16 outubro 2012

Meu grande e eterno bebê...



Hoje ele me disse, se agarrando a antigas fotos suas, que gostaria de voltar a ser um bebezinho. Lógico. Já era de se esperar essa constatação de uma criança tão sensível e tão inteligente como o Lucca.
Afinal, para os bebês fazemos vozes e caras e bocas. Para os bebês estamos sempre felizes. Os bebês não escutam nunca um "não". Os bebês nunca vão a escola e estão sempre no colinho de alguém. E, acima de tudo, o bebê tem o peito e tem a presença e os cuidados constantes da mãe.   
Hoje cedo, antes de me dizer isso, disse que queria que a Sofia não crescesse nunca, que ela deveria ser pra sempre um bebê. Expliquei que ser neném era chato porque eles não sabem conversar, andar ou brincar. Só sabem chorar, chorar e chorar.
Mas, acho que a idéia continuou a martelar em sua pequena e ingênua cabecinha. E então ele percebeu que, melhor do que a irmã nunca crescer, seria ele voltar a ser bebê também.
Como agir diante de tanta doçura, misturada com carência, acrescida de insegurança?
Ultimamente ele tem se mostrado um menino bem diferente do que sempre foi. Está difícil até mesmo para nós, os pais, entendermos e nos acostumarmos com o novo Lucca. Ele está mais moleque, mais sociável, mais agressivo, mais contestador. 
Acreditamos que um pouco seja ciúmes da nova situação que vem vivenciando, um pouco seja a idade - já é um garoto!, e um pouco seja por conta das gotinhas de homeopatia, que vem trazendo a tona o verdadeiro Lucca.
Mas, o que mais nos emociona e mais nos acalenta é que ele verdadeiramente ama a irmã e, apesar de por duas vezes já ter nos confessado na calada da noite que sente que deixamos de amá-lo depois que ela chegou, jamais demonstrou isso tratando-a sem carinho ou mesmo negando-lhe um sorriso.
Eles são apaixonados um pelo outro. E vice-versa. Ao quadrado.
Hoje chorei, com o coração partido de não poder entrar em sua cabeça e fazê-lo entender que sem ele nada existiria, que ele é meu grande amor, minha grande paixão e que amar a Sofia no mesmo grau, jamais vai tirar dele um milímetro sequer do meu sentimento. Quem é mãe de mais de um sabe disso.
O coloquei para dormir, com a Sofia no sling, como quase todos os dias faço, sentada de forma incômoda, mas sempre dando um jeitinho de segurar em sua mão. 
E hoje, especialmente, contei a história  de uma moça chamada Giovana, que era casada com um rapaz chamado Fabricio. Contei que eles tinham uma cachorrinha chamada Abigail mas que ela não cansava de pedir pro Papai do Céu um filho, um bebê em sua barriga. O Papai do Céu demorou muito tempo mas, um belo dia, ela descobriu que estava grávida e esse foi o dia mais feliz de toda sua vida. Nessa hora, ele se emocionou e chorou de forma contida. Continuei contando que quando o bebê nasceu, foi chamado de Lucca. Ele era lindo. Mamava muito, chorava pouco e todos se apaixonaram perdidamente por ele. O Lucca foi então crescendo. Com um ano começou a andar, com dois anos aprendeu a falar, largou as fraldas, foi à escola e seus pais perceberam que a cada dia ele ficava melhor. Quanto maior ele ficava, mais os pais o amavam, mais lindo e inteligente ele se mostrava e mais orgulhosos os pais ficavam. E a história continua mas, coincidência ou não, bem aí ele dormiu. Dormiu grande, com suas pernas compridas, no auge dos seus quatro anos e meio, agarrado à sua única ligação com os tempos de bebê...uma chupeta. Mal sabe ele que, em meu coração, será eternamente meu neném. 

11 comentários:

Beth Lucchesi disse...

Que lindo relato! chorei !!!

Valquíria disse...

Gi, que emocionante seu post! Fico feliz em saber que está conseguindo lidar bem com a nova situação, que tem sabedoria suficiente para mostrar ao Lucca que ele continua sendo seu eterno amor... Você nos ensina a cada dia com sua nova experiência!
Beijos,
Val e Gui

Nine disse...

Oi, Giovana!
Aqui em casa também foi e está sendo assim. Com a chegada do Pedro, a Ísis mudou, cresceu e nós tivemos que entender que ela já não era mais um bebê, já era uma menina! Sabemos que ela sofreu bastante com a chegada do irmão, por mais que nos esforçássemos para a vida dela continuar a mesma, a verdade é que a vida do mais velho muda completamente depois do irmão. Com o tempo, tudo entra nos eixos, a gente se adapta a nova situação, o bebê vai crescendo (o Pedro jpa tem 8 meses) e eles vão interagindo. Dessa interação nasce o amor entre eles, e é a coisa mais linda de viver, né?
Beijos,
Nine

Val Soares disse...

Lindo post! Fiquei emocionada, pensando nos sentimentos do meu anjinho...
Beijos.

Paty disse...

Lindo e emocionante... Aqui estamos planejando o segundinho, e fico com o coração apertado em imaginar meu filhote sofrendo por isso. Mas fico tranquila pq sei que o amor entre eles será inevitável! :) Beijos, Paty.

Millena Boniolo disse...

Amei seu blog!! Sou mãe de primeira viageem! Se puder me dar algumas dicas me manda algum e-mail: mimiboniolo@gmail.com

Obrigada!

Leticya Souza disse...

Oiii linda vim te convidar para participar de um sorteio que esta rolando em meu blog fique a vontade se quiser participar

Bjinhoss


http://leticiadiariodeumatentante.blogspot.com.br/2012/10/sorteio-no-blog.html

Grazi disse...

com esse seu texto cheio de doçura e carinho vc me fez chorar, que coisa mais linda de se ver (e ler tbm) parabens pelos familia!!

maina disse...

Gi
Que lindo
Chorei de verddade !!! Escreveu com a alma e o coracao
Ser mae duas vezes é realmente um presente de Deus dos mais lindos e dificeis .
O Lucca e. a Sophia estao lindos
Bjs
Maina

maina disse...

Gi
Chorei de verdade !!!
Lindo lindo
Vc escreveu com a alma e o coracao
Ser mae de dois é dos presentes mais lindos e dificeis que Deus poderia nos dar
Lucca e sophia estao lindos
Bjs
Maina

maina disse...

Gi
Que lindo
Chorei de verddade !!! Escreveu com a alma e o coracao
Ser mae duas vezes é realmente um presente de Deus dos mais lindos e dificeis .
O Lucca e. a Sophia estao lindos
Bjs
Maina

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