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29 setembro 2014

E a escola, Sofia? Como vai?

Muito bem, obrigada! 
Como eu já disse acho que dezenas de vezes por aqui, ser mãe de mais de um filho é uma coisa muito louca. Ainda fico pasma com isso... Afinal, toda referência de maternidade que eu tinha era o Lucca.
Portanto, com a chegada da Sofia, bastaria pegar aquela receitinha e aplicar. Bem mais fácil, né? Não, não é.
Desde que a Sofia chegou aqui em casa e até hoje, por várias vezes, ainda me pego repetindo comportamento que tinha com o Lucca e quebrando a cabeça por não saber o que estava fazendo de errado. Daí me lembro que Sofia não é Lucca e tudo volta ao normal.
Acho que se ela pudesse falar, desde o primeiro dia já diria: "Não só não sou o Lucca como sou e serei o oposto dele. Se prepara pra isso!" :)
E é bem por aí. Ela tem outros gostos, outras vontades, afinal ela é outra pessoa. 
Demorei a entender e a me encontrar com a Sofia. Nosso vínculo, acredito que por conta disso, demorou um pouco a deslanchar. Ficava sempre achando que ela não me amava por ser tão independente, não querer dormir no meu colinho. Confundia tudo! É realmente muito difícil.
Então, seguindo essa linha, como não podia deixar de ser, desde o primeiro minuto a Sofia já amou a escola. 
Se sentiu confortável, a vontade. Nos dois primeiros dias estranhou um pouco, deu umas reclamadas mas não quis colo, não. Só a mão da Tia Ju já bastava pra ela.
Ficou uns dez dias ser ir por conta de uma gripe e quando retornou parecia que já estudava lá há anos! Amou voltar.
Adora o tio da porta, quando o vê fica toda feliz, porém contida porque também não é de se exceder muito nas emoções. 
Aproveita muito as atividades e a língua já começou a se soltar mais. Ela repete tudo que a gente pede, canta várias músicas do jeitinho dela, portanto, existe uma evolução e assim vamos indo.
Fica muito feliz na hora de ir e chora pra vir embora. Um barato.
Portanto, estamos muito felizes e satisfeitos. Nossa garota, minha calabresinha, é realmente muito forte, segura e confiante. E enfrentou com louvor seu primeiro desafio.
Parabéns, minha flor! Seja feliz na nova fase! 

 No elevador uma foto bem ao estilo #partiuEscola - primeiro dia!

 Já na entrada, seguiu tranquila com a Tia Glau

 E na saída, muito feliz, com a Tia Ju

Fomos então buscar o irmão e a felicidade ficou completa

Nos dias seguintes já foi assim. Vai com o Tio e nem olha pra trás!

Na saída com o papai, todo orgulhoso!

02 agosto 2011

Sou do Bem. Seja também!




Foi com uma fitinha amarela no pulso com essa frase escrita, que o Lucca saiu ontem da escola em seu primeiro dia de aula após as férias.
Na agenda, vieram os detalhes a respeito: a escola preparou uma programação especial para a primeira semana de aula que foi batizada como Semana: Valores que Transformam. 
Será um período em se realizarão pesquisas, debates, plantação de sementes, jogos cooperativos e arrecadação de itens para doação. Mais do que nunca, nesta semana, as crianças aprenderão na teoria e na prática sobre valores como generosidade, respeito, cortesia, cooperação, solidariedade, entre outros que permitem uma aproximação afetuosa entre as pessoas, diminuindo a violência e trazendo paz.
Adorei a iniciativa e acho que a falta desses valores são os principais motivos de brigas e desunião entre as pessoas.
E, coincidência ou não, ele saiu muito bem da aula ontem - apesar de ter chorado bastante para entrar, e hoje entrou sem nenhuma lágrima. Saiu muito feliz, radiante e falante. Me pediu de presente um caminhão com caçamba pois queria brincar de levar areia. Fiz então uma proposta. Disse que daria o caminhão, mas quando a gente chegasse em casa ele deveria separar dois brinquedos legais, que ele já não brinca mais, para as crianças carentes. Ele topou. Daí, emendei com algumas roupas e sapatos que já não lhe servem para entregarmos à doação também. E novamente ele topou. 
Vocês não tem idéia do que isso significa! Ele sempre foi extremamente ciumento com suas coisas e, de uma hora pra outra, esse desapego. 
Fiquei muito feliz e já separamos muitas coisas lindas para doar pra quem precisa. A escola vai arrecadar e doar para o Recanto da Paz, que acolhe diversas famílias dos bairros mais carentes de Santos.
Estou me sentindo bem, realizada. Afinal, tudo que a gente quer nessa vida é deixar um filho bem educado, com caráter e do bem para o mundo. Pouco importa se ele é terrível, arteiro, bagunceiro. O que vai valer é a quantidade de bons exemplos que ele vai receber e absorver no decorrer de sua infância,  para quando se tornar um adolescente, um adulto, estar preparado para semear coisas boas por aí, respeitando seus semelhantes. E esse é um bom começo, eu sinto isso.
Bom, vamos lá...mais um período de aulas, novidades e alegrias! 

13 julho 2011

Férias Tranquilas e Sociabilidade em Alta

Os amigos Nícolas, Murilo, Manu Guassaloca e Lucca, no agito

O Lucca tem se divertido como nunca nessas férias de julho/11. Na sexta-feira, dia 07, encontrou-se com os amigos da escolinha lá no Shopping Praiamar e foi uma farra só. 
Pra começar, brincaram no parquinho onde ficaram por quase 2 horas correndo e pulando. Então, cheios de fome, a maioria optou por irmos ao Mc Donald's. Todos se divertiram com seus lanches e brinquedos e o Lucca ficou na água com batata frita - seu único pecado gastronômico...rs!
Em seguida fomos conferir os filmes em cartaz no cinema e os lindos aproveitaram para posar com os Smurfs.

Depois fomos todos, crianças e papais, passear pelo shopping para ver as novidades das vitrines. Ficou só na tentativa. Na primeira loja que entramos, a Hering, a turminha pegou fogo e corriam e gritavam o tempo todo, se escondendo debaixo das araras de roupas... uma loucura só. Resolvemos então que era hora de dar tchau. 
O Lucca chorou, lógico, pois queria ir embora com o Murilo mas, logo se contentou em ir pra casa comigo, descansar. 
Já estamos programando outros passeios para reunir a criançada, já que essa experiência foi tão positiva para todos.
Mas, confesso que o que mais me deixou feliz foi a sociabilidade demonstrada pelo antes sempre tímido Lucca. Ele se divertiu muito, com todo mundo. Mostrou-se ser bem engraçadinho, gostar de fazer piadas e adorar entoar brincadeiras fazendo um vozeirão. Além disso, não houve nenhuma briga nem estresse mais importante entre as crianças, o que deixou todo mundo muito contente. Ele adora os amiguinhos e a convivência faz super bem pra ele. Suas primeiras férias estão sendo super legais! 

07 fevereiro 2011

Dia Difícil



A volta à escola não está sendo nada fácil. Semana passada ele chorou muito desde a hora que soube que ia pro colégio até a hora que entrou. Lá, já no colo da Tia nova, ele parou. Mas, tenho comigo que ele para de chorar por vergonha, não por falta de vontade.
Depois que recebo a notícia de que ele parou de chorar, pego o carro e vou embora, acabada, arrasada.
É uma coisa muito cansativa e estranha. Tudo começa quando a hora do almoço vai chegando. Ele já sabe que depois de almoçar vai tomar banho e depois colocar o uniforme para ir à escola.
Então ele começa a chorar, inconformado, dizendo que não quer ir.Coloco seu uniforme com ele aos prantos e, quando acabo, ele me pede seu "pevesseiro","lencinho" e "urso" (travesseiro, fraldinha e edredon). Deita-se no sofá, acabado, triste, chateado. Ensaia um soninho, fecha os olhos e tenta bravamente me fazer desistir. Sempre resisto e o levo. Fico mal, acabada, sem energias...uma coisa muito ruim. Acho que é a dúvida se estou fazendo o certo, o bem pra ele, que fica me consumindo. Assim foram os dois dias de aula da semana passada. Mas, também foram a maioria dos dias de todo o ano letivo passado. Só nunca desisti porque, ao sair da escola, diariamente, ele chega feliz da vida, como se tivesse passado um dia maravilhoso. Mas, estou exausta disso...
Hoje, ele se negou veementemente a tirar a fralda que usa para dormir, alegando que não é criança, que é um bebê, e precisa da fralda. Conclui que preciso desfralda-lo à noite o mais rápido possível e sem ele perceber. Passamos quase a manhã toda conversando sobre isso e nada o convencia. Ficou então pelado pois não aceitou cueca nem suas roupas.
Na hora do almoço, seu Tio-Avô Daniel veio comer aqui, junto com o Papai. Quando eles estavam chegando lhe disse: Vamos colocar a roupa que o Tio Dani tá chegando. Ele aceitou, colocou correndo pois não recebe qualquer pessoa nem sem a camisa, quanto mais pelado...rs! Daí logo avisei: Vamos colocar essa roupa, depois vamos almoçar e depois tomaremos banho pra ir à escola. E todo o circo se armou de novo. E hoje cansei, entreguei os pontos, desisti. Afirmei que ele ia mas, confesso, fingi na frente dele uma ligação da escola dizendo que hoje não teria aula. E disse pra ele: Olha, é a Tia Marcia no telefone. Ela tá avisando que hoje não tem aula mas, que amanhã tudo volta ao normal. Ele sorriu, feliz e aliviado, e logo fechou a cara dizendo que amanhã não vai, não...
Ai meu Deus do Céu!! Me dê forças. Estou com as pilhas fracas e sem vontade de resistir, o que é pior. Mas, tomei a seguinte decisão: amanhã vou conversar com a Psicóloga da escola pra que ela me deixe mais segura, até para que eu passe essa segurança pra ele. Ela precisa acabar com minhas dúvidas...rs. Vou também conversar com a Tia nova e com a Assistente, que nem conheço ainda. Enquanto isso, o Google me deu essas dicas, que repasso por aqui pois sei de inúmeras mamães que estão passando pelo mesmo que eu, né, Pati...rs! São dicas bem legais e parecidas com as que recebi da escolinha do Lucca. Ah, se fosse tudo assim tão fácil...rs! Bom, meninas, força a todas e boa sorte nessa semana que está apenas começando...

1 - A decisão de colocar seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e segura;
2 - A vinda da criança para a escola deve ser preparada; entretanto, evite longas explicações para ela, pois isso pode despertar suspeitas e insegurança;
3 - A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superado em pouco tempo;
4 - Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a: troca recente de residência, retirada de chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação;
5 - O choro na hora da separação é frequente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola;
6 - A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação. Não force com violência e ansiedade a criança a ficar na escola;
7 - Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença;
8 - Cabe à mãe entregar a criança ao educador, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo da mãe;
9 - Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente.
10 - A sala de atividades é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças cobrarem a presença de suas mães;
11 - Incentive a criança a procurar a ajuda do seu educador quando necessitar algo, para que crie laço afetivo com ele;
12 - Lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção, igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança;
13 - Se os pais confiam na escola, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação;
14 - O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente;
15 - Evite interrogatórios sobre o dia da criança na escola;
16 - Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômitos etc.)
17 - É comum verificar-se nessa fase uma ambivalência de sentimentos. O desejo de autonomia da criança e a necessidade de proteção ocorrem simultaneamente.
18 - Cuidado com a aparente adaptação. Os pais devem respeitar o período estabelecido pela escola.
19 - A adaptação das crianças de período integral inicialmente deve ser feita em um turno(manhã ou tarde).

15 outubro 2010

Lembranças da Infância




Engraçado como tenho grandes lembranças de algumas fases isoladas da minha infância. Me lembro muito da escolinha que frequentava com apenas três anos. Se chamava Além do Arco Íris. Isso foi na época que eu morei em São Paulo, na Rua Casa do Ator. Me lembro da casa que morava, que tinha uma grande escada e a porta da rua era aberta por um cordão puxado lá de cima, da padaria onde ganhava balas, das Tias da escola e de muitas coisas que aconteceram comigo. Sempre coisas boas. E isso me faz recordar com muita doçura e saudade desse período em que fui muito, mas muito feliz, mesmo!
Por esse motivo é que dou tanto valor a tudo que o Lucca está vivendo e vivenciando atualmente. Por mais que muitas vezes pareça que ele está alheio a alguns acontecimentos, sei que entende tudo e sabe de tudo. Então fico super feliz quando percebo que a vida aqui em casa é muito boa e que uma grande paz paira em nosso lar, apesar de todas as dificuldades. Fico mais contente ainda quando vejo o quanto a escolinha do Lucca o faz feliz e o ajuda no aprendizado geral, no comportamento social e no carinho pelos amigos.
Semana passada mandei a máquina à escola em duas oportunidades: uma no dia da peça Ratatui e outra no dia do Baile da Cinderela. No dia do Ratatui, após a peça, eles foram à uma cozinha linda, construída especialmente pra eles lá na escola e fizeram uma receita de bombom de leite-moça. E voltaram pra casa totalmente vestidos de cheff, do chapéu ao avental. Muito lindos! No dia do Baile, todos foram com roupinha de sair para a comemoração especial. E as crianças estavam lindas. E ele voltou feliz da vida, afinal, conseguiu ir para a escola de roupa de sair, coisa que ele me pede todo santo dia...rs!
Então, aproveito a sessão nostalgia para postar aqui algumas fotos minhas dessa época e algumas dele. Minhas, eu tenho pouquíssimas, infelizmente. Já dele, tenho milhares...rs!
A menina que agarra o Lucca é a Manu, fofíssima, que foi a primeira pessoa de quem o Lucca falou lá da escola. Ele gosta muito também do Guilherme, do Murilo, e fala um por um, com um grande sorriso no rosto, o nome dos coleguinhas. Já viu mil vezes as fotos e não se cansa. Morre de rir!
Ai que bom. Provavelmente, daqui trinta e tantos anos, talvez seja ele que esteja falando de seu filho, relembrando sua infância feliz...









Bom, voltando ao presente, nesta semana fiz dois posts super legais na Mamãe Modernex: um sobre o Dia das Crianças, que já comentei aqui, e outro de gosto meio duvidoso, sobre puns e arrotos...rs! Vale a pena acessar.
Já no Por um Planeta Mais Limpo, efetivamente hoje foram publicados meus vídeos e posts. Estão muito legais! Foram produzidos e estrelados por mim mesma e, de vez em quando, o Lucca faz uma pontinha...rs! Apareçam por lá também...

23 maio 2010

Primeira Semana de Aula e a Vida na Telinha

Hã? Post fora de época? Não. Depois de tanto tempo sem ir à escola, esta última semana se transformou na primeira semana de aula do Lucca. De novo. As mesmas expectativas, os mesmos temores, as mesmas inseguranças.
O Lucca choramingou todos os dias na hora de vestir o uniforme, resmungou durante o caminho todo e se acabou de tanto chorar para entrar na escola. Como eu já sabia que isso aconteceria, conversei muito com a auxiliar da Tia, com a Tia, com a Cordenadora, com a Psicóloga e até com a Telefonista. Todo mundo já me conhece. Sou a "Mãe do Lucca, da Tia Andréa", rs*!
Então, depois que ele entra na escola, eu finjo ir embora e logo depois entro também. Vou até a sala dele e o observo, bem escondidinha, e também acompanho o que acontece pela câmera instalada na classe.
Basicamente, ao chegar, ele vai pro colo da querida e delicada Tia Andréa que, sentada no chão, ao mesmo tempo separa o material das crianças. Fica agarrado a ela por cerca de 15 minutos. Ao começar a se soltar, entre afagos e carinhos, a Tia o vira de frente para os outros amiguinhos e ainda o mantém no colo. Alguns minutos depois, naturalmente ele se interessa por alguma coisa e se levanta.
Daí então eu relaxo. Espero mais um tempinho e vou embora, com a promessa de que, se necessário, diante de qualquer chorinho mais persistente, elas me ligariam. Não aconteceu nenhuma vez. Ao contrário. Todos os dias ele saiu da escola feliz, sorrindo, brincando e mostrando a frente da escola e dizendo "cóia".
Então, a conclusão que ficou, após horas de conversas e terapia com o papai, é de que apenas o momento de se separar de mim era difícil. E que depois tudo ficava melhor, até ficar gostoso de verdade. Vamos ser fortes e tentar novamente semana que vem.
Mas, essa semana também teve outra novidade pra mim. A de acompanhá-lo atraves de câmeras. Tenho acesso tanto na escola como de qualquer computador através da internet e de uma senha. Isso é muito legal e bem típico da nossa geração. Nossas mães não passaram por essa novidade tecnológica.
A primeira sensação que tive foi de tristeza, ao vê-lo sozinho, num ambiente estranho, totalmente deslocado. Depois, fiquei mais triste ainda de vê-lo se consolar em outros braços - os da tia, e de nao poder contar comigo num momento tão importante de sua vidinha. Aos poucos, conforme ele foi se sentindo melhor, eu também comecei a me animar. E tal qual se estivesse assistindo a um filme, me emocionei, sorri, vibrei e chorei diante daquelas imagens da nossa vida real.
O momento que mais me marcou foi em um dia em que a Tia Andréa distribuiu umas garrafinhas para as crianças brincarem. Veio então um dos coleguinhas e tirou as duas garrafinhas que o Lucca segurava. Ele ficou bem triste. Então, se aproximou outra amiguinha, a Manu, e lhe deu um abraço, consolando meu bebezico. Nossa!! Na hora, eu soltei em voz alta um: "Ai que linda!" e comecei a chorar. Me emocionei muito com a atitude dela!
Num outro dia também, quando ele entrou meio choroso, dois amiguinhos, o Pedro e o Murilo, e mais a Manu, abraçaram ao mesmo tempo o Lucca e, depois de soltá-lo, o Murilo ainda fez um carinho em seu cabelo. É inexplicável o que eu senti. Foi um misto de emoção, alegria, segurança, esperança.
É exatamente como a Psicóloga da escola me explicou: a escola é uma linda viagem de aventura. E é a primeira, das muitas, que ele deve fazer sozinho. É ou não é de chorar?

19 abril 2010

De volta à escola

No feriado da Sexta-Feira Santa o Lucca teve febre, apresentava coriza e chegou a gritar de dor no ouvido. Foi aí que me vi na cena clássica de mãe, com o filho doente, sem ter a quem recorrer. Isso porque o Seo Padeiro está doentinho e vem se afastando cada vez mais do Consultório (e mesmo assim, de final de semana eu não o acharia nunca, nunquinha). Daí, valeu minha experiência de me lembrar que a febre só é realmente preocupante após três dias persistindo. Então, pelas contas, eu poderia esperar até segunda-feira para levá-lo a um pediatra, já que os pronto-socorros aqui de Santos estão lotadíssimos de pacientes com dengue. Com o antitérmico foi-se a dor no ouvido e assim fomos até segunda.
A Tia Marion então arrumou consulta de urgência com o pediatra dos priminhos, Dr. Gil. Na terça fomos até lá pois apesar do Lucca já não ter mas febre, o catarro estava verdinho e ele apresentava uma leve conjuntivite. Diagnóstico da brincadeira: laringite/sinusite/otite/conjuntivite e primeira vez na vida tomar antibiótico.
O médico é um amor (seu blog: gilribeiroreis.blogspot.com), tem um baita trato com a criança e é muito atencioso com os pais. Demonstrou muita competência e firmeza no diagnóstico, já que também é pneumologista, completando que devemos repensar a escolinha, se vale a pena, já que, se ele começar a entrar no antibiotico toda hora, passará a ser uma recomendação médica tirá-lo das aulas. Além disso tudo, o coitadinho ainda estava com o pintinho inflamado e o médico deu uma pomada para cessar a inflamação.
Depois de dois dias o Lucca já estava ótimo e na sexta tivemos retorno. E nesse dia nós sofremos. O pintinho do Lucca ainda estava inchado, apesar de bem melhor. Mostrei ao Dr. Gil e ele me disse o que eu nunca pensei que fosse ouvir: que ele teria que fazer a tração da pele para cessar de vez a inflamação e que se isso não fosse feito logo, talvez o caso virasse cirurgico. Quase morri mas, autorizei o procedimento. Foi muito rápido mas o Lucca chorou bastante. Alguns minutos depois já estava melhor pois já tomou lá mesmo um remédio pra dor. Mas, o dia seguinte, na hora de limpar, foi o pior. Ele gritava: dói, dói, dói e chorava. Que tortura, meu Deus. Chorei junto com ele em todas as vezes. No domingo já estava melhor e agora está ótimo, tudo em ordem, com pintinho de gente grande...rs*. Não sei se fiz o certo mas acreditei, ali na hora, ser o melhor pra ele, confiando totalmente no Dr. Gil. E não me arrependo. Graças a Deus, deu tudo certo.
Por recomendação médica, semana passada o Lucca não foi à escola pra se recuperar bem e hoje, estando no mais perfeito estado de saúde, o meu tourinho retornou às aulas.
Dia do Indio, voltou pintado com um amuleto de argila no pescoço feito por ele. Feliz da vida, brincou a tarde toda com os amiguinhos.
Mas agora, estou naquele velho dilema sobre a escola de novo. Resolvi que por mais um tempinho ele vai ficar, afinal, logo mudaremos de casa e ele terá mais espaço pra brincar. Talvez, quando nos mudarmos, aí sim, eu tire. Não sei...Vamos ver.
O médico disse que o menino da idade dele não tem necessidade de vinculos sociais e sim familiares e que o que ele deixar de aprender na escola nesse ano, no ano que vem em um mês ele recupera.
Estou super na dúvida porque ele deu um salto no desenvolvimento da linguagem extraordinário. E porque ficar em casa somente é um tédio, né?
Mas, por outro lado, em casa, a tarde, tem sonequinha e carinho da mamãe.
Ô vida, viu? Lá vou eu de novo pensar nisso.

26 fevereiro 2010

Eta fase difícil!


Ai que fase, viu...
Desde a entrada do Lucca na escola, e isso não faz nem um mês, ele já teve gripe, conjuntivite e agora acho que deve ser uma faringite. Vou levá-lo ao Seo Padeiro hoje à tarde mas, pelos sintomas...
Ele come e começa a apontar para a garganta, reclama e vomita. Já foram três vezes, sendo que a última rolou essa madrugada. Ele acordou e achei que devia estar com fome, já que vomitou o jantar todo. Dei uma mamadeira e realmente ele tomou quase tudo. Quando acabou, devolveu tudo, em mim, nele, na minha cama, depois na cama dele. Daí, troquei tudo, limpei chão, dei banho nele, tomei banho e fui pra cama com ele pra dormir. Ele, na maior farra! Eu e o pai, acabados. Isso foi das três às cinco da manhã.
Hoje cedo não dei mamadeira. Resolvi deixá-lo só com pão de queijo e até agora deu certo. Já comeu também uma banana. Vamos aguardar a consulta mas que essa fase é bem chatinha, isso é.
Não estou acostumada pois ele sempre foi um tourinho, nunca ficava doente. Então, está sendo bem desgastante.
Cada dia é uma novidade, cada mergulho é um flash...rs. Mas, ainda assim, é melhor agora que ele já está maior do que bebezico de tudo passando por isso, né?
Fora isso, tem o papo do soninho. No primeiro dia de aula no período da tarde completo, ele dormiu cerca de 1:40h e me deixou muito feliz. Chegou em casa muito contente e dormiu por volta das 22:00h, sem maiores alterações na rotina. Já nos outros dias, não quis dormir, só brincou. Aí ferrou tudo.
Está dormindo cedo, perde o sono de madrugada ou acorda cedo demais e aí tem que dormir antes da escola, me desorganizando a vida. Peço pras tias da escolinha incentivarem ele a dormir, mas segundo me informaram, ele não quer. Ontem não conta porque me ligaram pra ir buscá-lo porque estava com febre. Hoje acho que não vou levá-lo. Então, só segunda que vem mesmo pra ver como é que fica...
♥ ♥ ♥
...só sei que estou com meu coração partido, cheio de dúvidas. Minha vontade é largar tudo pra ficar com ele, para protegê-lo de tudo e de todos, mas sei que a vida não é assim. Ele precisa passar por tudo isso e meu papel é ficar na retaguarda e apoiá-lo. E acho que toda essa onda de emoção dentro de mim foi desencadeada porque ontem, pela primeira vez, tive acesso, via internet, para vê-lo na escola. E me deu uma peninha dele lá...
Sei lá se é coisa de mãe superprotetora mas, vê-lo ali, no meio de tanta criança, sendo apenas mais um, me deu um aperto. Ou pode ser que eu tenha ficado assim também por ter sido a concretização da saída dele de pertinho de mim pra vida real e me bateu essa sensação de perda. Foi duro, difícil mesmo, mas foi engraçado também porque o vi bem na hora do lanche. Todas as crianças sentadinhas, lanchando, e ele andando, prá lá e prá cá, com o pão de queijo na mão. Daí a tia pegou ele, deu um beijo e o colocou na cadeirinha. E logo depois ele já se levantou de novo...rs.
Em seguida, trocaram de sala e ele ficou na fila por um colinho, coçando atrás da cabeça, num sinal de que algo não ia bem. Ai que dó!
Depois, já mediram a temperatura dele e me ligaram pra avisar da febrinha.
Só de lembrar já estou em lágrimas, sabiam?
É muita coisa pra resolver, muitas decisões a tomar, sem saber o que é certo ou errado. Mil dúvidas, um milhão de culpas! Estou sensível demais, chateada e, provavelmente, em TPM...rs!
Queria dormir uma semana seguida e esperar pra ver o que dá, sabe?
Bom, é isso. Mais um desabafo de mãe, puro e simples, cujo conteúdo só quem ama demais pode entender e que só o tempo pode curar.

17 fevereiro 2010

Balanço da Escolinha

Bom, a primeira quinzena de aula teve um saldo positivo. Os primeiros dias foram inegavelmente mais fáceis.
Depois de matar sua curiosidade inicial, o Lucca começou a apresentar alguma resistência. Algumas vezes começa a chorar desde o momento que eu estaciono o carro na frente da escola. Outras vezes ele não quer nem vestir o uniforme. Nas duas situações, converso com ele e apesar da expressão de segurança e o sorriso no rosto, sou bem firme. Ele entra na escola e eu fico esperando notícias, angustiada. Daí, logo vem uma tia me informar que ele para de chorar antes de chegar na salinha de aula. Sempre assim. Daí eu relaxo e fico esperando a hora de buscá-lo.
Na primeira semana ele foi mordido por um amiguinho mas, engraçado, isso não o abalou. Fui buscá-lo e ele estava todo feliz. Daí fomos à praia e ao tirar o uniforme é que reparei na marca nas costas. Fiquei triste e me senti traída na minha confiança pela escola, já que ninguém me avisou nada.
No dia seguinte logo cedo, fui conversar com a Coordenadora. Ela então ficou surpresa que o Lucca tivesse sido mordido também e explicou que um menininho havia tido uma crise de ansiedade e saiu mordendo, fazendo três crianças de vítima. Deve ter sido uma choradeira geral e ao examinarem o Lucca não não viram nada pois a mordida dele foi nas costas e as das outras crianças em locais aparentes - no braço, testa (!) e mão. Ela disse que todas as mães haviam sido avisadas, tanto a dos mordidos quanto a do mordedor e me pediu desculpas por não ter sido notificada do ocorrido pois somente os responsáveis pelos envolvidos são avisados para que não haja maior repercussão entre os outros pais. Como não viram a mordida do Lucca, não me avisaram. Aceitei e voltei a confiar novamente.
Quanto ao ato da mordida em si, já li muito sobre isso e sei que é normal de ocorrer com algumas crianças. Infelizmente, o Luquinha foi a vítima. Mesmo assim, ainda acho que é menos difícil ser a mãe do mordido do que a do mordedor. A mamãe do menininho que mordeu foi uma das mães que mais conversei nos primeiros dias. Ela é muito boazinha e realmente, vem enfrentando problemas de adaptação com o filho dela. Bom, acontece... Mas que eu fiquei com dó, me sentindo muito culpada, isso fiquei. Mas, já passou.
Já na semana passada o Lucca pegou uma gripinha, teve febre e faltou na quinta e na sexta na escola e acabou perdendo o baile de Carnaval. Uma pena! Mas, ele estava bem caidinho e não dava mesmo pra ir.
Agora, na minha opinião, o pior ainda está por vir. E "soneca da tarde" é o nome da vilã. Até semana passada, por conta da adaptação, o horário de entrada foi às 15:30h e eu consegui fazer o Lucca dormir sempre antes de ir pra escola.
Não sei se fiz o certo mas queria que nada atrapalhasse os primeiros dias de aula, nem sono, nem fome. E agora, com o horário novo, mesmo que o coloque para dormir ao meio-dia, como era a idéia inicial, teria que acordá-lo após uma horinha de sono, o que eu acho que vai deixá-lo bem irritado, já que dorme por duas horas, no mínimo. Então, conversei com a Coordenadora e ela me disse para amanhã fazermos um teste. Dou o almoço por volta da meio-dia e meia, e às 13:20h deixo na escola. Se o sono apertar, vão fazê-lo dormir.
Mas quem está apertado é o meu coração pois a horinha dele dormir aqui em casa, à tarde, tem uma rotininha toda especial, que consiste em diminuir a luz, ligar o ar, colocar pijama, meias, mamar e depois chupeta. Daí, naquele silêncio gostoso ele fica agarradinho num projetor que toca música numa mão, segura o meu polegar com a outra mão, e após alguns minutos, dorme. Como será lá?
Ai meu Deus do céu! Como mãe sofre. Se ele não dormir, vai ficar uma pilha, irritadíssimo... e não quero vê-lo assim. Espero que a "Tia do Soninho" seja muito meiga e entenda seu jeitinho. E tomara que ele consiga se entregar, mesmo num local estranho, com gente estranha. Mais uma vez, vamos aguardar.
Estou super ansiosa para a aulinha, amanhã. Depois eu conto como foi...

02 fevereiro 2010

Nosso primeiro dia de aula!

Checando seu material: livros, gibis, revistas velhas, tintas e giz de cera

Prontinho pra aula, de uniforme

Ao final da aula, vindo ao encontro da mamãe, todo sossegado

Comendo um biscoito na frente da escola, na saída

Chegou, enfim, o grande dia. Desde o mês de novembro, quando matriculei o Lucca na escolinha escolhida, que venho até perdendo o sono pensando em como seria esse dia. Minha maior preocupação era com o sua sonecona da tarde, que muitas vezes chega a durar duas horas e meia. Ficava morrendo de medo dele não dormir mais e virar um monstro estressado, além de saber que essa dormidinha depois do almoço é muito importante para as crianças e, até para os adultos. Então ficava bolando rotinas mirabolantes e tentando ter uma idéia do que fazer. Quando decidia, ficava pensando se daria certo. Bom, deu certo!
A escola, maravilhosa por sinal, fez um horário difereciado na primeira quinzena de aulas para adaptação. Então, nesses primeiros dias ele entra ás 15h30. Assim, comecei a "puxar" a rotina dele pra mais cedo. Deixo ele acordar sozinho (o que raramente acontece depois das nove da manhã), dou mamadeira e não dou mais nada de comer. Daí a gente brinca, vai à praia, e depois vem o almoço. Ontem o almoço foi ao meio-dia e hoje já puxei pras 11h30.
Depois do almoço, um bom banho e clima relax na casa.
Ontem às 13h00 ele já estava dormindo e hoje às 12h20! Nesses momentos vejo como implantar rotina desde cedo e' importante. Deixei dormir e por volta das 15h00 ele acordou sozinho e feliz, mamou e fomos à escola. Problema da nova rotina resolvido, pois até chegar o horário normal das aulas, já terei conseguido fazê-lo dormir por volta das 11h30 e acordar aàs 13h00. A soneca vai diminuir, mas na escola ele poderá dormir de novo se sentir necesidade.
Daí veio o medinho de deixá-lo e ele chorar. Resolvi comigo mesma que seria segura, firme e feliz a todo momento pra passar isso pra ele. Então, a todo momento escola é legal, conversamos muito o tempo todo (apesar de não saber se ele entende tudo), e sorriso no rosto da mamãe, sempre! Na entrada e na saída. E deu certo mais uma vez.
A escola é muito competente e mandou uma cartinha pras mamães antes das aulas iniciarem dando dicas de adaptação. Uma das mais importantes que eu percebi foi levar a criança andando, no chão, e não no colo. Assim evita passar aquela impressao da crianca sendo arrancada do colo da mae, principalmente nos casos das mais resistentes.
Na hora que chegamos, a Tia Carmem, Coordenadora, que ele havia conhecido semana passada já veio, que nem um furacão e não deixou a gente nem pensar, ou melhor, sem valorizar demais o momento da separação, pegou o Lucca no colo e foi conversando com ele e entrando na escola. Ele nem olhou pra trás. E se foi... Fiquei lá, meio sem saber o que fazer e outra Coordenadora me disse alguns minutos depois que ele estava bem, que havia chorado um pouquinho mas que já havia parado. Me dirigi então a uma sala preparada especialmente para as mães, com duas psicólogas para conversarmos sobre as reações dos filhos e das mães também. Foi super instrutivo e o tempo voou. Logo já era hora de buscá-lo.
E ele saiu, todo fofo, como se nada tivesse acontecido, dando tchau pra todo mundo... Lindo da minha vida!!
Hoje, o segundo dia, também era temido mas, ao acordar, o papai perguntou: Vamos pra escola? Ele disse: Bamo! Pusemos o uniforme e novamente foi tudo em paz. Conforme fui informada, chorou um pouco no começo mas comeu seu lanche, brincou e saiu feliz da vida, gargalhando quando o peguei no colo.
Esse menino é de ouro. Mas, essa fase não é fácil pra ninguém.
Ontem a sala das psicólogas tinha apenas três mães. Hoje já tinha seis. E é muito legal conversar com elas pra entender tudo que está acontecendo. Pra mim e pro Lucca está correndo tudo bem e isso graças aos três lados: bebê legal, mamãe cabeça boa e escola competentíssima!
Estou muito feliz. Parabéns filho, você está sendo fantástico!
E, para as amigas que logo passarão por isso, se não tiverem profissionais disponíveis na escola, procurem ler bastante sobre o assunto (artigos profissionais e não só desabafos de mãe pois cada criança é diferente da outra), se preparem e fiquem calmas e seguras, confiantes na escola, porque a criança vai sentir isso e, por mais que a adaptação seja difícil pros dois, é apenas uma fase passageira.

19 setembro 2009

Nossa: já está chegando a hora da escola !!


A ESCOLHA DA MELHOR ESCOLA

O tempo voa e esse menino está tão crescido. Por isso, por aqui já estamos começando a procurar uma escolinha para colocar o Lucca no próximo ano. Posso adiantar que está sendo muito difícil. Andei visitando algumas, de padrão médio e alto, e o senso crítico fica aguçado nessas horas. Numa delas o pátio estava sujo de folhas caídas, com caroços de frutas ao chão (qualquer criança poderia colocá-los na boca e se engasgar, pois eram muitoooos) e, perguntada pela Diretora da Escola, a recepcionista informou que ela estava em casa preparando o almoço das crianças (!). Fora que a Professora do Infantil III ao ser questionada pelo cardápio, me respondeu que "vareia". Não gostei mesmo e não se tratava de uma escolinha qualquer, não. Numa outra, de alto padrão na cidade, ao questionar a coordenadora sobre qual a metodologia pedagógica aplicada, ela me respondeu que simplesmente que era uma metodologia própria (?). Fiquei com cara de interrogação, com certeza. E além desses, muitos outros fatores contrários pesaram. Um fato curioso é que somente em uma das escolinhas que eu visitei, alguém brincou com o Lucca. Nas outras ele foi ignorado por quem nos atendeu e sabe como é, né: deu doce pro filho, adoçou a boca da mãe..rs... enfim, o que queremos é nossos filhos felizes, bem alimentados e educados. Espero da escolinha que escolher que seja uma extensão da nossa casa, que seja limpa, arrumada, organizada, com pessoas educadas, cultas, competentes e atenciosas com meu filho. Por isso já estou vendo com tanta antecedência, porque, pelo jeito, vou andar bastante...rs*. Mas, antes de sair à caça da escolinha perfeita, devemos nos inteirar completamente do assunto para saber o que buscar, o que procurar e o que perguntar. Na Revista Crescer encontrei este artigo muito bom. Vou dividir com vocês:

"Uma das primeiras coisas com que você vai se deparar ao escolher a escola de seu filho é uma porção de nomes e conceitos. Antes de deixar que dêem um nó na sua cabeça, saiba que em educação os conceitos são a base, claro, mas não são tudo. As linhas pedagógicas da história da educação ainda vigoram e você terá muitas opções. Para conhecer, vai ter de entrar na escola, perguntar, observar, conversar muito. Não para se intrometer no projeto, mas para, quem sabe, ser conquistado por ele. "O olhar do pai é fundamental para saber se a escola tem um ambiente acolhedor", afirma a pedagoga Maria da Graça Souza Horn. Sim, você tem muito trabalho pela frente. Não há receita pronta quando o assunto é escolher a escola ideal para uma criança. Para ajudar você nessa tarefa, preparamos um guia para você descobrir o que realmente é preciso entender de educação para seu filho começar da melhor forma essa relação que dura a vida toda.
Para escolher bem, você precisa saber se:

... as portas estão mesmo abertas. Você tem direito de falar com a diretora, a coordenadora, o professor, o cozinheiro, o faxineiro. Pode andar pelas salas, pátios, banheiros, observar tudo. "O espaço fala mesmo que a gente não queira escutar". Mas, claro, duvidar tem limite. Para criar uma relação de confiança, o respeito vale para os dois lados. A escola que limita a passagem dos pais tem alguma coisa errada.

... o projeto pedagógico é claro. As linhas pedagógicas da educação permeiam, principalmente, quatro direções: a Construtivista , a Montessoriana, a Waldorf e a Democrática. Mas nomes não bastam (conheça cada uma delas clicando no link acima). Os projetos pedagógicos são os princípios que vão nortear todas as práticas na escola, desde o fato de priorizar alfabetização ou não, ao tipo de brincadeira a ser estimulada, passando pela forma como os espaços interno e externo são distribuídos. Em muitas há influência de mais de uma linha, o que não é necessariamente um problema. A dificuldade fica por conta dos pais, que querem entender logo que tipo de aprendizado o filho terá. "O que importa é que a escola tenha um projeto pedagógico, uma linha a seguir. É como acontece com o método de alfabetização. Não é preciso ensinar a criança a ler assim ou de outro jeito: é preciso ensinar a criança a gostar do livro."

... não só gostam de crianças "Claro que é preciso gostar de criança para trabalhar em escola, mas o profissional precisa gostar é de educação", diz o educador Marcelo, da Estilo de Aprender. Na escola não há criança, há aluno. "Lá, ela interage de modo diferente do que na praia, no clube", afirma o educador. Ele é quem substituirá, por horas, os pais como modelo de adulto e o que ele disser vira "lei". "É uma relação direta. O que a professora disser ser legal, bonito, gostoso a criança vai gostar. Principalmente na educação infantil, valor e conteúdo estão juntos. Se você dá valor ao livro e vê o professor passando em frente de uma livraria sem olhar para ela, é esse o recado que ele vai passar. Da mesma forma, se os pais não são letrados e a criança ama poesia, pode apostar: a professora tem livros ao redor dela", diz o filósofo Ghiraldelli Jr. O professor funciona como vitrine da escola. É ele quem mostra o que a instituição pensa sobre ensinar, quem instiga a curiosidade, quem faz o dia-a-dia ser interessante. Mais: quem nos inquieta e nos faz ir em busca de conhecimento. E não é assim o jeito gostoso de aprender?

... o professor continua aprendendo. Os especialistas são unânimes: a formação de um educador deve ser contínua. "Na Espanha, o professor de educação infantil é mais bem pago, porque a especialização dele é ainda maior, tem de entender do desenvolvimento da criança, não é só transmissão de conteúdo", diz Angela Martins, coordenadora de educação infantil do Colégio Dante Aliguieri. O ideal é que se defina um espaço para esse aprendizado na própria escola, para que os professores estudem, reúnam-se, discutam em que escola estão e qual caminho vão seguir. ... o discurso não é vazio. Pergunte, pergunte, pergunte. Na hora de discursos prontos como "esta escola incentiva a autonomia", ou dos confusos como "utiliza processo transdisciplinar", emende imediatamente um "como assim?". Peça exemplos, casos, situações, conquistas. Tente entender no cotidiano como isso se dá de fato. Somente assim você vai conseguir visualizar como a educação acontece.

... a brincadeira corre livre. É importante ter a brincadeira dirigida, mas a espontânea também tem muito valor. O espaço garante autonomia às crianças na sala? Com 1 ano de idade, ela tem objetos acessíveis e adequados para pegar, para escolher? Ou está tudo no armário dependendo de o professor pegar? Escolher o brinquedo tem que ver com aprender a se vestir, aprender a amarrar o sapato. Tudo pode ser feito, com autonomia e supervisão, e de forma gradativa. "Se a sala tem só alfabeto e não tem brinquedo, há algo errado. E não é preciso ser só brinquedo industrial, pode ter sucata, pedrinha", afirma a educadora Karina Lopes.

... gosta do método de aprendizado. Isso engloba tudo: se usam tinta e argila, se há lição de casa, se fazem passeios de exploração do meio, se organizam jogos, se trabalham por temas, se usam livros, se incentivam a leitura, como tratam a alfabetização. Os pais têm de saber o que buscam para o seu filho. "Muitos vêm com o discurso: ‘Não estou preocupado com que ele aprenda agora’. Mas é impossível! Ele aprende o tempo todo", diz o educador Marcelo. E esse aprender entrelaça-se com o brincar. A criança está mais do que nunca na fase das experimentações. Mexer com tintas e artes, por exemplo, aborda o convívio social e os novos olhares sobre uma mesma "coisa". Mexer com terra dá à criança um envolvimento mais direto com questões ambientais. "E tinta e terra não é 'bagunça de criança'. Esses materiais têm um porquê, um planejamento", afirma Marcelo. Verifique também como é feita a avaliação do rendimento da criança. Não é uma questão de nota ou de comparar seu filho com os amigos, mas de saber como está o desenvolvimento dele, emocional e intelectual. Também investigue como a escola trata dificuldades de aprendizagem. Todos aprendem de forma sistemática ou seguem o ritmo de cada criança? E o que acontece com os que se atrasam? Há aula de reforço? Perguntas que você pode, e deve, fazer nas entrevistas.

... lidam bem com a disciplina. Deixe os preconceitos de lado e entenda de fato como é abordada a questão de disciplina na escola que você visita. Como se trabalham direitos e deveres? Que importância se dá à questão dos limites? Não é porque a escola é "moderna" que é liberal. E nem porque é tradicional que é linha dura. Até nas escolas chamadas de democráticas, existem regras, decididas em assembléias gerais para colocar ordem na convivência. Há maneiras de descobrir como a escola age, se há castigo, se há respeito e impõe respeito às crianças e como acha que a família influencia nisso. Converse sobre o assunto, pergunte como eles lidam com o aluno que "coloca fogo na classe". E avalie se eles conduzem a situação como você faria em sua casa.

... o espaço também é educativo. A escola deve ter uma área iluminada, gostosa. Não pode ser apenas um quintal adaptado. Pense: será que meu filho vai se sentir estimulado nesse espaço? Como são as cores, as paredes, o que vai fazer parte do campo de visão diário do seu filho? Por outro lado, você precisa checar se o local é seguro, se seu filho vai conseguir se virar bem sozinho sem precisar de cuidados o tempo todo. "Numa escola, todos os espaços são educativos. É como um pátio que só existe para que as crianças corram e corram: tem de pensar, por exemplo, que elas podem não querer ficar correndo o tempo inteiro, podem querer uma sombra gostosa, uma casinha de boneca, um lugar para levar um jogo, sentar", diz a pedagoga Maria da Graça, que estudou profundamente o espaço nas escolas.

... vai além do conteúdo da TV. Na escola há música, televisão, aparelho de DVD? E livros? Existem datas comemorativas ou as crianças aprendem cultura popular, erudita, nacional e internacional ao longo do ano? Há passeios culturais? De que forma se trabalha com lixo reciclável ou voluntariado? A escola pode, sim, fazer muito mais pelo seu filho do que reproduzir o repertório da televisão e das datas pré-estabelecidas. E em qualquer idade. Mesmo os pequenos podem tirar proveito do prazer de conhecer uma obra de arte. Muito além do dia do índio, do dia da árvore...

... cuidam bem da alimentação. O que a criança come na escola também faz parte do que ela aprende lá. Se o lanche é oferecido por eles, veja se é saudável, bem cuidado. Se há uma cantina, cheque o que oferecem, o que a criança vai poder comprar. Também é importante saber dos combinados sobre o assunto: pode levar bala, salgadinhos, refrigerante? Tudo depende do que você acha bom servir para seu filho...

... seguem uma rotina. Ter horário para fazer as coisas demostra organização e bom aproveitamento do tempo. Além de trazer segurança para a criança. Cheque se o período que seu filho passa na escola é bem dividido: tempo para brincar, conversar, tomar lanche, descansar, pintar. A escola não é a casa da avó onde tudo pode a qualquer hora.

... os valores combinam com os seus. Você pode por algum motivo se encantar com o estilo de uma ou de outra, mas não pode se deixar levar. "Já tivemos de chamar pais e perguntar: será que é essa mesmo a escola para o seu filho? Para a parceria dar certo, os pais precisam confiar", afirma a educadora Renata, da Escola Viva, que adota uma linha educacional na concepção construtivista. Karina Lopes, do MEC, dá um exemplo extremo. "Se eu acho que bater educa e a escola acha isso um absurdo, não vai dar certo. Se você quer que seu filho aprenda a ler com 4 anos de idade e a prioridade daquela escola não é a alfabetização nessa fase, também não dá. As idéias têm de coincidir, senão quem perde é a criança."

... os pais parecem felizes. Não há nada demais em buscar referências com colegas ou pais que você conheça na porta da escola. Eles podem ajudá-la a compreender como funciona na prática o projeto pedagógico. A troca de idéias é sempre uma ótima pedida. E ela não precisa parar nunca.

... acolhem bem o seu filho. Certeza mesmo você só vai ter no dia a dia, mas uma visita com a criança na escola pode ajudar bastante antes de você tomar a decisão. Mas saiba que, em educação, nada é definitivo. Mesmo que não saiba falar, ele pode, e muito, mostrar a você se gosta ou não da escola. Sempre depende do jeito como ele entra e sai, de quanto ele fica bem nela, de quanto é acolhido por todos os funcionários. Ninguém melhor do que você para ajudá-lo a interpretar os sentimentos.

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