Durante todo o decorrer deste ano vinha me sentindo muito diferente do que sempre fui. Estava sempre desanimada, cansada, irritada, com humor instável. Comecei a notar que meus cabelos estavam caindo mais do que o normal e que minhas unhas não cresciam mais. Meu colesterol estava alto, apesar da minha dieta ser livre da maioria das gorduras. Mas, o que me chamava mais atenção era mesmo minha indisposição sempre constante. No meio da tarde estava morrendo em pé, louca pra dormir ou me encostar.
Comecei a pesquisar esses meus sintomas e muito li sobre hipotireoidismo. Acreditei me encaixar perfeitamente nesse quadro. Principalmente porque no início do ano fiz os exames de rotina e, além do colesterol alto, percebi o TSH alto também. Mas, meu médico mal deu atenção e acabei deixando prá lá.
Bom, marquei uma ótima médica endocrinologista para o mês de outubro e aguardei ansiosa pela consulta. Quando fui, levei todos os exames prontos e recentes para já sair dali livre daquela dúvida.
Ao mesmo tempo que achava que poderia ser isso, uma outra parte de mim acreditava tudo não passava de cansaço pela vida corrida, com casa, marido, filho, trabalho e demais acúmulo de funções que nós mulheres costumamos levar conosco.
Mas, a pulguinha atrás da orelha era que a minha vida sempre foi assim corrida. Trabalhava em plantões noturnos de 12 horas seguidas, dormia por apenas 4 horas e ia pro estágio. Saía do estágio e ia pra faculdade. E sobrevivi. No fundo, eu me queria de volta.
Mas, a pulguinha atrás da orelha era que a minha vida sempre foi assim corrida. Trabalhava em plantões noturnos de 12 horas seguidas, dormia por apenas 4 horas e ia pro estágio. Saía do estágio e ia pra faculdade. E sobrevivi. No fundo, eu me queria de volta.
Com tudo nas mãos, a médica não teve dúvidas e confirmou que eu tenho hipotireoidismo. Me deu folhetos de como conviver com a doença, que é pro resto da vida, pediu para me exercitar para baixar o colesterol e me prescreveu o hormônio para reposição. Num resumo muito superficial, entendi que o TSH alto significa que a tireóide está trabalhando demais para repor outros hormönios que estão sendo produzidos de menos. Então, a gente repõe estes hormônios e o TSH volta ao normal. E a vida também!
Comecei tomando 25 mcg do hormônio e fiquei de voltar em fevereiro para uma nova avaliação. Mas, ela me avisou que se eu engravidasse antes disso para entrar em contato urgente pois, a dosagem deve ser bem ajustada durante a gravidez por conta dos altos riscos para o feto.
E não é que a gravidez veio... Liguei pra ela, ela me passou novos exames. Com os resultados em mãos, fiquei assustada pois o TSH ainda estava alto. A obstetra, por conta própria pediu para dobrar a dosagem imediatamente e depois de uma semana repetir os exames. Assim fizemos e tudo se regularizou! Um alívio!
Agora, em breve retorno na endocrinologista para seguirmos periodicamente avaliando meu estado com relação à tireóide, principalmente, durante a gestação.
Mas, o melhor de tudo é que minha energia voltou 100%, minhas unhas estão crescendo novamente, estou cheia de cabelos novos (aqueles fortes e revoltados que dá vontade de arrancar, sabe...rs) e a vidinha está voltando ao normal. Mesmo que tenha que tomar o hormônio pro resto da vida, todo dia de manhã meia-hora antes de tomar café, o importante é que estou me cuidando e minha qualidade de vida está de volta.
Mas, com isso e com as hérnias na coluna, só não estou me achando a perfeita velhinha da Certidão de Nascimento amarelada e batida à máquina de escrever, porque fui ao oftalmo e ele me disse que ainda não preciso usar óculos. Só o que faltava, né, tudo isso e de óculos de leitura! Me poupe! rs...
No blog da Mamãe Modernex temos novidades: eu continuo postando às terças e quintas mas, agora, às quartas e sextas, temos posts sobre novidades e modernidades do mundo das grávidas e dos bebês, apresentados pela Dermodex. Muito interessante e surpreendente. Vocês vão amar!
Ah! O meu post de hoje foi a respeito dos nomes da moda para os bebês. Aguardo vocês por lá!
