05 dezembro 2011

A Chegada do Irmãozinho: Uma Conversa Franca

Antes de contar para seus familiares que esperava seu segundo bebê, a mãe resolve chamar seu primogênito para contar-lhe a notícia.
Fato sabido é que ele não tinha a mínima vontade de ter um irmãozinho e ficava muito bravo quando alguém insistia no assunto.
Num primeiro contato, a mãe, com todo o tato do mundo, lhe pergunta se ele ficaria feliz se ela dissesse que há um neném em sua barriga. Ele fica meio em dúvida quanto a resposta, mas é uma criança tão gentil que resolve concordar com a mãe e dizer que sim. Até mesmo, talvez, para descobrir onde ela deseja chegar com aquele assunto. Ela então lhe explica que há sim um neném em sua barriga mas que ainda não sabe se é um menino ou uma menina. Ele diz, de forma bem sintética, que prefere que seja um menino. Ufa!, pensa a mãe - afinal, se for uma menina, depois a gente pensa no que faz...
Ele então muda de assunto e sai andando. É muito pequeno, ainda. Ele nem tem quatro anos e sua mãe ainda nem tem uma barriga grande. Talvez seja duro de entender.
A família chega, recebe a notícia, festeja e logo se dirige a ele, que reafirma querer um irmão, um menino. Todos então, numa lógica um tanto incompreensível, resolvem focar no "Mas, e se for uma menina?". Ele se fecha, se irrita, fica nervoso e não quer mais papo. Deixou as visitas na sala, brincou mais um pouco e logo tratou de dormir.
Papo encerrado? Imagina. Crianças pequenas não entendem? Longe disso. Eles não sentem nada? Não diga isso!
No dia seguinte, com toda delicadeza do mundo, num momento em que ele não estava nem com fome, nem com sono e também sem qualquer platéia, ou seja, aquele momento que só uma mãe sabe reconhecer ser o momento certo, ela aborda novamente o assunto. E pergunta:
- Você ficou feliz que vai ganhar um irmãozinho?
E ele responde só com a cabeça que sim. E um silêncio se faz. Ela quer que ele dê o próximo passo. E ele dá:
- Vai ser amanhã?
- Não, filho. Vai demorar muito! Primeiro vem o Natal, seu aniversário, o aniversário da mamãe, e só depois o bebe chega. A barriga da mamãe ainda está pequena. Lembra da barriga da titia que teve neném como estava? Que enorme?
- E como vai ser? 
- Quando a barriga estiver bem grande, a mamãe vai ao hospital, o médico tira o neném da barriga e a gente vem pra casa.
- Sai sangue, né? Dói?
- Sai, filho. Mas, não dói, não. Vai ser muito legal. A mamãe vai trazer o irmãozinho pra casa e aí...
- Ele vai brincar comigo, né? Que nem a nossa cachorrinha brinca, né? Mas, ele não anda... A Vovó vai ter que segurar ele no colo pra ele poder jogar bola comigo. E daí você pode por ele na minha cama pra eu fazer carinho.
- Pois é, filho. Era isso que eu estava pensando... Onde você acha que ele poderia dormir? A gente vai ter que comprar um berço, igual ao que você tinha quando era bebezico, lembra? E, onde a gente poderia colocar esse berço?
- Aqui! No meu quarto!
- Ih, filho. Aqui vai ficar apertado. Que tal no quarto de brinquedos?
- Não, lá tem minhas motocas, não dá.
E foram por toda a casa, procurando um lugar para o berço. Da área de serviço à varanda. Terminaram por voltar ao quarto de brinquedos para sentar e pensar no que fazer. Ele então teve uma idéia:
- Mãe! Se a gente colocar as motocas mais pra lá, vai caber o berço.
- Nossa! É mesmo! Nem tinha pensado nisso! disse a mãe, mais uma vez aliviada e feliz. 
Mas, faltava abordar apenas mais um assunto: E se for uma menina? Pode ser cedo para tanta coisa mas a mãe estava muito aflita e sentiu a abertura do momento certo para conversarem sobre o assunto por completo.
- Ih, filho! Tem mais um problema... Se for uma menina, ela não vai ter nenhum brinquedo pra brincar. A gente só tem brinquedos de menino. Vamos ter que pegar o osso cor-de-rosa da cachorrinha e dar pra ela brincar...ahahahaha! Disse, tensa.
Ele sorriu, achou tudo muito engraçado mas, acabou dizendo que ele deviam era comprar uma boneca pra ela. E completou:
- Mas, mais engraçado ainda vai ser ver o papai brincando de boneca com ela!
E caíram ambos na gargalhada. E a mãe sentiu que era hora de parar por ali. Ela percebeu ter conseguido o queria e que era o mais longe que poderia chegar naquele momento.

E foi assim que o Lucca soube que ganharia um irmão. Foi no dia 14 de novembro de 2011, após a mamãe fazer uma USG que mostrava a idade gestacional de 6 semanas e 4 dias e um batimento cardíaco de 130 tum-tum-tuns por minutos. Um dia muito feliz em nossas vidas. 

15 comentários:

Diário da mãe e da filha disse...

Conversa franca, isso foi.

Que bom que ele entendeu, quer dizer para uma criança de menos de 4 anos ele é bem esperto e entendeu tudo direitinho


Beijos

Claudia Bonello disse...

Nossa como o Lucca é esperto...
Me emocionei com o pst...
Parabéns ...

Re disse...

Que lindo Gi, amei a conversar e a sua sensibilidade. E parabens pelo Baby, que venha com muita saude. Bjs

Eliane de Sá disse...

Que delicia de notícia!!! Que coisa mais fofa o Lucca!
Parabéns a toda família!
Que sua gravidez seja muito tranquila!
Umm grande beijo,
Eliane e André

Day Delphino disse...

Ai que conversa linda!
Espero também ter esse tato pra conversar com minha filha sobre diversos assuntos.

Parabéns pelo novo bebezinho e felicidades pra essa familia linda!

Paula disse...

criança entende tudo sim!lindo Lucca, ajeitando os brinquedos para arrumar um espaço para o berço, e sem perceber ele vai dividindo o que é dele com o bebê.

beijos

Rafaella disse...

A que fofo o jeito que vc abordou o assunto...
E que bom que no final ele gostou...
O importante é isso..
Bjs

Valquíria disse...

Posso imaginar sua aflição em contar à ele esperando a resposta e pelo jeito ele entendeu direitinho e ficou feliz com a notícia!
Felicidades...
beijos
Val e Gui

Nine disse...

Que notícia maravilhosa! Parabéns pelo novo filhote que vem aí!

Por aqui, quando contei para a Ísis que ela teria um irmão, foi um pouco diferente, ela parecia não entender bem o que eu dizia (ela tinha 2 anos recém completados), mas hj, já no final da gravidez e com o barrigão, ela compreende melhor e já fala cvom o irmão, beija a barriga, tapa a barriga para o irmão não ficar com frio, enfim, sem pressa, com tato, as coisas vão se acertando!

Beijos,
Nine

jo nascimento disse...

Oi, tenho uma filha de quase 6 anos e estou tentando um segundinho; morro de medo da hora de contar, de como ela vai reagir e sua conversa foi linda e inpiradora. Parabens!
Adorei seu cantinho, estou seguindo você

Camila Gomes disse...

Que lindo esse Lucca!
Me emocionei...

Carol disse...

Giiii, que linda conversa....franca e entre duas pessoas que se amam, um verdadeiro exemplo de cumplicidade e inocência. Criança e uma mulher (já) Mãe e na expectativa de ser de novo....tem mais amor nisso! Amei ! Muitos beijos e é muito bom ver vc Feliz e com a família crescendo. ass. Carol( da faculdade)

(Mamãe) ~Pinel disse...

Que conversa mais linda!!!
Me encantei com a abordagem do assunto com o Lucca! E o mais importante, ele está mais receptivo quanto a um irmãozinho ou irmãzinha!

Um máximo!
E, claro, PARABÉNS!!!! =D

Segundinhos... ah! Um dia terei! hehe

Unknown disse...

Gi! amei! que lindo! e fiquei mais feliz em me ver no mesmo momento!que delícia não? apesar de nossa amizade ainda não ter podido presenciar u encontro ao vivo, vc tm um lugar especial em meu S2 e acho demais estarmos passando isso juntas!:)
Aqui o momento tb foi e está sendo bem legal, Enzo, desde antes da encomenda já curtia a ideia, qdo soube ( lá na nossa viagem especial!) já começou a contar pra todo mundo!rs.....e muito "bonzinho"(!) doou o quarto dele pro bebê e estamos na reforma do quarto novo dele!rs.....bem, aqui já sei que continuarão os mesmos brinquedos, vou continuar a aprender sobre futebol, vestir a camisa do Santos e falar que aqueles palavrões a gente só pode falar dentro da Vila, saber o nome de todos os Aliens do Ben 10, passar Hirudoid nas canelas roxas e amar demais meus 2 meninos!:)

Aline Pereira, blogando disse...

Nossa, que legal! E que tato você teve pra conversar com ele! Meu filho se irritava um pouco com o assunto, mas ultimamente vive falando que vai pedir pro papai do céu pra mandar "um neném pra gente". Assim eu fico mais aliviada... Felicidades!

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