12 abril 2011

Cale-se, Cale-se, Cale-se! Você me Deixa Loucooo!


Houve um tempo em que duvidei que uma palavra sairia daquela boquinha. Dei água na colher de pau, rezei. E, ainda assim, ele apenas emitia sons que passavam longe de ser uma palavra.
Agora, pouco mais de um ano depois, estou aqui me fartando de tantas palavras saídas da santa boca de meu filho.
Algumas boas, outras nem tanto. Mas, todas impossíveis de acreditar. É lindo de ver a inteligência e a sagacidade na hora de utilizar termos que ele mal sabe o que significa. Da mesma forma em que fala que me ama docemente, me fala um "vai tomar no c*" na hora certinha, expressão que eu também usaria se estivesse no lugar dele. 
Brigo com ele, explico que tem momentos certos de se falar o palavrão, que não pode falar para mulheres, nem pros mais velhos. Porém, mesmo assim, eu acabo sendo a maior vítima. E, muitas vezes perco a calma e o coloco de castigo. Então, ele passa um bom tempo sem falar. Mas, de repente, o bendito palavrão surge na boca de novo. Se não na dele, através da minha. Eu explico: dia desses, num brinquedo, um menino maior o empurrou e ele voltou chorando, dizendo: -"ele me empurrou e eu chorei..." - cheio de lágrimas nos olhos. E eu, naquele instinto materno-confuseiro, de TPM, louca pra fazer justiça da forma mais insana do mundo, falei pro Lucca: -"Então vou te falar, filho! É pra isso que serve o Vai tomar no c*! Não é pra falar pra mãe, pro pai. Quando alguém te empurrar assim de novo, você não tem que chorar. Você fala: Vai tomar no c* e segue em frente, tá?"  E ele, fofamente, só ficava balançando a cabecinha em sinal positivo de quem está recebendo uma ótima instrução, de quem recebe as palavras mágicas de um oráculo, como um pupilo que ouve os sábios conselhos de seu mestre. Me arrependi assim que botei o ponto final na última frase. Mas, ele é um menino tão doce que sei que, pelo menos por enquanto, não seguirá o meu conselho, graças a Deus! Isso lá é coisa que mãe ensine pro filho?!
Mas nem tudo está perdido pois, a palavra mais dita por aquela boquinha não é um palavrão, nem uma ofensa, e sim a linda palavra: mamãe. Esta, sem sombra de dúvidas, essa ganha disparado!
É mamãe o tempo todo. Se ele está bem, se está mal, se quer dividir uma alegria, se quer descontar a brabeza, se está com fome, se está com sede, se quer fazer cocô, se quer passear, se quer dormir. A mamãe é onipresente na cabecinha dele e merece saber de tudo e estar por dentro de todos os momentos de sua existência. Por isso, já que isso não ocorre por osmose, ele grita: Mamãe! e engata a informação. Lindo demais... se não acontecesse duas mil e quinhentas e trinta e seis vezes por dia! Mal sabe ele que mamãe não aguenta mais tanta informação, mamãe precisa de paz, de silêncio e está quase pegando um período de três horas num motel pra poder fazer uma refeição, tomar banho, fazer cocô, escovar os dentes, ver o jornal e entrar na internet sem ser interrompida oitocentas e vinte e sete vezes. Quando eu como ele quer fazer cocô, quando estou na internet ele quer comer e quando estou fazendo cocô ele quer tomar banho! E, ainda assim, tenho certeza de que seria a mulher mais infeliz do mundo se não estivesse passando por tudo isso. Pode? Estou enlouquecendo mas, estou mais feliz do que nunca. E ainda quero mais um filho!
E apenas para o papo dele querer fazer cocô assim que acabo de fazer meu prato na hora do almoço ficar mais hilário, passo duas informações: 1- amo comida quente, bem quente mesmo e, 2- quando a gente chega no banheiro, ele pega um livrinho, me entrega e diz: -Senta aí, mamãe!, apontando para o chão. E completa:-Conta uma historinha, por favor! ... Posso com isso?  

9 comentários:

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!! Gi, de todos, acho que esse é o seu post mais engraçado!!! E o pior, é que o Ma tbm faz a mesma coisa! Nunca vi ter tanto assunto!! Como esses meninos falam, né?!! Santa paciência!!! E o lance do cocô, aqui tbm é assim, com uma diferença pequena: toda vez que EU sento pra fazer, ele quer tbm!!! kkkkkkkkkkkkk!!!! Nós, mães, não temos mesmo sossego para NADA! E o mais engraçado, é que ainda vamos sentir saudade desse tempo! Vai entender o ser humano!!! Beijinhos... e bom sossego aí pra vc!!! *rsrsrs
Clau

Mafalda S. disse...

Está numa fase tão gira... é delicioso, não é?

Quanto aos palavrões, já sabes que eles seguem muito o nosso exemplo e se tu de vez em quando também dizes, é normal que o diga. Cá em casa somos anti-palavrões. Quando a Letícia ouve alguém a dizer um palavrão, ela própria diz "Ai, ai... Pimenta na língua, isso não se diz!" (Chega a ser engraçado a forma como ela diz).

Mas é excelente que a palavra que ele mais diz é mamãe (sabe tão bem ouvir). A Letícia é igualzinha.

Beijinhos

ABECiPsi disse...

Gi!!!!
hahahahahahaha
Como sempre foi demais!!!!
Você conseguiu dizer simplesmente o que eu queria expressar a muito tempo...
Também compartilho com você de tudo isso.... meu Deus... coisinhas maravilhosas....
Bjssss

Re disse...

Ai Gi, que coisa mais linda..eu adoro crianças tagarelas, adoro ver a inteligencia delas no emprego correto de palavras de complexas, adoro ve-=las descobrindo palavras e expressoes novas...minha afilhada eh assim, tem seus momentos de tagarelice. Um dia sai com ela e meu marido, ela com 4 anos recem completados...e desatou de falar no carro, contava tudo..ate que uma hora olhei pro meu marido e ele soltou a perola: Elisa, vamos brincar de vaca amarela? Hahaha, me acabei de rir. Bjs

Déia Moura disse...

ainn, que lindo seu filhinho!!! Mas palavrão na boca de criança não póóódee! =)

beeijo!

http://deinhamoura.blogspot.com/

Mariléia da costa disse...

Um lugar guardado no céu nós temos!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

bjs linda.


obs:esse foi D+

Família Iki disse...

Oi Gi.
Estou lendo seu post no trabalho e me acabando de rir, o pessoal perguntando do que estou rindo e falo sua história e todos riem tb.
É assim mesmo as vezes acho que perdemos nossa identidade por um bom tempo e assumimos só a de mãe, estou aguardando a minha voltar rsrsrs.
Bjinhos
Paula e Isa

Ana Cristina disse...

OI Gi tô me acabando de rir, impossível ficar séria diante das aventuras do Lucca.
Gi como vc teve parto cesário, vc já contou pra ele que o médico cortou sua barriga e tirou ele de dentro?
Menina contei pra minha filha e agora ela näo para de repetir a história, ela achou o máximo, e ainda perguntou se doeu.

Fica com Deus

Dani Santana disse...

Sempre passo por aqui e muitas vezes gosto dos seus textos e da sua sinceridade. Fiquei chocada com esse post, até li pro meu marido. Tenho um filho de 1 ano, sei como é dificil o processo de educação. Mas ensinar o seu filho de 3 anos a mandar "tomar no c*" outra criança? Eu NUNCA vi isso, seu filho não vai se esquecer disso, que tipo de comportamento você espera que ele tenha diante das pessoas? Sempre que fizerem algo que ele não goste vai mandar um belo e sonoro palavrão, pra você, pro pai, pra avó, na escola. Sei que não tenho nada a ver com a sua vida e o tipo de educação que você acha melhor pro seu filho, mas sinceramente fiquei chocada. Boa Sorte.

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