELAS NÃO FORNECEM ORIENTAÇÕES MÉDICAS.  A publicação dessas informações não constitui prática da medicina e não substitui as orientações do médico ou outro profissional de saúde. Procure sempre o conselho de um profissional de saúde.




21 fevereiro 2011

Rotina e Disciplina - Elas ainda são importantes, sim!

Desde sempre, quem acompanha meu blog sabe que sou absolutamente adepta da rotina e da disciplina na vida do bebê e da criança. Mas, às vezes, com o crescimento do Lucca, acabo achando que ele já é um moço e acabo esquecendo que rotina e disciplina significam segurança na cabecinha da criança e a ajuda a entender e aceitar, dia após dia, o que é que vem depois.
Inicialmente, com relação à escola, gostaria de esclarecer que alguns motivos me fazem insistir em levá-lo. O primeiro é que em nenhum momento a ida ao colégio o afetou intimamente. Ou seja, seu sono, apetite e comportamento, continuam os mesmos - sinal de que não vem sofrendo qualquer trauma. O segundo é que ele sai infinitamente feliz da escola. Quando vou buscá-lo ele está sorridente, falante e contente. E o terceiro é que nesta semana começou a funcionar o sistema interno de câmeras, que me permite acompanhar a tarde dele na escola, me deixando muito segura.
Então, a semana que passou foi, a passos de formiga mas foi, bem melhor que a anterior. E hoje, vale ressaltar que apesar de ainda se negar a por o uniforme, entrou sem chorar e sem reclamar!! Tá certo que nem olhou pra trás e foi se arrastando, mas entrou e foi por suas próprias pernas.
Acredito, assim, que a rotina está começando a fazê-lo entender, novamente, que a escola é legal, que rever todos os seus amigos é muito gostoso (a classe só teve uma aluna que saiu e uma nova que
entrou, ou seja, continua a mesma desde o ano passado), que a tia nova é de confiança e que nunca vou deixar de ir buscá-lo no final da tarde.
Então, insistir faz parte do negócio. Não ficar com peninha boba diante do chorinho manhoso também. É duro admitir isso, mas é verdade...
Em casa ele é o reizinho; na escola ele é apenas mais um. Em casa tem tudo a sua disposição: brinquedos, televisão, computador; na escola tem que seguir regras básicas e horários. A escola, nada mais é do que a fuga, a aventura dos nossos filhos do lado de fora da redoma de vidro que nós, mamães, criamos para eles. Não fazemos por mal, de jeito nenhum. Nós amamos nossos filhos e tudo o que fazemos é em nome desse amor.
Mas, algumas vezes, precisamos sair do centro do contexto e olhar as coisas com muita atenção, discernimento e imparcialidade. Devemos analisar o comportamento deles, o nosso, o da professora, o da escola, o dos outros alunos e juntar tudo e julgar tudo. E o que ficar decidido, sabemos ter sido feito com a certeza de que não foi somente na emoção, de que não foi somente no impulso.
Foi isso que fiz e é isso que venho fazendo. Ter conversado com a psicóloga da escola foi muito bom, ter o apoio da tia foi muito bom, a escola me deixar totalmente livre com relação ao fato do Lucca se recusar a colocar o uniforme foi muito bom e o fato de praticamente todos os amiguinhos do Lucca estarem super felizes e adaptados também conta bastante.
A escola é linda, tem ótima infra, tem bichinhos, plantinhas, um grande apelo ambiental, profissionais carinhosos e compreensivos, desde o tio da porta, até a psicóloga e a tia da classe. Então, diante de tudo
isso, decidi confiar e pronto. E sei que a minha segurança vai fazer a maior difereça nessa história. Aliás, já está fazendo...
Agradeço a todas pelos comentários enviados e saibam que cada um foi lido e pensado com o maior carinho, como verdadeiros conselhos de amigas. Por hora, é isso...
Beijos a todas e, quem ainda não se inscreveu, o sorteio da Coppertone vai rolar dia 25!
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