Quando sua vidinha comecou ele precisava de mim pra tudo: pra respirar, para se alimentar, para crescer. Enfim, para viver, precisava daquele espacinho na minha barriga. Quando nasceu, passou a respirar sozinho porém, ainda era bastante dependente de mim, não só para se alimentar em meus seios e para se locomover mas, dependente dos meus braços, do meu toque, do meu carinho e da minha voz. Mais um tempo se passou e do meu leite não quis mais saber. Queria agora mamadeira que lhe enchesse a barriga. Então, eu o acolhia em meus braços e deliciosamente lhe oferecia a mamadeira, olhando em seus olhos, até terminar. Depois, me dispensou para ajudá-lo em sua locomoção e passou a engatinhar e andar por si próprio. Pois a novidade agora é que só quer mamar sozinho! Pode tamanha ousadia? Ele esta crescendo e eu me tornando cada vez mais desnecessária e isso dá um apertinho no coração, né? Ele quer e precisa fazer sozinho, eu sei. Ele mama sozinho, quase come sozinho, anda sozinho, brinca sozinho e se diverte muito sozinho. Sei que isso é otimo e motivo de muita felicidade pois significa que ele e saudável. Mas não vou dizer que não adoro quando ele acorda de madrugada e me pede um colinho, choramingando. Sim, ele precisa de mim. Pode não precisar mais para as atividades simples, cotidianas, mas dos meus braços, do meu toque, do meu carinho e da minha voz, ele ainda precisa e sei que vai querê-los pra sempre.
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27 setembro 2009
28 outubro 2008
Sem peito mas com muito amor.
No entanto, no meu caso, parece que eu, meu organismo e o Lucca combinamos. Assim, ao mesmo tempo que minha cabeça ia me dizendo que seria hora de parar, meu leite foi se tornando cada vez mais escasso e o Lucca passou a não querer mais. No dia do Batizado, foi a última vez que o amamentei. Depois disso, mesmo decidida a parar, teve algumas vezes que deslizei e não resisti, oferecendo o peito pra ele. Ele não quis...queria mesmo a "tetê", que tinha aquilo que ele realmente precisava no momento: o leite, em abundância.
Daí, entendi que ele é um ser vivo, que precisa se alimentar para crescer e viver. E não adiantava eu insistir em dar um peito que nada mais poderia lhe dar. E quanto ao amor, eu poderia dá-lo a qualquer momento, de milhões de outras formas. E assim vem acontecendo...meu Lucca está muito feliz, bem alimentado e mais amado do que nunca. E ele sabe muito bem disso. Ele é muito feliz e nota-se com seu comportamento.
Ao lhe dar a mamadeira, eu o encosto em meu corpo, em meu peito, e deixo que ele sinta meu calor. E no resto do tempo, mordo e beijo meu filho, como uma doida. Ele sabe que o amo.
Meu peito ficou dolorido durante uma semana, mas agora, já voltou ao normal. Aquela sensação do leite descendo, que há muito tempo eu já não sentia, e a boquinha dele me procurando vão deixar muita saudades.
E foi assim que ele desmamou...sem traumas, sem neuras.
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